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Comportamento » Viva o cinema nacional!

Dia do documentário brasileiro: 6 produções para se reconhecer na tela

Separamos 6 filmes nacionais para você conhecer e aprender mais sobre a nossa cultura

Ivana Guimarães Publicado em 07/08/2020, às 17h00

Documentários brasileiros imperdíveis
Documentários brasileiros imperdíveis - VITRINE FILMES/ Jefferson Sousa/ Espaço Filmes/ Mapa Filmes/ Cinco da Norte

Você sabia que nesta sexta, 7, é comemorado o Dia Nacional do Documentário Brasileiro?

A data foi definida pela Associação Brasileira de Documentaristas (ABD) e homenageia o aniversário do cineasta baiano Olney São Paulo, preso e torturado no período da ditadura militar devido ao seu filme Manhã Cinzenta (1969).

E para falar sobre a importância do cinema nacional, conversamos com a produtora audiovisual Rachel Daniel, diretora do documentário de curta-metragem Quase me fizeram acreditar que eu não existia, produzido este ano, durante a quarentena.

Para Rachel, a valorização do cinema brasileiro é um tema urgente: "É o que produzimos aqui, o que conta nossa história, o que produz memória e disputa o imaginário do nosso povo. Sempre houve a necessidade de reforçar a importância do filme nacional, mas no momento que temos vivido especificamente, mais do que nunca. Hoje vemos o órgão máximo que regulamenta a produção cinematográfica brasileira, a Agência Nacional do Cinema (ANCINE), sofrendo censura, cortes e boicotes. Cada vez mais a conjuntura pede atenção à produção independente principalmente, porque se as coisas continuarem desta forma, ela pode morrer."

Sobre seu filme mais recente, a produtora contou: "Ele é meu segundo curta-metragem. Um amigo meu, Arthur Alfaia, me mandou um áudio porque estava em uma crise de ansiedade e, por mais que fosse um áudio muito doloroso, também era muito bonito. Quando eu escutei pela segunda vez, pensei que ele poderia ser um filme. Liguei para ele no outro dia, disse que havia um edital aberto e tínhamos que nos inscrever."

Em tempos de pandemia, a produção do material não foi fácil. "Produzir um filme no auge de uma pandemia foi um desafio. Eu e o Arthur já estávamos passando juntos a quarentena e todo o processo criativo foi feito através de vídeo-chamadas com nossos amigos. Nós seguimos todos os protocolos de segurança. Foi muito louco pensar que independentemente das circunstâncias, o cinema vai se renovando, resistindo e se adaptando. Estamos sempre contando a história de um tempo", refletiu. 

A seguir, listamos as indicações de Rachel de documentários brasileiros:

Branco Sai, Preto Fica (2015): “O documentário de Adirley Queirós conta a história de um baile black na Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, que um dia foi invadido pela polícia, que pediu para que todas as pessoas brancas saíssem e maltratou pessoas negras, deixando sequelas muito grandes na vida delas. Ele pode ser encontrado na Netflix."

Cabra Marcado para Morrer (1984): "A obra de Eduardo Coutinho é essencial para entender as produções de documentário brasileiro. É um filme que fala muito sobre a construção do nosso país e as lógicas rurais de exploração. Uma curiosidade é que ele teve as filmagens interrompidas por um golpe militar, que só foram retomadas 17 anos depois.”

Helena (2012): "Esse documentário da Petra Costa é uma produção bem pessoal sobre a irmã dela, mas também muito potente. Dá para encontrar na Netflix também.”

E nós, da Máxima Digital, também separamos 3 indicações de documentários para você. Confira:

Eu Vou Rifar Meu Coração (2011)

Esse filme é para você que quando sofre por amor, gosta de escutar músicas profundas e bem bregas mesmo. Dirigido por Ana Rieper, a produção faz uma viagem pelo imaginário romântico, erótico e afetivo brasileiro a partir da música popular. A produção possui entrevistas e músicas de artistas como Agnaldo Timóteo, Waldik Soriano, Reginaldo Rossi, e Wando

Eu Vou Rifar Meu Coração vai te emocionar através de histórias de amor e desilusão de pessoas comuns que até parecem vizinhos seus. 

 

Leonardo Bastião, o Poeta Analfabeto (2019)

Com pouco mais de 20 minutos, o filme do jornalista Jefferson Sousa fala sobre o poeta pernambucano Leonardo Bastião, um homem simples, que não sabe ler nem escrever, mas que não precisa de muito para criar obras brilhantes. 

Leonardo nem sequer se considera um poeta, mas descoberto por amigos, ganhou reconhecimento nacional e internacional com seus versos. A produção já foi exibida em festivais de países como Rússia, França, Índia e Bósnia.

 

Estou me guardando para quando o carnaval chegar (2019)

Disponível na Netflix, o filme de Marcelo Gomes mostra a cidade de Toritama, localizada no Agreste pernambucano, na qual mais de 20 milhões de jeans são produzidos anualmente em fábricas caseiras.

Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval, quando eles vendem os pertences que acumularam para descansar em praias paradisíacas.

 

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