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Comportamento » Família

Recomeço! Como contar aos filhos sobre um novo amor?

A MÁXIMA Digital algumas dicas te ajudar nesse momento

Mirella Cordeiro Publicado em 11/06/2019, às 09h31 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

Luana Piovani, Pedro Scooby e Anitta
Luana Piovani, Pedro Scooby e Anitta - Reprodução/Instagram

Incluir um novo companheiro ou companheira na família, após o divórcio, pode ser motivo de angústia para os papais. Como contar para os filhos? Como fazer com que as crianças não se sintam trocadas?

Recentemente, foi a família de Luana Piovani e de Pedro Scooby que passou por esta situação.

Separado da loira desde março, Pedro Scooby começou a namorar Anitta e a notícia veio à tona no comecinho de junho, quando os dois foram flagrados juntos em Bali, na Indonésia.

Luana Piovani ficou sabendo do novo relacionamento do surfista através de seus seguidores, o que a deixou desconfortável, mas parece que aceitou bem. Chegou a dizer para os fãs: “Deixem ele ser feliz que eu tô sendo também! Daqui a pouco ele volta para nos visitar e faremos mais um brinde pela vida ter nos juntado!”

Mas, como a apresentadora e o surfista têm três filhos juntos, a novidade não tinha como passar batido das crianças! Luana Piovani contou nos Stories que um amiguinho de Dom, filho mais velho do ex-casal, mostrou a foto do pai beijando a nova namorada: “Ele veio até mim, sorriu de nervoso e disse que tinha uma notícia ruim para me dar. Depois contou e veio me abraçar. Ficou triste e preocupou-se comigo.” 

A loira contornou essa situação dizendo que o amor não morre: “Somos uma família e seremos sempre. Namoradas virão algumas, ainda.”

De todos os divórcios que acontecem no Brasil, em 46,1% dos casos, o casal tem filhos menores de idade, segundo Estatísticas do Registro Civil 2017. Por isso, quando um novo companheiro surgir, é preciso estar preparado para contar aos filhos.

A MÁXIMA Digital conversou com as psicólogas Lívia Marques e Ellen Moraes e reuniu algumas dicas para te ajudar nessa situação:

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1. O MOMENTO CERTO DE CONTAR

“Os filhos precisam saber do novo relacionamento dos pais a partir do momento que eles percebem que a relação está entrando no comprometimento de ambas as partes”, diz Lívia Marques, psicóloga com foco em terapia cognitiva comportamental. Isso é para não deixar a criança confusa, caso o novo companheiro não permaneça na vida dela.

Mas a especialista acrescenta que a separação e a possibilidade de um novo relacionamento na vida dos pais deve ser conversada desde o início para que, quando acontecer, os filhos já estejam preparados.

2. QUEM DEVE ESTAR PRESENTE NA CONVERSA

Para contar ao filho que o papai ou a mamãe está com uma namorada ou um namorado novo, Ellen Moraes, especialista em terapia cognitivo comportamental, acredita que a conversa deve ser entre pai e filho ou mãe e filho. “O ideal é que já tenha havido uma conversa com o ex e que o novo companheiro esteja ciente de que a conversa vai ser realizada, mas o ideal é que seja uma conversa entre mãe e filho, pai e filho, para, depois, apresentar o novo companheiro”, afirma.

Lívia Marques ressalta que, nesse momento, cada um deve ser colocado dentro de seus papéis e “mostrar para a criança que ali há realmente um equilíbrio entre esses adultos.”

3. CRIANÇA NÃO GOSTOU DA NOTÍCIA

É possível que os filhos tenham alguma resistência em aceitar o novo namorado ou namorada. Afinal, é um outro elemento na família para ter a atenção dos pais. Nesse caso, as duas profissionais explicam que é importante respeitar o tempo da criança: “Não forçar o convívio com essa pessoa”, diz Lívia Marques.

Ellen Moraes completa que, caso o problema seja ciúmes do filho, “o pai ou a mãe pode tentar evitar situações em que fica muito tempo abraçado ou beijando o novo companheiro (a), que fique muito tempo voltado pra esse novo companheiro.”

E diz que é bom inserir a criança nas atividades que forem possíveis, de forma que ela não se sinta excluída, “porque o grande problema dos novos relacionamentos é esse: a criança acredita que foi deixada de lado e pode ser esquecida. Então é importante reforçar o tempo todo que essa não é a realidade”, conclui.