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Comportamento » Não é piada!

Por que relacionamentos com pessoas trans ainda são piada? Bruna Andrade explica como a transfobia age

Em entrevista á Máxima Digital, a modelo Bruna Andrade comentou a fala transfóbica de Marília Mendonça

Ivana Guimarães Publicado em 10/08/2020, às 19h30

Bruna Andrade expõe transfobia em piada de Marilia Mendonça
Bruna Andrade expõe transfobia em piada de Marilia Mendonça - Instagram

Após a última live de Marilia Mendonça, uma das falas da cantora foi apontada como transfóbica e o desabafo da modelo Bruna Andrade sobre o assunto viralizou nas redes sociais.

 
 
 
 
 
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No vídeo eu mostro um exemplo claro de como a transfobia é naturalizada na nossa sociedade.

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Apesar de a artista ter se desculpado, o episódio não é um caso isolado na sociedade brasileira. A transfobia é uma realidade e causa mortes todos os dias. E para explicar como esse preconceito age, nós, da Máxima Digital, conversamos com Bruna. 

Perguntada sobre o que significa ser uma mulher trans vivendo em uma sociedade transfóbica, a influenciadora afirmou: "Significa lutar o tempo inteiro por respeito e direitos básicos como o de usar um banheiro sem ser agredida."

Se relacionar também não é nada fácil: "Os relacionamentos ficam sempre em torno do sexo e do fetiche. Isso ocorre porque a sociedade ensina que não merecemos amor, e que se alguém ousar nos amar vai virar motivo de piada, como mostra no video. Por isso muitos homens só se envolvem com meninas trans no privado, e esconder as nossas relações não beneficia ninguém", relatou.

Sobre o motivo da piada na live de Marilia, Bruna disse: “As pessoas cisgênero (indivíduos que se identificam com o sexo biológico com o qual nasceram) acreditam que as pessoas trans (indivíduos que não se identificam com seu sexo biológico) são tão inferiores que veem graça em alguém demonstrando afeto por nós. Somos tão ridicularizadas na mídia, na rua e até na nossa própria família, que quando alguém nos demonstra afeto, eles acham ridículo, porque pra eles aquilo é uma atitude incabível."

Mas como quem não é transgênero pode colaborar na luta anti-transfobia? "Primeiro de tudo, ouvindo. Porque muita coisa que acontece com a população trans, jamais aconteceria com uma pessoa cis. E a partir do momento que a pessoa entende que aquela atitude é errada, corrigir quem a fez é necessário. Seja amigo ou parente o importante é não deixar essas piadinhas se tornarem naturais, porque elas machucam. Educação e informação são as principais ferramentas para mudar um comportamento", explicou a criadora de conteúdo.

 

 

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