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Dia do Nordestino: Conheça 8 mulheres nordestinas que marcaram a história

8 de outubro é comemorado o Dia do Nordestino e selecionamos 8 mulheres incríveis para celebrar a data

Máxima Digital Publicado em 08/10/2020, às 16h15

Marta é uma das mulheres nordestinas que marcaram a história do Brasil e do Mundo
Marta é uma das mulheres nordestinas que marcaram a história do Brasil e do Mundo - Reprodução/ Instagram

Neste dia 8 de outubro é comemorado o Dia do Nordestino. Claro que não poderíamos deixar o dia passar sem celebrar as mulheres nordestinas que fizeram história no Brasil e no Mundo.

Separamos mulheres pioneiras em suas profissões, que lutaram pelo direito de outras e que tiveram a coragem de estar em atividades até então restritas aos homens. Nossa homenagem é só um pouquinho de várias outras mulheres. 

Madalena Caramuru

A primeira mulher alfabetizada foi Madalena em pleno Brasil Colônia, no século XVI. A jovem era filha do português Diogo Álvares Correia, o Caramuru, e da tupinambá Paraguaçu. Nasceu na Bahia, em data não registrada pela História oficial. Só sabemos que ela se casou, em 1534, com o português Afonso Rodrigues, que a alfabetizou. Quando ela viu o poder da escrita, escreveu ao jesuíta Manuel da Nóbrega, pedindo que as mulheres tivessem direito à educação. Madalena também pediu que terminassem os maus-tratos à crianças indígenas e ofereceu ajuda financeira para que os padres levassem suas ideias adiante. Mas, os planos de Madalena não foram colocados em prática pelos colonizadores portugueses. 

Maria Bonita 

Maria Bonita foi a primeira mulher a participar de um bando (grupo de cangaceiros), o que abriu precedente para várias outras. É conhecida por Rainha do Cangaço, Maria de Dona Déa, Maria de Déa de Zé Felipe ou Maria do Capitão. Nos três primeiros anos, de 1929 a 1932, as mulheres do cangaço ficavam reclusas no Raso da Catarina, refúgio no nordeste da Bahia. Quando foram autorizadas a acompanhar os bandos de cangaceiros, passaram a conviver com a elite sertaneja, esposas e filhas de coronéis poderosos. A mulher vivia carregada de joias e, às vezes, era tão cruel quanto seu marido, o Lampião.

Maria da Penha

Maria da Penha Maia Fernandes nasceu em Fortaleza, no Ceará. Ela é uma farmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Maria da Penha tem três filhas e hoje é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres. A lei que protege mulheres vítimas da violência doméstica leva o seu nome depois de lutar por justiça por 19 anos e 6 meses.

Nise da Silveira

Nise da Silveira foi uma psiquiatra alagoana (1905-1999) que viu com outros olhos os seres humanos. Ela buscava dignidade e respeito no tratamento de no Brasil. A médica se rebelou contra a psiquiatria que aplicava violentos choques para “ajustar” pessoas e propôs um tratamento humanizado, que usava a arte para reabilitar os pacientes.

Irmã Dulce

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador, Bahia, no dia 26 de maio de 1914. Ficou conhecida como Irmã Dulce. Ela foi uma religiosa católica brasileira que dedicou a sua vida a ajudar os doentes, os mais pobres e necessitados.

Foi beatificada pelo Papa Bento XVI, em 10 de dezembro de 2010, com o título de Santa Dulce dos Pobres. O Vaticano reconheceu os seus milagres. A religiosa baiana foi responsabilizada por curar uma mulher considerada morta após o parto. Outro milagre envolvia a cura da visão de um música que ficou cego por 14 anos.

Marta 

Brasil é o país do futebol e isso todo mundo. Pelé pode ser o maior jogador de futebol de todos os tempos, mas o maior futebolista em prêmios, ou melhor, maior futebolista é uma alagoana. Marta é considerada a melhor jogadora do futebol feminino e já ganhou o prêmio de Melhor do Mundo da Fifa seis vezes, de 2006 a 2011. Foi indicada 12 vezes em 13 anos. É também a maior artilheira da Seleção brasileira tem mais gols com a camisa 10 do que Pelé. Ela também foi nomeada como embaixadora da ONU.

Em meio ao conservadorismo do Sertão, era chamada de "mulher-macho" pelas ruas de sua cidade por conta do amor pelo futebol, mas isso não a abalou.

Rachel de Queiroz

A primeira mulher a possuir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras foi Rachel de Queiroz, em 1977. Escritora, jornalista, tradutora e dramaturga, foi pioneira na literatura brasileira. Ela nasceu em Fortaleza, no Cearé, e ainda muito jovem, com apenas vinte anos, destaca-se através da publicação do romance “O Quinze”. Também a primeira a receber o prêmio Camões, o mais importante da Língua Portuguesa, em 1993.

Jaqueline Goes de Jesus

2020 e já tem mulher na história? Jaqueline Goes de Jesus é uma biomédica e pesquisadora brasileira negra. Ela é um exemplo de mulher na ciência. Foi uma das coordenadoras da equipe responsável pela sequenciação genético do vírus SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 no Brasil. Além disso, também está ligada à sequenciação do vírus Zika.  Possui mais de 22 artigos publicados em renomadas revistas científicas internacionais e acumula premiações por suas pesquisas em biomedicina.

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