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Comportamento / Carnaval

Fim do Carnaval: Confira dicas para se livrar da ressaca

Médica clínica e nutróloga, Gisele Figueiredo Ramos explica causas para os sintomas e como se cuidar após a bebedeira

Máxima Digital Publicado em 01/03/2022, às 17h00

Fim do Carnaval: Confira dicas para se livrar da ressaca - Freepik
Fim do Carnaval: Confira dicas para se livrar da ressaca - Freepik

O Carnaval chegou ao fim e, com isso, é normal que a ressaca venha com tudo.

O abuso na hora de ingerir bebidas alcoólicas é bem comum na época mais festiva do ano e, depois dela, o incômodo vem com tudo. 

Seja para comemorar uma data importante ou até afogar as mágoas, o uso de bebida alcoólica, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é o maior entre as drogas, chegando a dois bilhões de pessoas.

E beber sem moderação traz, além de consequências a médio e longo prazos, um incômodo já no dia seguinte: a ressaca, conjunto de sintomas ocasionados pelo excesso de álcool no sangue que resulta em desidratação, aumento da atividade do fígado e hipoglicemia, que prejudica o metabolismo da glicose.

Médica clínica e nutróloga do Vera Cruz Hospital, Gisele Figueiredo Ramos, explicou que grande parte do mal-estar acontece pelo fato de o álcool ser tóxico e causar uma inflamação generalizada no corpo.

"O álcool inibe o hormônio que auxilia na hidratação e na diurese, o que leva à desidratação. Quando ingerimos a bebida em jejum, ela passa mais rapidamente pelo intestino e chega antes à corrente sanguínea, antecipando seus efeitos. Por isso, é importante comer antes de beber, para que a absorção seja mais lenta e os efeitos, menores", explicou.

A "condição" pode trazer diversos sintomas, tais como: náuseas e vômitos; dores de cabeça, no corpo, nos olhos e de estômago; boca seca; além de amnésia parcial.

"A ressaca acontece quando os níveis do álcool atingem zero no organismo e também causa alterações na parte cognitiva, pois os neurônios ficam intoxicados. E isso prejudica a coordenação, sono, entre outras coisas", pontuou Dra. Gisele.

Segundo o relatório da “Health at a Glance”, realizado em 2019 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os brasileiros com mais de 15 anos bebem, em média, 6,3 litros de álcool puro por ano, o que equivale a 71 garrafas de vinho ou 222 litros de cerveja. Para a médica, isso é preocupante, uma vez que, quanto mais se ingere, mais tempo a absorção demora no organismo.

"O fígado consegue metabolizar cerca de 10 gramas de álcool por hora, o que é menor do que uma taça de vinho, ou 300 ml de cerveja. O organismo de uma pessoa que ingere seis taças de vinho leva cerca de sete horas para eliminar a toxina e, durante esse tempo, fica sob efeito do álcool", disse ela.

Para aqueles que seguem consumindo a bebida mesmo sabendo dos riscos, a nutróloga deu algumas dicas que podem ajudar na melhor absorção pelo organismo.

"Tomar muita água é importante. A dica é tomar um copo de água a cada copo de álcool ingerido, e também, toda vez que for ao banheiro. Lembrando sempre de evitar bebida alcoólica em jejum", orientou a especialista. 

Exagerou e a ressaca veio? Além do repouso, para que o organismo se recupere da inflamação e da irritação, uma alimentação leve é fundamental.

"Como o fígado está sobrecarregado, evite alimentos gordurosos. O café da manhã pode ter torrada ou pão integral com mel, por exemplo. Para as refeições, prefira arroz integral, salada e peito de frango grelhado. Nos intervalos, a dica é dar preferência a frutas com mais água, como, por exemplo, melancia e melão, além de sucos. Para os amantes de café, a bebida pode, sim, ser consumida, pois melhora na energia. Porém, no máximo uma xícara pequena, pois, se passar disso, tem efeito diurético e pode piorar a desidratação", orientou a médica.

Uso de medicamentos para a ressaca

Na visão de Gisele, os medicamentos de fácil acesso que prometem prevenir e remediar a ressaca têm efeito limitado.

"Quando o efeito acaba, os sintomas aparecem. Esses remédios podem amenizar vômitos, náuseas e dor, mas como têm duração diminuta, os sintomas aparecem depois. Se a pessoa tomar várias taças de vinho, uma hora ou outra a ressaca vem. Os remédios não dão conta", disse.

Gisele ainda fez um alerta para o uso indiscriminado de medicamentos para inibir sintomas do excesso do álcool e para burlar o bafômetro.

"Recentemente, foi lançado no Brasil um medicamento, sob prescrição médica, com efeitos colaterais, que as pessoas estão tomando após a balada para tentar driblar o bafômetro. Isso não é real, não funciona e causa danos à saúde. Os medicamentos até podem aliviar os sintomas, mas o tratamento da ressaca é composto por alimentação, hidratação e repouso", concluiu.


Sobre o Vera Cruz Hospital
Em 78 anos de existência, o Hospital Vera Cruz é reconhecido pela qualidade de seus serviços, capacidade tecnológica, equipe de médicos renomados e por oferecer um atendimento humano que valoriza a vida em primeiro lugar. O Vera Cruz dispõe de 167 leitos distribuídos em diferentes unidades de internação, em acomodação individual (apartamento) ou coletiva (dois leitos), UTIs e maternidade. A Instituição conta também com setores de Quimioterapia, Hemodinâmica, Câmara Hiperbárica Monoplace, Radiologia (incluindo tomografia, ressonância magnética, densitometria óssea, ultrassonografia e raio x), e laboratório com o selo de qualidade Fleury Medicina e Saúde. Em outubro de 2017, a Hospital Care tornou-se parceira do Vera Cruz. Em quatro anos, a aliança registra importantes avanços na prestação de serviços gerados por investimentos em inovação e tecnologia. Em médio prazo, o grupo prevê expansão no atendimento com a criação de dois novos prédios erguidos na frente e ao lado do hospital principal, totalizando 17 mil m² de áreas construídas a mais. Há 30 anos, o Vera Cruz inaugurou e mantém a Fundação Roberto Rocha Brito, referência em treinamentos e cursos de saúde na Região Metropolitana de Campinas, tanto para profissionais do setor quanto para leigos, e é uma unidade credenciada da American Heart Association.

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