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7 mitos sobre relacionamento

Muitas afirmações já feitas sobre as relações são falsas e podem ser destrutivas se encaradas como verdades absolutas. Veja por que você deve contestá-las!

Texto: Patrícia Affonso Publicado em 28/10/2016, às 11h33 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

7 mitos sobre relacionamento
7 mitos sobre relacionamento - Shutterstock
1. O casamento civil é apenas um pedaço de papel
Não é bem assim... “A união ‘de papel passado’ ainda é muito valorizada em nossa sociedade. É um rito transmitido por gerações, que indica uma condição mais séria e aceita de relacionamento”, diz a psicóloga Letícia Guedes (GO). Estudos realizados ao longo de 50 anos estabelecem que, em países desenvolvidos, a maior fonte de saúde, bem-estar, longevidade e riqueza para os filhos é um casamento estável satisfatório. E que aqueles que vivem sozinhos morrem mais cedo, são menos saudáveis e ricos. “Não se sabe o porquê desse impacto. O fato é que as pessoas buscam segurança e, de certo modo, a regularização traz esse sentimento”, afirma a psicóloga e terapeuta sexual Rosely Salino (SP). Mas atenção: assinar o papel deve ser uma decisão muito bem pensada para não trazer dores de cabeça no futuro.

2. Qualquer conflito de relacionamento pode ser resolvido
Muito pelo contrário. Pesquisadores americanos dizem que, na verdade, 69% deles são perpétuos e recorrentes. Então, nesses casos, o essencial mesmo é a aceitação das diferenças de personalidade do outro. É o que os especialistas chamam de gerenciar conflitos — já que eles não são passíveis de uma solução definitiva. O antídoto usado é o diálogo aberto e constante, para evitar que essas discordâncias se acumulem e virem ressentimentos sérios. “Quando isso não ocorre, aumenta a incidência daquelas explosões típicas, nas quais um casal começa discutindo por uma coisa boba, como o excesso de sal no arroz ou a desorganização, e, quando se dá conta, está fazendo acusações, falando mal da família, do tipo de educação recebida...”, diz Rosely.

3. O amor basta
Você já deve ter ouvido histórias de casais que, apesar de se amarem muito, não conseguiram levar adiante a união. “Isso acontece, sobretudo, porque o amor se transforma. Há fases com mais romance e sexo e outras nas quais prevalece a cumplicidade e a parceria. Nem todo mundo sabe lidar com essas variações. Além disso, damos nome de amor para muita coisa que não é. O amor incondicional aceita a pessoa como ela é. E, na contramão disso, o que mais fazemos quando estamos com alguém é impor condições”, garante Rosely. Admiração, respeito, paciência, objetivos em comum... Todos esses itens são importantes para que a relação se mantenha, especialmente diante de uma crise.

4. Falar das feridas emocionais do passado piora tudo
Não podemos mudar um fato que ficou lá atrás. No entanto, dá para aprender a enxergar a situação sob uma nova ótica e tirar lições dela. “Se algo vivido há tempos ainda causa brigas, mágoa e raiva é importante que a questão seja, de fato, esclarecida e entendida pelo casal”, diz a terapeuta de casal e família Tatiana Leite (SP). Resumindo: melhor encarar os fantasmas do passado e exorcizá-los de vez do que ficar remoendo antigas dores, que impedem que o presente seja vivido plenamente. Desenterrar os problemas não é simples. Se necessário, procure uma terapia de casal. 

5. Se um relacionamento precisa de terapia, já é tarde demais 
Calma, não é por aí. Estima-se que ocorram 900 mil divórcios por ano nos Estados Unidos, e que menos de 10% dos casais buscam ajuda profissional. “A terapia não é uma fórmula mágica que irá consertar as coisas, mas é um canal para o homem e a mulher se entenderem, aprenderem a lidar melhor com as dificuldades e buscarem maneiras de mudar a convivência”, diz Letícia. Por vezes, o simples fato de reservar esse momento, em meio à rotina atribulada, para falar da relação, já melhora as coisas. A mediação de uma pessoa experiente, que não fará julgamentos sobre as atitudes do casal, faz toda a diferença.

6. Conflito é sinal de que você está numa relação ruim
É impossível fugir de percalços na vida a dois. Afinal, unem-se sob o mesmo teto duas pessoas com educação, valores, personalidades e ideias diferentes. Sendo assim, os desentendimentos são normais e não devem ser encarados como um mal insolúvel. “O conflito pode ser a oportunidade para realinhar os propósitos da relação”, acredita Tatiana. O problema é que muitos casais evitam ter uma conversa mais séria e fingem ignorar as divergências. Resultado: acabam se distanciando ou potencializando questões que poderiam ser facilmente resolvidas. “Sempre desconfio daqueles casais que dizem que nunca brigam. No geral, eles vão guardando insatisfações e, com o passar do tempo, elas viram mágoas”, pontua Rosely. O diálogo é o melhor caminho. “Cada conflito resolvido confere mais intimidade ao casal, que reúne recursos para superar os momentos difíceis”, acrescenta Tatiana. Busque o meio-termo, ou seja, ceda em alguns pontos.

7. É a compatibilidade que faz a união funcionar
Não necessariamente. “É verdade que gostos em comum e outras afinidades são reconfortantes e ajudam o casal. Porém, o que torna a união atraente, de verdade, são as divergências que encontramos no parceiro, aquilo que nos desperta curiosidade, mistério...”, garante Letícia. Uma relação com compatibilidade absoluta tende a ficar monótona. A desigualdade é um tempero bem-vindo, que amplia a nossa visão de mundo. Para confirmar isso, um estudo descobriu que os feromônios (hormônios sexuais) que nos atraem mais são os de pessoas geneticamente diferentes de nós.
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