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MÊS DA MULHER: 11 filmes e séries importantes para discutir sobre saúde mental das mulheres

Separamos 11 produções incríveis mostrar a importância do debate sobre saúde mental feminina

Bruna Goularte com supervisão de Marina Pastorelli Publicado em 01/03/2021, às 15h45

MÊS DA MULHER: 11 filmes e séries importantes para discutir sobre saúde mental das mulheres
MÊS DA MULHER: 11 filmes e séries importantes para discutir sobre saúde mental das mulheres - Divulgação

Saúde mental virou um dos assuntos mais buscados nos sites de pesquisa. Dados inéditos fornecidos pelo Google ao Estadão apontam alta de 98% nas buscas sobre o tema em 2020, contra a média verificada nos dez anos anteriores. Ainda mais específico, "como lidar com a ansiedade", por exemplo, bateu recorde de interesse da última década. Em relação a 2019, o crescimento foi de 33%.

Se for questionar as três perguntas mais buscadas em 2020 com a expressão "como lidar", duas estão relacionadas a ansiedade e depressão.

Por isso, a discussão sobre saúde mental entre as mulheres é fundamental. Já passou da hora de popularizarmos o debate sobre  o assunto. Neste Mês da Mulher, selecionamos alguns filmes e séries incríveis que abordam essa temática sem estigmas para você adicionar a sua lista.

A Química que Há Entre Nós (2020)

O filme é baseado no livro Our Chemical Hearts (Bonnier Childrens, 2016), da escritora Krystal Sutherland, e dirigido por Richard Tanne. Acompanhamos a história de Henry Page (Austin Abrams) e Grace Town (Lili Reinhart). O garoto é tímido, com poucos amigos e um talentoso escritor. Ela é uma menina reservada, intimidadora e não é como as outras garotas, mas o seu passdo não é muito discutido no início. Os dois gradativamente se apaixonam e Henry tenta desvendar os mistérios e traumas que circundam Grace.

É uma trama que mostra adolescentes, mas os temas como depressão, suicídio e saúde mental aparecem constantemente e são discutidos.

I May Destroy You (2020)

A série da HBO foi esnobada no Globo de Ouro 2021, mas não tem como deixar de observar a saúde mental de mulheres após traumas.

Arabella (Michaela Coel) é uma independente londrina cheia de bons amigos e uma promissora carreira de escritora. No processo de criação do seu segundo livro, tudo muda quando colocam drogas em sua bebida e ela sofre abuso sexual. A partir desse momento, ela começa a questionar e reconstruir todos os elementos de sua vida.

A abordagem sobre abuso sexual é até uma narrativa pessoal para Michaela, já que a própria vivenciou esse tipo de violência - o que imprime na personagem um autorretrato, infelizmente. A série é super intensa e intimista. 

Além de mostrar como a saúde mental da vítima pode ser destruída - e como é o processo para se refazer -  a série também mostra o que as pessoas que convivem com quem sofreu um abuso pode fazer para tentarajudar na recuperação e também como fica o emocional dessas pessoas ao ver alguém que amam sofrer com essa violência ocorrida a ela.

Cisne Negro (2010)

O filme dirigido por Darren Aronofsky conta a história de Nina (Natalie Portman). Uma  bailarina que tem a chance de ganhar o papel principal em um balé muito importante: O Lago dos Cisnes. Ao longo da trama, acompanhamos a busca pela perfeição para ser a escolhida do diretor do balé.

No processo, Nina fica cada vez mais obcecada pela dança, que a leva a extremos mentais que, talvez, seja difícil de sair. O filme retrata como a sociedade e a busca pelo sucesso/ perfeição impõe uma produtividade é imensa. Cisne Negro é essencial para ser levantar o debate sobre até onde deve realmente ir em busca de sucesso e aprovação.

Divertidamente (2015)

Esqueça a ideia de que animações são filmes para criança e só. A produção da Pixar é uma ótima opção para entender como funcionam as emoções em nosso cérebro. A história é centrada na mente da jovem Riley, que é movimentada por cinco personagens – Alegria, Tristeza, Nojinho, Medo e Raiva.

Nem todos os dias são bons, assim como nem todos são ruins. O filme aborda como cada emoção tem um propósito e não deve ser evitada, pelo contrário, ela precisa ser compreendida em suas particularidades. A personagem ser uma adolescente e de animação não anula a discussão.

