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MÊS DA MULHER: Humor, história, empoderamento feminino e adaptação! Giovana Fagundes é um exemplo de artista para mulheres no universo humorístico

A artista investiu todos seus planos em sua carreira e consolidou sua trajetória como humorista

Gabriele Salyna Publicado em 26/03/2021, às 13h54

Conheça Giovana Fagundes
Conheça Giovana Fagundes - Instagram

Aos 26 anos, Giovana Fagundes é atriz, roteirista, comediante e uma referência para as mulheres no universo do humor.

A carreira da artista começou cedo:“Eu comecei a fazer aulas de teatro, com 12 ou 13 anos, na maior companhia de teatro de Florianópolis. Logo entrei pro elenco fixo e comecei a rodar com várias peças pelo estado de Santa Catarina. Com 16 anos de idade comecei a fazer alguns trabalhos de audiovisual, e já que em Florianópolis não tem muito cenário para atuação, decidi que precisava fazer alguma coisa para que as pessoas conhecessem minha cara, soubessem o meu nome e para que os trabalhos chegassem até mim.”.

O lado empreendedor de Giovana falou alto e ela começou a pensar meios de ficar conhecida por sua arte.

“Foi aí que resolvi criar o meu canal no Youtube em 2016. No início, produzia conteúdos junto com uma amiga, mas depois que ela saiu fora, eu continuei tocando e fazendo o que me dava na telha, desde paródias até receitas de bolo. Para tentar alavancar o meu trabalho e fazer com que ele chegasse em mais pessoas, eu resolvi fazer alguns vídeos no meu Instagram, interpretando personagens de Florianópolis com os sotaques e trejeitos bem regionais. Isso me deu muita visibilidade na cidade, porque fiz uma parceria com a maior página de humor de Florianópolis, onde produzia vídeos semanais e, com isso, cheguei a ganhar 10 mil seguidores.”, contou.

“Na época, com 10 mil seguidores, eu me achava a Grazi Massafera, mas hoje em dia, com 5 reais você compra 50 mil seguidores pra comentar em árabe nas suas fotos.”, brincou.

Outro capítulo importante começou na vida da comediante: sua mudança para São Paulo e seu início nos stand-ups. Giovana contou que viu a oportunidade de dar força à mulher nesse meio: “No final de 2017, me mudei para São Paulo e fui trabalhar como atriz. Fazer stand-up não estava nos meus planos, mas acabou caindo no meu colo e eu abracei. É um tipo de comédia bastante recente no Brasil e predominantemente masculino, inclusive na linguagem, então vi a oportunidade de fortalecer a presença feminina no meio.”.

“Comecei a me apresentar com os shows e, em 2019, entrei em um programa de rádio que ajudou a alavancar ainda mais minha carreira, mas não estava fazendo bem para minha saúde mental, por isso me desvinculei.”, disse.

E mais uma mudança importante: a chegada da televisão em sua carreira. “No final de 2019, recebi o convite para trabalhar no elenco do programa ‘Tá Pago’, o Talk Show de Leandro Hassum na TNT. Quando recebi uma ligação e escutei a voz do Hassum, achei que era trote, só depois fui descobrir que era mesmo. Quem me ligou foi o diretor. Em dezembro do mesmo ano eu comecei a fazer o meu show solo, resolvi pegar tudo o que eu tinha e testar esse material em um show que fiz em São Paulo.”, contou.

Mais um desafio surgiu na trajetória: “Nessa apresentação, várias pessoas marcaram presença porque meu canal já estava bombando. Comecei a rodar em algumas cidades… até que veio o coronavírus.”.

A estrela do humor não desistiu e se adaptou nesse período de pandemia: “Durante toda a pandemia, eu comecei a produzir vídeos trazendo debates e reflexões sobre pautas sociais que considero importantes e urgentes. Esses vídeos deram muito certo, tanto no Instagram, quanto no Facebook, onde alguns já bateram mais de 2 milhões de visualizações. Isso fez com que minhas redes crescessem mais e eu ganhasse ainda mais público.”.

“Com esse conteúdo e esse ‘novo humor’, conquistei mais pessoas e dobrei a minha quantidade de seguidores em um ano. Tudo foi crescendo muito e muito rápido. E são materiais que eu amo fazer porque muita mina ri e muito homem chora. Acho ótimo!”, contou, se divertindo.

“No final de 2020, quando as coisas se tranquilizaram mais, eu voltei a fazer meu show seguindo todas as restrições e protocolos de segurança, até que veio essa segunda onda e novamente estou em casa.”, disse.  

Giovana é um exemplo para o público feminino:“Sigo fazendo o conteúdo que considero relevante e tenho um feedback muito legal de quem acompanha, tanto das mulheres que estão se empoderando e ficando mais conscientes de uma série de problemas do machismo que mora no nosso dia a dia, como de muitos homens que estão percebendo as problemáticas sociais e estão super engajados em apoiar e tentar fazer que o mundo fique um pouco melhor para as minas.”.

“Tive uma criação muito conservadora e com pouco apoio para minha vida artística. Ao longo da minha carreira, eu consegui entender o que é ser silenciada e ter o meu trabalho boicotado. Tudo isso me gerou muita revolta e me levou a querer falar sobre e a expor as coisas erradas do mundo. Além de eu estar cansada desse humor antigo, com piadinhas clichês e extremamente carregadas de estereótipos e preconceitos que violentam as minorias da nossa sociedade.”, contou.

Giovana deu uma aula de empoderamento feminino com muito bom-humor: “Poucas coisas me dão mais alegria do que ver homens héteros e brancos, extremamente ofendidos e chateados por serem chamados apenas pelo que são: homens héteros brancos.”.  

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