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Comportamento » Igualdade

Igualdade de gêneros: Brasil pode demorar 30 anos para alcançar a paridade nos conselhos de administração

Pesquisa realizada pela Teva Índices aponta que apenas 214 mulheres ocupam os 1846 assentos disponíveis

Máxima Digital Publicado em 05/08/2020, às 13h55

Brasil pode demorar 30 anos para conquistar a igualdade nas empresas.
Brasil pode demorar 30 anos para conquistar a igualdade nas empresas. - Freepik - Criado por 'Freepik'

Um dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU é “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”. O feminismo, movimento que luta pela igualdade de condições entre homens e mulheres, pode ser um aliado para o crescimento da paridade. No Brasil há um aumento, mas ainda é baixo.

De acordo com o estudo Teva Indices ESG Mulheres no Conselho - primeiro índice a medir a diversidade nos conselhos brasileiros - o número de mulheres presentes nos conselhos administrativos das empresas listadas na bolsa brasileira cresceu 1,2% no último ano.

A pesquisa aponta que apenas 214 mulheres ocupam os 1846 assentos disponíveis nos conselhos de 275 empresas analisadas, o que representa 11,6% do total. Isso significa que as grandes e principais decisões das corporações ainda são tomadas, em sua maioria, por homens. 

Mesmo com o crescimento anual, houve uma desaceleração no último trimestre. Em 2020, entre os meses de abril a junho, houve um aumento de 0,7% na representatividade feminina, contra 1,1% no mesmo período do ano anterior. As empresas de capital aberto são obrigadas por lei a disponibilizar publicamente seu quadro de conselheiros, sendo que 48% delas têm seus grupos formados apenas por homens, e apenas 19,3% têm duas ou mais mulheres no conselho.

O crescimento da participação feminina representa uma pluralidade de formações e maior variedade geracional, além de ajudarem os negócios a determinarem novos rumos

O estudo também confirma que 35% das conselheiras estão em seu primeiro mandato e têm idade média de 53 anos. Os homens tendem a ser 4 anos mais velhos. A diferença se acentua entre os maiores de 60 anos, as mulheres são 23% e os homens, 40%. 

Quando analisados de acordo com as áreas de formação, como engenharia, administração, economia e direito, os números femininos também são inferiores. Entre os homens 77% deles vêm dessas áreas, já as mulheres com essa formação representam 63% do total.

E não para por aí! Os números diminuem conforme os cargos vão ficando mais altos. Somente 7% dos conselhos são presididos por mulheres. Do total de conselheiras, apenas 1% delas acumula o cargo de CEO, contra 6% dos homens na mesma condição.

Com base na evolução dos números medidos pela Teva Indices ESG Mulheres no Conselho no último ano, as empresas brasileiras levariam 30 anos para conquistar a igualdade na representação em seus conselhos e 70 para ter a mesma proporção na presidência dos conselhos.

O acompanhamento desses fatores - ESG, ou ESG Research -, já é uma prática adotada internacionalmente e pode ser usada como critério de investimento por gestores.

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