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Dia da Consciência Negra: Empresária e influenciadora negra Priscila Santos fala sobre carreira e relembra momentos difíceis

Além de comandar uma maiores empresas de reboque da cidade do Rio, ela também faz sucesso com seus vídeos no Instagram

Máxima Digital Publicado em 20/11/2020, às 13h38

Conheça a história da influenciadora digital Priscila Santos
Conheça a história da influenciadora digital Priscila Santos - Instagram/ @priscilasantosk

Priscila Santos já passou por muitos momentos desafiadores em sua trajetória. Com uma história repleta de reviravoltas, a empresária resolveu criar um perfil no Instagram para compartilhar alguns momentos interessantes de sua vida e dar dicas sobre autoestima para os seguidores. A "brincadeira" deu certo e, atualmente, ela conta com 90 mil pessoas acompanhando seu conteúdo diariamente.

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Com uma forte veia empreendedora, Priscila, além de influenciar digitalmente, comanda a Rebocar, uma mais maiores empresas de reboque e leilão de carros da cidade do Rio.

Nascida e criada no Espírito Santo, a beldade transformou sua história profissional quando foi morar no Rio de Janeiro. Uma boa dose de coragem e dedicação fez com que sua companhia crescesse, contasse atualmente com mais de 120 funcionários e se tornasse referência na área de administração de veículos apreendidos.

Fica uma pergunta no ar: se já é uma empresária muito bem sucedida, por qual motivo ela resolveu se dedicar também aos conteúdos do Instagram? Ela mesmo responde: “ajudar as pessoas”.

Após pouco mais de um ano utilizando a plataforma, ela afirma gostar da experiência e já ter recebido muitos retornos positivos. “A ideia surgiu a partir do interesse das pessoas pela minha história e pelas situações que já vivi”, ela comenta. “Minha intenção foi fazer com que quem me seguisse, conseguisse se enxergar nas minhas vivências e dificuldades e acreditasse em si mesmo”.

Olhando para o passado, hoje ela percebe que essa necessidade de ajudar o próximo refletia alguns dilemas pessoais. “Eu não acreditava em mim mesma, dava muita importância para a opinião dos outros e vejo que perdi muito tempo da minha vida”, lamenta. “Mas hoje superei essa fase e acho que isso foi primordial para alavancar tanto o meu lado pessoal quanto o meu lado profissional”.

Desafios em ser a empresária mulher em um meio masculino

Na sua carreira de empresária, ela conta que sofreu muita discriminação por ser mulher. Também é de se imaginar: o seu ramo de atuação não é lá muito amigável e receptivo para com o público feminino e é carregado de preceitos machistas ligados ao setor automobilístico. “O meio no qual eu estou inserido é totalmente masculino. As pessoas não acreditam até hoje que, por trás da Rebocar, exista uma mulher”, revela.

"Tenho orgulho da minha cor"

Além de ser mulher, ela também é negra. E como tal, afirma que nunca deixou a cor da sua pele interferir em como as pessoas a tratavam. “Não dou nem oportunidade de me olharem de maneira diferente, como se eu não merecesse o espaço que ocupo, por eu ser negra. Então, onde quer que eu vá, tenho orgulho da minha cor”, conta.

Ao analisar o racismo presente na sociedade, ela encara o problema como uma via de mão dupla. Enquanto a sociedade necessita rever os seus conceitos e evoluir no combate ao preconceito, Priscila defende que a pessoa negra também deve abrir sua mente e se valorizar mais.

“Antes dessa evolução da sociedade, acho que cada negro tem que evoluir dentro de si mesmo. Todos somos iguais perante a lei e perante Deus. Muitos ainda precisam se aceitar como negros e se impor para cobrarem uma mudança de modo mais assertivo”, diz.

Sua vida anda bastante agitada com tantos projetos, mas ela ainda quer mais. Em seu trabalho, os planos futuros incluem levar a empresa para vários municípios do Rio e chegar a mais regiões do país. A vida pessoal também requer espaço para mudanças. Mãe de Brenda e Bernardo, deseja se casar, ter outros filhos, adotar uma criança e oferecer ainda mais estabilidade para sua família.

A longo prazo, Priscila destaca um plano super especial: a criação de uma ONG voltada para a fase da infância. “É o meu projeto de vida[...]Sendo negra, filha adotiva, vinda do interior do estado, de uma família sem boas condições financeiras, eu consegui. Quero mostrar às crianças que, se eu consegui, elas também conseguem alcançar seus sonhos”.

Ela revela que arranjar essa força de dentro não é fácil e que já enfrentou muitos momentos conturbados, mas que, com muita luta, conseguiu deixá-los para trás, vivendo um dia após o outro. “Sei o quanto isso é difícil: os quadros de depressão aumentaram na nossa geração, assim como as questões de sentimento de inferioridade, de falta de amor próprio… mas não dá para deixar isso te derrubar”, conclui.

 
 
 
 
 
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