Anitta revela o que faz a sua estrela brilhar e responde perguntas das leitoras. Confira!

Tal qual o fenômeno natural, a morena não passa despercebida em lugar algum. As razões? A personalidade forte, o talento e uma determinação acima da média para atingir metas

Texto: Patrícia Affonso

Anitta | <i>Crédito: André Nicolau
Anitta | Crédito: André Nicolau
Essa carioca tem apenas 24 anos (recém- completados em 30 de março) e já contabiliza milhões de álbuns vendidos, gerencia a própria carreira e equipe, realiza entre dez e 15 megashows por mês e só pensa em voar cada vez mais alto. Anitta viu sua vida mudar radicalmente no ano de 2011 após um produtor musical assistir a um vídeo caseiro que ela publicou no YouTube, no qual cantava e dançava. “Tudo começou ali, mas tive que trabalhar muito para as coisas se concretizarem”, lembra. Em 2013, a canção Meiga e Abusada já estava no topo das paradas das rádios do país. Logo a bela recebeu o convite para assinar o contrato com uma grande gravadora internacional. E quem não se lembra do videoclipe Show das Poderosas, lançado nesse mesmo ano? Assim que foi divulgado na internet, ele entrou para a lista dos mais vistos no Brasil. Haja sucesso! Mas como tudo tem um preço... Anitta também ganhou uma rotina atribulada, quase sem folgas. “Não reclamo de nada, pois é mais do que eu sonhei um dia”, afirma. Num bate-papo exclusivo com MÁXIMA, a cantora-fenômeno falou sobre a infância, a vida pessoal, a carreira e os próximos objetivos. Confira!

Paixão de infância
“Comecei a cantar bem novinha, com 9 para 10 anos. Meu avô tocava piano na igreja de Santa Luzia (RJ) e fazia os ensaios em casa. Eu adorava assistir e cantava enquanto ele tocava – de enxerida mesmo. Um dia me convidaram para integrar o coral. Fiquei uns sete anos cantando lá. Mas, antes disso, bem pequenininha, eu já fazia shows para as minhas bonecas. Tinha a certeza de que seria famosa! Eu falava assim: ‘Mãe, quando eu for famosa...’. Nunca passou pela minha cabeça fazer outra coisa. Porém, na adolescência, eu fi z o curso técnico de administração, porque meu pai dizia que trabalhar com arte era muito difícil. Passei por um processo seletivo grande e fui aprovada para trabalhar na mineradora Vale do Rio Doce. Fiquei lá durante um ano e, quando iam me efetivar, resolvi sair e me dedicar à música. Minha mãe foi a minha maior apoiadora. Eu pesei muito a questão da instabilidade versus a ideia de ser feliz com a minha ocupação. Meu sonho falou mais alto.”

Nasce Anitta
“Larissa de Macedo Machado: esse é o meu verdadeiro nome. O codinome surgiu por causa da minissérie global Presença de Anita (2001). Além de achar forte, eu fiquei encantada pela personagem, porque ela dizia que podia ser várias mulheres em uma, não precisava ser de um jeito só. Isso instigava as pessoas! Comecei a me apresentar como Anitta aos 17 anos.”

Vem o sucesso
“E foi nessa idade que eu compartilhei o meu primeiro vídeo na internet. Acredito que o sucesso das visualizações se deu por causa da minha performance. Eu sempre saí muito para ver shows de funk, dançar... Então tinha contato com várias pessoas que trabalhavam nesse meio. A partir daí, tudo começou a mudar muito rápido. Sempre quis ser dona de um estilo bem próprio, sem imitar ninguém. Mas é claro que tenho minhas artistas favoritas: Mariah Carey, Rihanna, Beyoncé e Kate Perry.”

Dona do negócio
“Desde que comecei a trabalhar intensamente, nunca encontrei uma pessoa que estivesse alinhada com a minha conduta e política de trabalho. Então decidi montar o meu próprio time e fazer tudo à minha maneira. Faz dois anos e meio que optei por administrar a minha própria carreira, e sou muito feliz. Eu sei exatamente os rumos que quero tomar, a forma como desejo atuar. Para dar conta de tudo tenho uma rotina extremamente organizada, com hora certa para cada coisa. Também otimizo muito, tenho a facilidade de tocar várias coisas ao mesmo tempo e me dou poucas folgas. Sou extremamente exigente comigo mesma e com os meus funcionários. Se não for assim, as coisas não rolam. Sou muito focada.”

Família & amigos
“Sou do tipo mãezona, gosto de cuidar de todo mundo, garantir que estejam bem e felizes. Sempre busco ajudar. Também sou de me jogar, gosto de me divertir, dar risada, curtir cada momento que temos juntos. Creio que o meu maior defeito é ser muito verdadeira. Não consigo fazer média com ninguém, fazer coisas que eu não estou a fi m. E isso às vezes me prejudica. Sou educada, respeito todo mundo, mas não consigo fingir que gosto, me aproximar por interesse, nada disso.”

