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Na escola uns anjinhos, já em casa...

O comportamento dos filhos pode mudar de acordo com o ambiente, e isso não é um problema. Aprenda a lidar com essa questão

Texto: Karina Fusco e Andréa Soares (colaboração) Publicado em 24/08/2016, às 08h20 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

Na escola uns anjinhos, já em casa...
Na escola uns anjinhos, já em casa... - Shutterstock
Se os seus filhos nem parecem os mesmos quando mudam de ambiente — questionam tudo o que os pais falam, enrolam para terminar uma tarefa e ainda vivem em pé de guerra com os irmãos —, saiba que isso tende a ser normal. Segundo a psicopedagoga Debora Corigliano, de Campinas (SP), as formas de comando diferentes nesses lugares geram a mudança de comportamento. “A atitude é mais frequente na idade pré-escolar , no entanto pode ocorrer também na adolescência”, afirma. Siga as dicas e vivam uma temporada tranquila.

Regras são regras

Uma rotina bem estabelecida, com horários determinados, assim como ocorre na escola, é essencial para garantir um equilíbrio melhor no comportamento dos pequenos. De acordo com a psicóloga Cristiane Alves Lorga, do Instituto Terapia Sistêmica, de São José do Rio Preto (SP), os pais devem observar o dia a dia da família para entender o que pode estar por trás de tanta teimosia. Isso vale, por exemplo, para a hora que ele quer usar o computador, ver TV ou ir à casa de um amiguinho. “Quantas vezes ele precisa pedir para vocês deixarem? Se for cinco vezes, ele aprende que mesmo que vocês neguem seu pedido nas primeiras tentativas, na quinta acabam cedendo. O retorno do ambiente é que vai modelar o comportamento da criança”, explica. Então a melhor saída é conversar, deixando que ela demonstre os sentimentos. Depois, é negociar e organizar melhor a rotina.

Nota 10 também em família

1. Pai e mãe devem falar a mesma língua. Se um diz que usar o computador é só depois da lição, o outro não pode contrariar. 

2. Por mais difícil que seja, mantenha coerência nas regras. Se ficou combinado que o fi lho pode brincar no parque até as 17h, o horário deve ser cobrado e cumprido. Os pais não podem deixar um dia até as 17h, outro até as 20h, sem que haja uma explicação para isso. 

3. Permita que a criança exponha as ideias e faça pedidos. Por exemplo, se ela já acabou a lição e pedir para assistir TV nos 15 minutos que faltam para o jantar, não há problemas. Tudo bem ser um pouquinho flexível. 

4. Peça as coisas de outro jeito. Em vez de falar: “Vá escovar os dentes”, pergunte: “Você vai escovar com pasta branca ou azul?” Dessa forma, fica mais difícil o pequeno dizer “não”.

Dando trabalho no colégio

Tem muita gente que reclama justamente do contrário: que os fi lhos andam na linha em casa, porém na escola são terríveis, e não param de chegar reclamações dos coordenadores. Para a psicopedagoga Debora, nesses casos, é importante dialogar francamente com a professora para saber em quais situações a criança apresenta esse comportamento e por quais motivos. “Com certeza, juntos, a família e a escola poderão ajudá-la a superar a questão”, orienta a expert. Ela reforça também que o vínculo entre o colégio e a família deve ser fortalecido em todas as situações. “A escola pode abrir as portas para orientar os familiares nas diversas fases do desenvolvimento da criança, e os pais, por sua vez, têm que comparecer sempre que a instituição os convida”, completa. Simplesmente trocar a criança de imediato de escola não costuma ser a melhor opção.

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