O Mínimo Para Viver (2017)

Distúrbios alimentares não devem ser minimizados e precisam ser discutidos. O filme O Mínimo Para Viver mostra toda a batalha de Ellen (Lily Collins) contra a anorexia.

A jovem se sente sem esperança e sem perspectiva de se livrar da doença e, para ela, ter uma vida saudável parece estar fora de alcance. Tudo começa a mudar quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) nada convencional. Ao longo da história, vemos como é importante a conscientização desses transtornos e a busca da tentativa de diminuir o estigma que impedem as pessoas de procurarem ajuda, ainda mais em uma sociedade que reforça a todo momento padrões estéricos para mulhres.

O Lado Bom da Vida (2012)

Não é por acaso que atriz Jennifer Lawrence venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel de Tiffany. O filme conta a história do amor entre ela, que sofre com depressão e ansiedade, e Pat (Bradley Cooper), diagnosticado com transtorno bipolar. O rapaz acabou de sair de uma clínica psiquiátrica após ter tido uma crise que resultou na morte de alguém, e ela tem dificuldade em superar a morte do marido. As questões de saúde mental são retratadas com certa pitada de humor.

Spin Out (2020)

A série da Netflix mostra a história de Kat Baker (Kaya Scodelario), uma patinadora do gelo em ascensão, que é retirada de competição depois de sofrer uma queda desastrosa. Para poder continuar na carreira, só que agora em dupla, ela se arrisca a expor um segredo que pode prejudicar toda a sua vida.

A produção mostra o estigma de ser um atleta profissional, que precisa lidar com muitos desafios, e como a vida dele precisa levar em conta cada perda ou sofrimento suportado. Para obter o sucesso, eles precisam ser perfeitos e, por isso, são desumanizados. Ainda mais a patinação artística, que é sobre beleza e perfeição em cada movimento. Além de tudo isso, a personagem principal acaba expondo que possui o Transtorno Afetivo Bipolar.

O Homem Invisível (2020)

O filme é um terror psicológico e não deve ser deixado de lado. Vemos a história de Cecilia (Elisabeth Moss) que depois de forjar o próprio suicídio, precisa enfrentar a desconfiança de que seu ex, um cientista enlouquecido, usar seu poder para se tornar invisível e a aterrorizar. Quando a polícia se recusa a acreditar em sua história, ela parte para resolver o assunto por conta própria.

A produção mostra como mulheres são desacreditadas quando passar por situações abusivas e como os efeitos são prejudiciais para a mente delas.

Se enlouquecer, não se apaixone (2010)

Outro filme sobre a saúde mental de adolescentes é Se enlouquecer, não se apaixone.  Conhecemos Craig (Keir Gilchrist), que enfrenta uma depressão na adolescência aos 16 anos, e possui muitos pensamentos suicidas, é ansioso e estressado. Com o passar do tempo, ele resolve procurar ajuda em um hospital psiquiátrico. Lá conhece outros pacientes, entre eles, Noelle (Emma Roberts). A produção mostra o tratamento e como a depressão é uma doença.

Garrota Interrompida (1999)

Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susanna Kaysen (Winona Ryder) foi diagnosticada como vítima de Transtorno de Personalidade Limítrofe ou "borderline". A partir desse momento, ela vai para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos dois anos seguintes. Claymoore, o local, é repleto de garotas que não necessariamente são loucas, mas muitas vezes apenas mal compreendidas.

Entre elas está Lisa Rowe (Angelina Jolie), uma charmosa sociopata que consegue manipular todos ao seu redor. O longa aborda vários pontos importantes da psiquiatria. 

Malcolm and Marie (2021)

Um dos filmes mais novos da Netflix é super intimista sobre um casal lavando a roupa suja em casa, expondo suas fragilidades e medos. John David Washington interpreta Malcolm, um diretor que almeja o sucesso de seu lançamento. Por sua vez, Zendaya interpreta Marie, a namorada e atriz, que não participa do filme dele.

É denso e replete de diálogos sobre o relacionamento dos dois. Na trama, após a pré-estreia de seu filme, Malcolm chega em sua casa acompanhado de sua namorada. Se para ele foi uma noite ótima, para a Marie, foi mais um mar de arrependimentos e tristeza, já que o mesmo esqueceu de agradecê-la em seu discurso. A jovem finalmente se abre sobre suas dores, desde o vício em drogas até a não escalação para o filme, e ambos entram numa discussão entre o certo e o errado. Não há como negar que ela mostra todos os pontos sobre sua saúde mental.


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O especial MÊS DA MULHER vai de 1 a 31 de março.

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