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Comportamento » Feminicídio e violência contra a mulher

Em 2020, cinco casos de feminicídio e violência contra mulher foram registrados por dia, segundo ONG

Rede de Observatórios da Segurança analisou dados de 5 estados e observou aumento nos casos

Máxima Digital Publicado em 09/03/2021, às 16h02

Em 2020, cinco casos de feminicídio e violência contra mulher foram registrados por dia, segundo ONG
Em 2020, cinco casos de feminicídio e violência contra mulher foram registrados por dia, segundo ONG - Freepik

O novo relatório da Rede de Observatórios da Segurança revelou os números contra a violência contra as mulheres nos cinco estados da Rede - Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.  O resultado do boletim de monitoramento dos números de feminicídios em 2020,  foi divulgado na última quinta-feira, 04 de março.

Mesmo com o alto índice de feminicídio, o “A dor e a luta: números do feminicídio” mostrou que eles podem ser ainda piores. De acordo com o levantamento, 1823 casos monitorados – entre eles, 449 são feminicídios - foram registrados nos estados analisados.

rede

 

Isso equivale a cinco registros de crimes contra mulheres por dia. Feminicídios e violência contra mulher ocupam o terceiro lugar entre os registros da Rede em 2020. Estão atrás apenas de eventos com armas de fogo e ações policiais – que tradicionalmente ocupam o noticiário policial.

Muitos desses crimes foram cometidos em casa. Em 58% dos casos de feminicídios e 66% dos casos de agressão, os criminosos eram companheiros da vítima. O relatório destacou que a classificação de feminicídio depende de uma interpretação e, por isso, a subnotificação pode encobrir como de fato é e que aumentaram após o início do isolamento social de 2020.

Rede

 

São Paulo é o estado com os piores índices entre os cinco com 200 casos de feminicídio, 384 de tentativa e 118 de estupro – com isso, 40% dos crimes contra mulheres monitorados pela Rede aconteceram em São Paulo em 2020. O mesmo aconteceu em Pernambuco e no Ceará que mostraram mais de 74% mais feminicídios que o governo. 

Para obter o levantamentos, os dados são produzidos a partir de um monitoramento do que circula nos meios de comunicação e nas redes sociais sobre violência e segurança. Diariamente, as pesquisadoras conferem dezenas de veículos de imprensa, coletam informações e alimentam um banco de dados que posteriormente é revisado e consolidado.São oito categorias de crimes contra mulheres: tentativa de feminicídio e feminicídio são os maiores registros.

Rede

 

A Rede também monitorou 21 casos de mortes de pessoas trans em 2020.  Foram 13 no estado do Ceará, sete registros em São Paulo e um em Pernambuco. Os números estão presentes nos casos de violência LGBTQI+. O Rio de Janeiro e a Bahia não tiveram registros na mídia.

No Ceará, estado que mais matou transexuais, quatro casos chegaram a acontecer no período de um mês. Em 2017, a trans Dandara dos Santos foi torturada e executada a tiros no mesmo estado.

O feminicídio foi tipificado como crime por meio da Lei nº 13.104 de 2015. É enquadrado como feminicídio o assassinato de uma mulher pelo simples fato de ser mulher.

Para denunciar, ligue 180. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. São atendidas todas as pessoas que ligam relatando eventos de violência contra a mulher - não precisa ser a vítima.

ACESSE O RELATÓRIO COMPLETO

 

 

 

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