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Comportamento / Exposição

Feminino Plural: Exposição na Paulista traz discussão importante e urgente às mulheres e à população preta e parda do Brasil

O evento traz duas vozes vindas de universos tão distintos, Criola e Claudia Liz, sob a curadoria de Lilian Pacce

Máxima Digital Publicado em 24/05/2021, às 15h17

Feminino Plural: Exposição na Paulista traz importante e urgente às mulheres e à população preta/parda do Brasil - Divulgação
Feminino Plural: Exposição na Paulista traz importante e urgente às mulheres e à população preta/parda do Brasil - Divulgação

Igualdade real de direitos, representatividade, liberdade, feminicídio e tantos temas absolutamente urgentes quando se fala das mulheres, independente da sua embalagem. Esses são alguns temas trazidos pela exposição Feminino Plural, a 7ª Exposição na Paulista, que trará obras de Criola e Claudia Liz, sob a curadoria de Lilian Pacce

As artes já têm data marcada para estarem aos olhos do público. A abertura da exposição será no dia 3 de junho, quinta-feira, às 11h, com início na frente do Conjunto Nacional. 

Durante o evento de abertura, presenças das das artistas e da curadora, de Ricardo Patah, presidente da UGT e atual presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, e Chiquinho Pereira, Secretário Nacional de Organização e Formação Político-sindical da UGT, além de sindicalistas filiados à UGT, os produtores e coordenadores artísticos da exposição estão confirmadas, seguindo todos os protocolos do Governo de Estado e da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Feminino Plural trará um tema importante e urgente às mulheres e à população preta/parda do Brasil. 

Lillian, jornalista, escritora, curadora e consultora de moda, foi convidada para a curadoria da exposição. Sustentando a necessidade de políticas públicas, o cumprimento dos instrumentos nacionais e internacionais de direitos humanos e o fim de todas as formas de violências e discriminações sobre mulheres e a população preta/parda, questões abordadas pela central sindical em sua atuação juntos aos trabalhadores, ela selecionou duas artistas mulheres com para traduzirem o tema.

Criola, mulher preta, grafiteira, que faz da arte urbana a sua luta política para fortalecer as mulheres negras, explorando cores e elementos bem brasileiros, e Claudia Liz, artista multimídia, ícone da moda capaz de colocar sua arte em contextos tão diversos como ilustrar a coluna de política de um jornal de grande circulação e atuar num ensaio fotográfico pleno de atitude e questionamentos.

“Tudo é muito forte! As obras produzidas exclusivamente para ‘Feminino Plural’ são ao mesmo tempo um alento e um alerta para este momento sombrio. A força das mensagens, das cores e da produção destas duas artistas, vindas de universos tão distintos, costuram vários temas absolutamente relevantes para toda a coletividade como diversidade, liberdade, sororidade, igualdade de direitos e resistência das mulheres, brancas ou pretas.”, declarou a curadora. 

Claudia comentou sobre a exposição e suas homenagens: “Homenageio aqui mulheres que tem muito a nos ensinar e convido vocês a ouvirem suas vozes, convido vocês também a refletirem sobre padrões de beleza que encarceram o feminino e sobre o desejo de liberdade e de segurança para simplesmente ser mulher e exercer uma cidadania plena e equitativa. Não ha espaço na Paulista para todas nos entrarmos, então selecionei algumas mulheres que foram importantes nessa reflexão: Djamila Ribeiro, Tomie Ohtake, Sonia Guajajara, Marielle Franco, entre outras.".

E Criola emendou: “Fico muito feliz e honrada com o convite para participar desse projeto, principalmente pela importância em abordar temas urgentes e necessários exatamente nesse momento histórico que estamos atravessando.”. 

A Exposição na Paulista, uma das maiores exposições ao ar livre do mundo ocupará, de 3 a 30 de junho, um quilômetro da ciclovia da principal artéria da cidade, a Avenida Paulista, entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas.

