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Beleza / Beleza e saúde

2022: O que esperar da área da beleza e da saúde

Especialistas abordaram o que irá funcionar em questões de saúde da pele

Máxima Digital Publicado em 31/12/2021, às 14h00

2022: O que esperar da área da beleza e da saúde - Freepik
2022: O que esperar da área da beleza e da saúde - Freepik

2022 está quase batendo na porta e já começaram as sugestões do que irá rolar no ano na área da beleza e da saúde. No que investir? Quais as novidades?

Especialistas destacaram pontos para ficar no seu radar, além de outros que estão mudando até o rumo da ciência.

Confira!

A medicina de precisão permite que os médicos façam uma abordagem totalmente individualizada da pele, identificando deficiências e desequilíbrios que podem contribuir para o mau funcionamento do corpo e o envelhecimento precoce. "O seu principal objetivo é desenvolver protocolos personalizados para satisfazer as necessidades de cada paciente, com estratégias de prevenção e de tratamentos", explicou a médica especialista em dermatologia Geisa Costa.

Tudo isso pode ser realizado por meio da análise de um exame de sangue que diagnostica o dano ao DNA e o comprimento dos telômeros, parte que forma as extremidades dos cromossomos e que vão encurtando com o envelhecimento.

"Os danos na funcionalidade do DNA podem levar a mutações, originando tumores, doenças autoimunes e disfunção de barreira da pele e à morte celular, que diminui o comprimento dos telômeros", enumerou a especialista.

A especialista em dermatologia argumentou: "Esse teste contribui para aumentar o healthspan, ou seja, o tempo em que a pessoa vive com boa saúde, e sem as doenças associadas à idade. A técnica implica em diagnosticar, reverter e melhorar a qualidade do envelhecimento por meio de tratamentos mais assertivos e personalizados".

E é importante pensar na beleza, pois ela pode afetar a saúde. Já faz um tempo que a toxina botulínica e os preenchedores são utilizados na medicina. Pesquisa realizada pela Universidade de San Diego, Califórnia (EUA) em parceria com a Universidade de Semmelweis, de Hamburgo (Alemanha), por meio de análises de mais de 40 mil relatórios de tratamento com toxina botulínica, apontou um dado interessante e promissor: quem foi submetido ao ativo para casos de hiperidrose, rugas faciais, profilaxia da enxaqueca, espasticidade e espasmos, apresentou menos depressão comparando com pacientes submetidos a outros tratamentos para as mesmas condições.

"Esse tipo de pesquisa sugere que a toxina botulínica tem efeito antidepressivo e está atribuída de forma hipotética à interrupção do feedback facial que reforça as emoções negativas. Ou seja, se o seu rosto não consegue expressar uma situação de raiva, o seu corpo não sente", argumentou o cirurgião-dentista Thales Wilson Cardoso, graduado em Odontologia pela UNESP, em São José dos Campos, especialista em Harmonização Facial pela Facoph.

Já o Jornal da Associação Americana de Clínica Psicofarmacológica também publicou um estudo que sugere que a aplicação da toxina botulínica reduz a informação que vai dos nervos trigêmeos para o tronco cerebral, normalizando esta ligação com a amígdala esquerda — quando ela fica hiperativa está ligada à ansiedade, depressão, stress pós-traumático e medos elevados.

"Quando esses ativos aliviam a dor, automaticamente melhoram a qualidade de vida de uma pessoa. E ela consegue mudar outros pontos da sua vida já que terá uma autoestima mais elevada", concluiu o especialista.

A harmonização facial é um tratamento rápido, que não necessita de afastamento do trabalho. Apenas alguns cuidados após a aplicação. "É importante uma anamnese com um especialista, pois ele consegue descobrir como o paciente está se sentindo e sugerir o acompanhamento com outros profissionais, como psicólogo e psiquiatra, se for o caso", explicou o cirurgião-dentista.

Quando realizada por profissionais capacitados, a técnica possibilita corrigir imperfeições que abalam a autoestima, proporcionando um rosto mais simétrico e um sorriso mais bonito.

"Essa sensação de estar desconfortável com a aparência pode trazer consequências graves para a pessoa", concordou Newton Morais, médico especialista em dermatologia e diretor médico da clínica Mais Excelência Médica.

Ele continuou: "Muitas passaram por traumas, por isso mesmo precisamos desmistificar que a harmonização é feita apenas para fins estéticos.".

E quando há exagero? Newton explica que é preciso recorrer a especialistas: "Analisar até mesmo a arcada dentária, ir além da queixa da paciente é essencial. Em um caso de exagero, realizado por uma pessoa que não é especialista, é possível reverter o problema com aplicação de substâncias que vão dissolvendo os ativos injetados. Mas não acontece de um dia para o outro".

"Existe ainda a possibilidade da pessoa sofrer de dismorfia corporal, um transtorno psicológico em que há preocupação excessiva pelo corpo. As redes sociais pioram o problema", comentou o cirurgião plástico Marcelo Sampaio, especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas (USP). Pesquisa publicada pela Jama Facial Plastic Surgery, revela que as fotos tiradas em uma selfie podem aumentar em até 30% o tamanho do nariz, já que a câmera está mais próxima do rosto.

"Fora a preocupação com a cicatriz. Estamos vendo uma evolução em equipamentos, como a radiofrequência minimamente invasiva, que é associada à cirurgia plástica ou lipoaspiração, para evitar uma cicatriz longa ou em um local visível, já que isso também leva a baixa autoestima", avaliou o especialista, que faz parte do corpo clínico do hospital Sírio-Libanês.

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