Casamento blindado

Responda as questões a seguir e descubra se a sua relação amorosa é saudável (ou não) e como curá-la

Texto:Diane Neubüser

Casamento blindado | <i>Crédito: Shutterstock
Casamento blindado | Crédito: Shutterstock
A mulher e o homem esperam o mesmo de um relacionamento: amor, valorização e a certeza de que não será abandonado. Esse denominador comum, na verdade, é herança da primeira relação pura de nossa vida, com os nossos pais. Sendo assim, o que um casamento precisa para ser feliz é uma conexão profunda e forte entre o casal, o suficiente para proporcionar segurança para ambas as partes. Quanto mais fraco for o vínculo, mais vulneráveis, e até infelizes, vocês serão. A conclusão é de um estudo do psicólogo dominicano John Gottman, que há mais de 20 anos pesquisa e escreve sobre matrimônio, divórcio, amor... Ele elaborou as questões ao lado para ajudar a exterminar as adversidades que jogam contra a harmonia dos casais. A ideia é que você responda “sim” ou “não” para cada uma delas, procurando identificar os pontos mais importantes de desunião, críticas, ofensas, desconfiança, insegurança no seu casamento... Depois, trabalhe-os com as nossas dicas para conquistar mais felicidade e bem-estar.

1. Você mantém a calma ao falar com ele sobre algo que a incomoda? 
Um dos maiores provocadores do divórcio, segundo John Gottman, são as brigas iniciadas bruscamente, sem um motivo justo aparente. A sugestão é abordar os assuntos delicados em tom de diálogo. Troque o “Você nunca faz nada em casa!”, por “Querido, pode me dar uma mãozinha com a louça hoje?”. 

2. Costuma criticar ou desprezar o parceiro? 
Quando algum problema surge, é comum criticarmos a pessoa envolvida, e não a situação em si. Por exemplo, você está cansada de cumprir sozinha todas as tarefas da casa. Mas, em vez de conversar com ele sobre a necessidade de uma divisão ou quem sabe até a contratação de uma faxineira, você o ataca. “A fidelidade conjugal não está apenas em não trair, e sim em não falar mal, em defender, em formar um time com o seu companheiro”, diz a psicóloga Ana Paula M. Cavaggioni, da Clia Psicologia e Educação (SP). 

3. Normalmente, você fica na defensiva? 
É natural que tentemos nos defender quando somos acusados de algo. No entanto, durante uma discussão, isso só piora a situação. Desarmese! Substitua o “Eu não fiz isso” ou “Eu não sou assim” por “O que tem de errado nisso?”. Dessa forma, você estimula uma conversa mais elaborada e tem a chance de entender o ponto de vista do outro.

4. Você tenta reparar os erros? 
Às vezes, é necessário deixar o orgulho de lado e parar uma discussão com um pedido de desculpas, um abraço ou um comentário positivo. 

5. Reconhece quando ele quer consertar as coisas? 
Ainda mais importante do que pedir desculpas é aceitá-las. Se o seu amado tenta apaziguar e você o ataca, está colocando o seu casamento em risco. 

6. Conhece mesmo ele? 
O que está aborrecendo o seu par agora? Que sonho ele almeja conquistar? “Se você não tem as respostas, comece a trabalhar a intimidade com muito diálogo. Isso evita frustrações”, avisa Ana.

7. Você faz pequenos gestos de amor frequentemente? 
A felicidade de um casamento não se resume a grandes gestos. Uma briga horrível não destrói o relacionamento se ela for um acontecimento isolado. E a viagem dos sonhos também não reverte um casamento arruinado. O que faz a diferença é o abraço na volta do trabalho, o jantar romântico no meio da semana, o presente sem nenhuma ocasião especial... 

8. É do tipo que sempre espera algo em troca? 
A reciprocidade pode até manter a união, mas você não pode fazer tudo por ele aguardando uma recompensa. 

9. Presta atenção nele? 
Quando o parceiro chega em casa chateado e você não pergunta o que aconteceu, a tendência é ele se sentir desamparado dentro do próprio lar. Não ignore os sentimentos dele. “Deixar de considerar as necessidades do cônjuge leva à falta de respeito, o que envenena a relação”, alerta Ana. Demonstre interesse e empatia. 

10. Com que frequência repete frases com “eu”? 
Nos anos 1960, o psicólogo americano Thomas Gordon propôs o exercício de usar o pronome “eu” para reclamar de alguma coisa. Exemplo: Diga “Eu estou carente”, em vez de “Você nunca me dá atenção”. É uma mudança sutil, mas tira o tom acusatório da sentença. 

11. Existe um equilíbrio de poder na sua casa? 
Quanto mais hierarquia houver num relacionamento, maiores as chances de ele dar errado. Vocês são iguais. Isso significa que as coisas não podem ser feitas sempre à sua maneira nem à dele. Deve haver participação mútua. 

12. Pratica rituais de amor? 
Se dentre os seus hábitos estão demonstrações de amor e carinho pelo parceiro, vocês irão reforçar a união continuamente, sem nem perceber.

13. Você o responsabiliza por suas emoções? 
Não deixe os seus sentimentos dependerem de outra pessoa. Encontre formas próprias de alegria e satisfação. Além disso, homens não entendem indiretas nem conseguem ler nosso estado de espírito. “Muitos desentendimentos poderiam ser evitados se parássemos de achar que o outro tem obrigação de adivinhar aquilo que pensamos”, garante Ana. 

14. Procura melhorar? 
É muito fácil se acomodar, pensar que não é necessário mais conquistar, investir na aparência... Mas essa tendência deve ser combatida, pois tudo na vida precisa de estímulo para sobreviver — inclusive o amor. Continue indo à academia, não abra mão de seus hobbies, arrume-se. O seu bem-estar reflete na forma como você trata os outros. 

15. Resolve os problemas do seu relacionamento? 
Casais que varrem dificuldades para debaixo do tapete acabam fazendo com que elas se acumulem e resultem em rancor. A maioria dos problemas dos casais tem solução e são resolvidos com comprometimento. Geralmente, os dramas sem saída nascem de divergências de valores, como religiosos e culturais, e para minimizá-los é preciso desenvolver sistemáticas. Que tal fazer terapia ou abrir algumas concessões? 

16. Admira o seu parceiro? 
Adote o hábito de relembrar as qualidades que fizeram você se apaixonar por ele. Todo ser humano gosta de se sentir amado e valorizado. 

17. Se fosse necessário, você deixaria o seu marido? 
Acabar com um relacionamento deve ser o último recurso, porém ele nunca pode ser descartado. Se não há mais motivação para deixar as coisas melhores, então chegou ao fim. Não dá para ficar acomodada diante de um casamento conturbado e inseguro.

20/12/2016 - 11:08

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