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MÊS DA MULHER: Sonho, dificuldades e amor à vida! Ana Lívia Bagatini enfrentou o pior momento de sua vida, deu a volta por cima e fundou sua clínica dermatológica

A dermatologista sempre quis investir em seu próprio negócio e venceu a batalha para concretizar esse plano

Gabriele Salyna Publicado em 25/03/2021, às 15h23

MÊS DA MULHER: Sonho, dificuldades e amor à vida! Conheça a história de Ana Lívia Bagatini
MÊS DA MULHER: Sonho, dificuldades e amor à vida! Conheça a história de Ana Lívia Bagatini - Divulgação

O amor pela vida veio desde pequenininha. Ana Lívia Bagatini, hoje conhecida como Dra. Ana Lívia Bagatini sempre soube que queria ser médica.

“Meus pais sempre foram comerciantes, e desde criança eu sempre falava que queria ser médica, mesmo não tendo ninguém na família para me espelhar, não tinha ninguém que era médico na nossa família”, contou.

A jornada até a faculdade de medicina não foi simples. Estudos e muita dedicação marcaram a trajetória da dermatologista: “Fui para São Paulo para fazer cursinho, fiz um ano de preparatório para medicina, me dediquei bastante, estudei muito, e no final do primeiro ano eu passei em medicina na 1 lista de espera da em uma universidade em São Paulo. Em 2008 iniciei minha faculdade, gostava muito da faculdade, aprendi muito, a faculdade tinha tudo de mais tecnológico para nosso aprendizado, além dos hospitais conveniados que eram referências na cidade.”.

“No 5º ano de faculdade nós tivemos uma matéria optativa, e eu escolhi fazer cirurgia plástica. Fiz no hospital do Tatuapé, local que é referência para queimados, foi uma experiência incrível.”, disse.  

Dra. Ana Lívia contou que, no percurso, enfrentou a maior dificuldade de sua vida, mas que teve apoio de sua família para continuar em busca de seu sonho.

“Quando estava no 6º ano, fiquei na dúvida se queria cirurgia plástica ou dermatologia, o que tinha certeza era que eu queria uma especialidade com procedimentos. Quando eu estava no último ano de faculdade em 2013, eu e minha família passamos pelo pior momento de nossas vidas, e isso mexeu demais comigo, e eu estava decidida a largar a faculdade faltando 8 meses para me formar e voltar para casa. Meus pais, mesmo sem forças, me deram apoio para continuar e terminar a faculdade. Com muita dificuldade psicológica eu terminei a faculdade, com muito apoio dos meus pais, amigos e da própria faculdade, que sou muito grata. Cheguei a fazer 1 ano e meio de cursinho para prestar prova de residência, mas após o ocorrido, larguei o cursinho. Pensar em especialização naquele momento não era algo que eu tinha em mente, eu só queria voltar para casa.”, narrou.   

“Após me formar decidi que iria voltar para casa, para ficar com meus pais, comecei a dar plantão em vários hospitais da região como Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Engenheiro Coelho, Pedreira, Estiva Gerbi, fiquei um ano trabalhando com plantão de 12h e 24h, nesse meio tempo de plantão consegui uma oportunidade de trabalhar no centro cirúrgico do Hospital Municipal de Mogi Guaçu como auxiliar cirúrgico e para realizar pequenas cirurgias (biópsia de pele, retirada de cisto, unha encravada, etc.). Fiquei no centro cirúrgico de 2014 a 2019.”, continuou.

Ela superou o desafio! A dermatologista contou que após passar pelo desafio da vida, voltou a pensar em sua especialização: “No meio de 2014, voltei a pensar que queria muito me especializar, pois não queria viver dando plantão, foi quando decidi fazer minha especialização em São Paulo no ISMD (instituto superior de medicina). Foram três anos de especialização em dermatologia clínica, cirúrgica e estética, e cada dia ficava mais apaixonada pela dermatologia, além dos inúmeros cursos que fiz por fora da especialização.”.

A primeira tentativa não foi bem sucedida e ela teve que mudar seus planos: “Em 2017, 6 meses antes de eu me formar decidi abrir meu cantinho, aluguei uma sala em uma clínica em Mogi Mirim, em uma avenida linda da cidade em um bairro ótimo, comecei a divulgar meus atendimentos, porém foi uma fase muito difícil, não conseguia nem se quer conseguir pagar meu aluguel com os meus atendimentos. Não sei onde exatamente foi o problema, mas não consegui fazer uma clientela, não conseguia trazer as pessoas para fazer tratamento comigo, aqui os profissionais (médicos) são muito fechados, poucos colegas se ajudam, e confesso que isso me frustrou um pouco. Fiquei 8 meses trabalhando no hospital arduamente para pagar meu aluguel na clínica, foi quando meu pai e hoje, meu marido, me incentivaram a mudar o consultório para Mogi Guaçu. Não desanimei, decidi que iria tentar em outro lugar, aluguei uma sala em uma clínica em Mogi Guaçu, as poucas clientes que eu tinha de Mogi Mirim, foram comigo para lá, e lá tudo começou a fluir, comecei a ter meus pacientes, claro que foi aos poucos, mas já no primeiros mês, meus atendimentos pagaram meu aluguel, fiquei tão feliz, e assim foi indo, cada vez mais comecei a fazer minha clientela.”.

Aquele sonho de empreender continuava vivo! Ana Lívia começou a investir nele: “Eu e meus pais sempre sonhamos em um dia ter a minha clínica, mas eu nunca tive a ambição de sair da especialização com a minha própria clínica, eu tinha sim o sonho de ter meu espaço, mas sabia que antes disso eu tinha um caminho a percorrer, e foi exatamente assim que aconteceu.”.

“Começamos a construir a clínica em 2019, e, enquanto isso, eu atendia na minha sala alugada, e cada vez mais eu estava conquistando meu clientes, as indicações vinham pelo boca a boca, rede social, etc.”, contou.  

E o sonho virou realidade: “Hoje, faz 2 meses que inaugurei o meu espaço, que está maravilhoso, falo que está ainda melhor do que o que eu sempre sonhei, fiz um espaço amplo, confortável, com diferenciais de atendimento, pois eu quero que meus pacientes tenham a melhor experiência possível, quero cuidar e acolher, quero que se sintam em casa.”.

“A clínica leva o meu nome Dra. Ana Lívia Bagatini e é o meu grande orgulho. O espaço tem 350 metros de obra, com 6 salas de atendimentos, sendo 3 salas da dermatologia, tenho na clínica as pessoas que me ajudam a fazer tudo isso acontecer, contamos com uma secretaria, uma técnica de enfermagem, uma fisioterapeuta estética, um cirurgião plástico, uma funcionária para limpeza e duas pessoas no administrativo.”, disse, orgulhosa de sua trajetória.

“Não foi fácil conquistar o meu espaço, mas, com muita luta hoje me dedico ao meu sonho.”, finalizou a dermatologista.

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