Álcool e energético: uma combinação perigosa

A mistura dá a impressão de que a pessoa está menos alcoolizada do que realmente está

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Os dois juntos potencializam o risco de arritmia cardíaca | <i>Crédito: iStock
Os dois juntos potencializam o risco de arritmia cardíaca | Crédito: iStock

Aqui vai uma recomendação para os carnavalescos de plantão: este ano nada de misturar álcool com energético! Segundo uma pesquisa canadense publicada no periódico científico Canadian Medical Association Journal Open, a mistura potencializa o risco de arritmia cardíaca, já que as duas substâncias influenciam na irritação do músculo do coração, o miocárdio.

O estudo concluiu que mais da metade de consumidores de energéticos entre 12 e 24 anos já sentiram efeitos negativos após o consumo das duas substâncias juntas. Os incômodos mais citados foram: aumento da velocidade dos batimentos cardíacos, dificuldade para dormir, dores de cabeça e até incidência de convulsões.

Além disso, segundo o Cisa (Centro de Informação sobre Saúde e Álcool), a cafeína, presente em grandes quantidades nos energéticos, aumenta a euforia e reduz a sensação subjetiva de embriaguez, fazendo a pessoa sentir e pensar que está menos alcoolizada. Ou seja, quando misturamos os dois acabamos bebendo ainda mais.

Segundo um levantamento feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, em 2010, metade dos universitários brasileiros (53%) relataram ter usado a mistura nos últimos 12 meses. Ainda segundo a pesquisa, verificou-se que as pessoas que disseram consumir a combinação regularmente são mais propensas a terem comportamentos de alto risco no trânsito do que o grupo que consome apenas álcool.

De acordo com o cirurgião cardíaco Marcelo Sobral (SP), pessoas com sensibilidade à cafeína e que tenham problemas cardíacos são as que mais devem ficar atentas. “Um médico deve ser procurado imediatamente diante de sinais como palidez, aceleração do coração e aumento da pressão arterial” orienta o especialista.

29/01/2018 - 21:00

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