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Comportamento / Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher: Série traz perguntas 'ignorantes' – e reais – sobre a mulher contemporânea

Tati Bernardi e Isabel De Luca falaram, com exclusividade à Máxima Digital, sobre o projeto

Máxima Digital Publicado em 08/03/2022, às 12h20

Dia Internacional da Mulher: Série traz perguntas 'ignorantes' – e reais – sobre a mulher contemporânea - Divulgação
Dia Internacional da Mulher: Série traz perguntas 'ignorantes' – e reais – sobre a mulher contemporânea - Divulgação

A escritora e roteirista Tati Bernardi descobriu uma pessoa ignorante — uma conclusão tardia após uma auto-análise aos 41 anos, que segundo a escritora foi necessária. Essa percepção se tornou tema central da série Tapa na Cara, desenvolvida por ela em parceria com a Hysteria, produtora criada dentro da Conspiração para trazer as mulheres para o centro das suas histórias.

O projeto dirigido por Jessica Queiroz integra uma série de novas obras originais em desenvolvimento dentro da plataforma.

No programa, a apresentadora dá sua cara a tapa para que outras mulheres — todas importantes ativistas do Brasil contemporâneo — tirem suas dúvidas sobre diferentes temas e se aproximem de discussões pertinentes para a sociedade. Entre os assuntos abordados estão branquitude, privilégio, assédio, machismo estrutural, gordofobia e a cultura do cancelamento.

O tempo todo, Tati brinca com um possível cancelamento dela própria, ao passo que se livra dele com humor, coragem, inteligência e, claro, boas doses de franqueza.

"Eu passei boa parte da minha vida de cronista tirando sarro do que eu chamava de ‘os exageros de uma militância sem humor’, até que eu comecei a ler e a ouvir mulheres muito sabidas e a apanhar deliciosamente das palavras delas. Eu estou aqui para aprender, mesmo que com dúvidas não tão convencionais assim", disse ela.

Com exclusividade à Máxima Digital, Tati falou sobre o projeto: "Tenho que estar semanalmente por dentro do que posso e o que eu não posso falar por conta dos meus ideais. E mesmo assim me pego, sempre, falando e pensando algum absurdo. E aprendendo com pessoas mais estudadas, mais jovens, com feministas, com pretas, com pessoas não binárias, com pessoas trans, com pessoas gordas. É infinito o quanto somos ignorantes e cometemos erros. Eu quero sacanear o meu lugar de branca da zona oeste que acha que é progressista só porque leu alguns livros e segue pessoas progressistas no instagram. Minha bolha é burra e eu queria rir de mim."

Isabel De Luca, diretora e uma das co-criadoras da plataforma comentou sobre ela. Isabel pauta seu trabalho no cinema no foco em narrativas femininas de forma a revelar personagens, potencializar vozes e mostrar múltiplos olhares sobre a condição da mulher. 

"A Hysteria é uma produtora de conteúdo e entretenimento que nasceu digital, dentro da Conspiração. Ao lançar essa série original diretamente nas redes sociais, esperamos levar um conteúdo de qualidade para a rede e ampliar o diálogo com a nossa audiência, que está lá ativamente e busca boa parte das pautas que a série trata nesse universo. Bolamos uma estratégia de lançamento toda pensada no Instagram, com os episódios semanais lançados nas contas da Hysteria e da Tati Bernardi ao mesmo tempo, com o recurso de postagem colaborativa da plataforma, e a participação ativa das entrevistadas, que vão atuar como editoras convidadas da Hysteria na semana dos seus episódios, ampliando o olhar sobre os temas abordados.", disse. 

Entre as convidadas da primeira temporada estão Renata Corrêa (feminismo), Maqui Nóbrega (gordofobia), Dandara Pagu (racismo), Giovanna Heliodoro, a Transpreta (transfobia), Giovanna Nader (sustentabilidade) e Vera Iaconelli (cancelamento), em seis episódios de cerca de dez minutos.

"Tapa na Cara" estreia no Dia Internacional da Mulher, e a partir do 8 de março terá episódios semanais, sempre às terças-feiras, às 21h, no Instagram da Hysteria (@hysteriaetc).


Sobre a Hysteria:

Hysteria é um espaço de criação, produção e distribuição de conteúdo comandado por mulheres dentro da Conspiração. A iniciativa tem o objetivo de ampliar a inserção de mulheres no mercado audiovisual e além, ao fortalecer sua atuação e abrir um espaço exclusivo para narrativas contemporâneas tendo o olhar feminino na concepção e na realização dos projetos. O braço de branded content tem como clientes dezenas de marcas, como Google, Facebook e Natura. No entretenimento, depois das séries “Desnude”, exibida no GNT, e "Abre Alas", criada para o Youtube Originals, estão em finalização os longas documentais “Mulheres Radicais”, sobre artistas latino-americanas que produziram entre as décadas de 60 e 80, e “Viúvas do Samba” que joga luz sobre o papel das esposas de baluartes do samba carioca.

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