“Feminino plural, esse tema sempre foi muito caro à UGT. Essas bandeiras nos acompanham desde a nossa fundação, em 2007. Agora, estamos fazendo essa exposição, homenageando as mulheres. Todas elas, brancas ou pretas, são muito importantes nessa luta pela igualdade de direitos”, afirma Ricardo, presidente da UGT e atual presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

Em sua sétima edição, a Exposição na Paulista trará 30 obras inéditas criadas especialmente sobre o tema, 15 de cada artista, amplia seu alcance, através de uma visita virtual, que será lançada logo após a abertura – que tradicionalmente acontecia em maio em celebração ao Dia do Trabalho, em 2020 e, agora, em 2021, foi transferida por imposição da pandemia da Covid-19, seguindo os protocolos assumidos pelo Governo Estadual e pela Prefeitura de São Paulo.

“A Exposição em formato virtual amplia para todo o Brasil e para fora também o alcance da Exposição para além dos 5 milhões de pessoas diferentes que passam em um mês pela Paulista. As ações digitais de lançamento, como podcasts e lives com curadoria e artistas, aumentam a eficiência das contrapartidas aos patrocinadores e massifica ainda mais a discussão de temas tão fundamentais como raça e gênero”, declara André Guimarães.

Feminino Plural busca combater discriminações raciais, étnicas, religiosas e de gênero, que é missão da UGT e vem trabalhando pelo desenvolvimento e execução de políticas públicas específicas para estes grupos historicamente vulneráveis.

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, entidade filiada à UGT e à Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, atuou na efetivação do Programa São Paulo Contra o Racismo, mediante a realização de cursos de sensibilização acerca das questões étnico raciais para os comerciários, sendo a UGT a responsável pela celebração do primeiro contrato de cotas em uma empresa, em 2003, além de, em 2013, mover-se pela aprovação da resolução que destina 10% das vagas dos contratos com terceirizados da Justiça do Trabalho para afrodescendentes.

Apesar de serem a maioria da população brasileira (51,8%, segundo o IBGE), as mulheres ainda enfrentam cenários desiguais, seja na divisão das tarefas domésticas ou nos ganhos no mercado de trabalho. As mulheres, em especial as mulheres negras, são as que mais sofrem com a pobreza extrema, com o analfabetismo, com as falhas do sistema de saúde e com a violência doméstica. A UGT mantém sua luta pelos direitos dos trabalhadores e, em especial, pelas mulheres, neste momento em que a pandemia escancara as diferenças e as dificuldades existentes em nosso país e a perda de direitos dos trabalhadores se aprofundam. A mesma pesquisa mostra que mais da metade das mulheres que tem crianças de até 3 anos estão fora do mercado (54,6%). Isso sem falar no aumento da violência doméstica e dos casos de feminicídio durante a pandemia.

“Lute você também contra o feminicídio, o racismo, os preconceitos, os assédios, o machismo, o patriarcalismo, a misoginia, as desigualdade de gênero e as injustiças socias, econômicas e raciais”, declara Chiquinho, Secretário Nacional de Organização e Formação Político-sindical da UGT, que completa: “As mulheres e meninas merecem respeito, empoderamento, apoio e participação efetiva de toda a sociedade brasileira nos debates e ações por seus direitos humanos e pelo fim de todas as formas de violência, opressão e discriminação.”. 

INFORMAÇÕES SOBRE A EXPOSIÇÃO

Exposição na Paulista – Feminino Plural

De 3 a 30 de junho de 2021

Ciclovia da Av. Paulista, da Rua Augusta à Al. Campinas

FICHA TÉCNICA

Realização: UGT – União Geral dos Trabalhadores

Coordenação Geral: André Guimarães - Maná Produções

Coordenação Artística: Mônica Maia e Fernando Costa Netto 

Coordenação de Produção: Tiago Sena

Curadoria: Lillian Pacce

Artistas: Criola e Claudia Liz

Exposição virtual: Daniel Kfouri

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