Autoestima
“Sempre me senti bem na minha própria pele. As pessoas questionam isso pelo fato de eu ter feito plásticas, mas não tem relação. As intervenções acontecerem para eu me sentir ainda melhor. Não tenho problema nenhum em mudar algo em mim. Aliás, autoestima é você se sentir bem como você é e ser feliz com isso. Exploro o meu corpo e a minha sensualidade no meu trabalho, e isso tem a ver com minha personalidade.”

Beleza visual
“Para ficar bem com o meu corpo tento fazer dieta, mas é difícil, porque amo comer. Então, quando tenho algum objetivo, tipo Carnaval, ou um show muito importante, eu pego firme. Tenho uma personal chef, a Lorena Abreu (RJ), que cuida da minha alimentação saudável, mas a verdade é que eu sigo as orientações só quando estou a fi m. Quanto a atividade física, não tenho uma rotina muito regrada. Quando estou focada, intercalo musculação com exercícios funcionais. Agora, se eu não tiver um motivo para pegar firme, não faço nada.”

Um grande amor
“Quero casar, ter filhos, mas lá pelos 37 anos. Antes disso tenho muita coisa para realizar sozinha. A pessoa que vai me acompanhar nessa jornada tem que ser como eu, verdadeira. A minha independência afasta os pretendentes, assusta os homens. Mas não quero ao meu lado uma pessoa que não possa lidar com esse tipo de coisa. Então, no final das contas, é um livramento.”

A maior lição
“Com todas as mudanças que já vivi, acho que desejar coisas boas para os outros, para o mundo, para mim é o meu maior aprendizado. Espero só o melhor. Me tornei uma pessoa mais da paz, do amor, do perdão e da gratidão. Aprendi, sobretudo, a me colocar no lugar do outro.”

Planos para o futuro
“O meu maior sonho é conquistar a carreira internacional e ajudar mais as pessoas que precisam. Mas por ora vou passar algum tempo nos Estados Unidos, em férias, e aproveitar para estudar canto, dança, a língua... Só depois é que vou planejar outras coisas.”

DE: ANITTA 
PARA: VOCÊ 

Pedimos às leitoras de MÁXIMA que enviassem perguntas à cantora. E ela adorou! “É sempre bacana saber quais são as curiosidades dos fãs”, diz. Vamos lá? 

Você está fazendo muitas parcerias musicais. Como as escolhe? Mariana Ferreira (SP)
São pessoas que têm a ver comigo, cujo trabalho eu admiro e que têm uma boa energia. 

Algumas de suas músicas têm um apelo sensual. Por conta disso, alguém já se aproximou com uma ideia que não condiz com a sua realidade ou com preconceito? Giselen Araújo (SP)
Isso acontece o tempo todo. Eu respondo com educação e respeito e peço respeito também. 

Acha que a música pode fazer a diferença para melhorar o Brasil? Natália Pacheco (SP)
Sim, mas o primeiro passo é as pessoas agirem corretamente. Todo mundo se esquece dos deslizes que comete todos os dias, como cidadão. 

Se tivesse uma filha ou um filho, teria problema se eles gostassem do tipo de música que você canta? Alessandra Stoianoff (SP)
A maldade está na cabeça dos adultos. Só não vou incentivar meu filho a fazer coisa errada. O que for divertido, do bem, está liberado! 

Vai investir numa carreira internacional ainda em 2017? Mayra Pastrello (SP)
Estou estudando os caminhos. Se pintar algo promissor, vou tentar. 

Você é uma pessoa intuitiva? Angela Scaramella (MG)
Sim, sempre ouço a minha intuição ao tomar decisões. E funciona! 

Se não fosse famosa, teria feito intervenções estéticas? Márcia Yanikian (SP)
Se eu tivesse dinheiro, sim. 

O que acha da fama? Tamie Oda (RS)
Tem dois lados. O bom é ser reconhecida por coisas que você cria e realiza. O negativo é quando inventam mentiras. 

Suas atitudes mudaram com o sucesso? Brenda Dedini (SP)
Com certeza, já fui muito de julgar as pessoas, e hoje em dia não faço isso com ninguém. Acho que todo mundo tem sua razão para ser o que é, fazer o que faz. Me coloco muito no lugar do outro. Esse aprendizado vem do fato de eu ser rotulada, o tempo todo, por pessoas que não sabem nada da minha vida. 

Você se sente responsável pela revitalização do cenário pop no Brasil? Monica Cruz (SP)
Responsável soa muito prepotente. No entanto, me esforço ao máximo para que ele esteja vivo, para abrir portas e mostrar que esse nicho existe no Brasil. 

O que está ouvindo no momento? Cristina Lucca (RJ)
Tento me manter atualizada. Ouço semanalmente as músicas mais tocadas no mundo todo.

Já temeu que sua beleza tivesse mais repercussão que a sua música? Adriele Marchesine (SP)
Os assuntos particulares, como a beleza, são sempre mais comentados. O que eu faço é trabalhar a minha música, para que, apesar da vida pessoal, haja também um conteúdo profissional pelo qual as pessoas se interessem.

17/05/2017 - 12:47

Conecte-se

Revista Máxima