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Comportamento / Inspiração

MÊS DA MULHER: Aos 22 anos, Sarah Mendieta descobriu um câncer na tireoide e viu na doença uma oportunidade de resgatar sonhos e amor-próprio

A jovem escreveu um breve relato sobre o que enfrentou desde que descobriu o nódulo e deixou um recado importante sobre cuidado com a saúde

Artigo de Sarah Mendieta, publicado por Marina Pastorelli, para a Máxima Digital Publicado em 18/03/2021, às 17h00 - Atualizado às 17h01

Aos 22 anos, Sarah Mendieta descobriu um câncer na tireoide e viu na doença uma oportunidade de resgatar sonhos e amor-próprio - Acervo pessoal
Aos 22 anos, Sarah Mendieta descobriu um câncer na tireoide e viu na doença uma oportunidade de resgatar sonhos e amor-próprio - Acervo pessoal

"Olá pessoal, primeiramente agradeço a oportunidade de compartilhar esse breve, porém marcante acontecimento da minha vida. Meu nome é Sarah Mendieta, tenho 23 anos, trabalho como assistente executiva em uma consultoria de recrutamento, e à noite sou aspirante a economista.

Bom, o final de 2019 foi um tanto conturbado para mim. Eu tinha acabado de mudar de emprego, estava mudando de casa, e tinha terminado meu primeiro relacionamento. Vários ciclos se encerravam ao mesmo tempo e eu estava muito resistente a todas essas mudanças.

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Em meio a exames de rotina, a minha médica encontrou um nódulo suspeito na minha tireoide. Eu nem lembrava para o que servia a tireoide, típico órgão que a gente só lembra quando dá problema. Segundo ela, eu não precisava me preocupar e iria me encaminhar para um endócrino só para ter certeza. Mais exames doloridos, mais 'Você não precisa se preocupar', 'não deve ser nada'... E não foi bem assim.

Eu estava sozinha no meu trabalho quando acessei o resultado do meu exame. Meu coração congelou, eu conseguia sentir aquele nódulo pulsando no meu pescoço. Eu, com 22 anos estava com câncer. Comecei a me sentir culpada. Toda negatividade da minha vida tinha se transformado em uma doença, era só o que eu pensava.

Na consulta com um especialista no AC Camargo, ele me explicou sobre a cirurgia de retirada da tireoide, os possíveis tratamentos complementares, possíveis efeitos colaterais e a reposição hormonal diária para sempre.

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Em um período de três meses descobri tudo isso, fiz a cirurgia e me recuperei. O câncer não era tão agressivo e evoluía devagar, eu o chamo até hoje de “baby câncer”. As pessoas falam o quanto eu fui forte, mas será que fui mesmo? Eu tive medo, muito medo, mas li em algum lugar que “Coragem não é ausência de medo” Coragem é ir com medo mesmo. Cada etapa do diagnóstico, eu seguia para próxima, poderia ter recuado e deixado a vida me levar.

Dizem que não devemos aceitar doenças, mas eu aceitei esse chacoalhão que a vida me deu. Às vezes, é preciso. Me conectei de volta com meus sonhos que já estavam ficando amuados em algum lugar, lembrei do mundão que eu queria conhecer e da pessoa extraordinária que eu queria ser, pude repensar todos que estavam comigo e confiei, que só estava, quem precisava estar.

As mudanças nos assustam no começo. Eu tive várias nesses meses. Temos medo do novo, insistimos para não acontecerem, mas o 'logo ali' é maravilhoso.

Aqui fica o meu alerta para vocês cuidarem da saúde, parece aquele clichê chato, porém necessário. Não deixem vocês para depois, se eu tivesse adiado essas consultas poderia ter evoluído para algo muito pior. Dêm valor à saúde diária e à liberdade que ela nos traz. Só damos valor quando perdemos, mesmo que por um curto período.

Minha borboleta agora está voando por aí, e eu? Com certeza, deixei de ser lagartinha".

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