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Comportamento / Racismo

Pessoas não brancas enfrentam dificuldades para saírem da Ucrânia; entenda

Durante a invasão da Rússia na Ucrânia, as pessoas não brancas estão sofrendo racismo e enfrentam dificuldades para saírem do país

Máxima Digital Publicado em 04/03/2022, às 22h15

Pessoas não brancas enfrentam dificuldades para saírem da Ucrânia; entenda - Internet
Pessoas não brancas enfrentam dificuldades para saírem da Ucrânia; entenda - Internet

A invasão da Ucrânia pela Rússia tem trazido uma série de debates sobre o comportamento dos seres humanos em sociedade. As fortes imagens das pessoas tentando cruzar a fronteira ucraniense em busca de um socorro chocam o mundo. 

Com o passar dos dias, os refugiados enfrentam enormes filas para tentar deixarem do país, porém, parece que a ordem para a saída possui mais uma dificuldade: o racismo. 

Na fronteira, relatos racistas marcam a história e emplacam um capítulo ainda mais doloroso em toda a relação conflituosa. 

Segundo as informações de fontes no local, pessoas não brancas enfrentam a discriminação racial de frente e possuem uma maior dificuldade para deixarem o país. 

Centenas de estudantes africanos e indianos estão tentando sair da Ucrânia e batem de frente com uma política que afirmam que os "os ucranianos devem sair primeiro". Nela, os guardas colocam os civis negros e do sul da Ásia para o final das filas, puxando-os para fora de trens e ônibus para fazer espaço para ucranianos brancos. 

Um estudante falou em uma entrevista à CNN que assistiu uma cena dolorosa: guardas impedindo com violência que os rapazes indianos passassem empurrando um jovem egípcio com uma força tremenda que o rapaz chegou a ficar inconsciente. 

Na última segunda-feira, 28, os membros do Conselho de Segurança da ONU, representando o Quênia, Gana e Gabão, repudiaram a discriminação que seus cidadãos têm enfrentando ao tentar deixar a Ucrânia. 

A União Africana se pronunciou sobre a situação e divulgou um comunicado chamando o tratamento que eles têm recebido de "chocantemente racista e que viola o direito internacional". 

Um representante do Serviço de Guarda de Fronteira da Ucrânia negou que as acusações sejam verdadeiras e disse na entrevista que não há nenhuma divisão por nação, cidadania ou classe social na fronteira. 

Por outro lado, a agência de refugiados da ONU disse em uma entrevista coletiva que houve casos de diferentes tratamentos de pessoas ucranianas e não ucranianas. 

Filippo Grandi, chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, disse que é preciso haver igualdade para que todos consigam estar em segurança.

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