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Comportamento / Relacionamento abusivo x Relacionamento Tóxico

Relacionamento abusivo x relacionamento tóxico: psicólogo explica a diferença entre eles

Alexander Bez falou sobre como identificar esse tipo de relação, como se livrar dela e orientou como lidar com a situação

Máxima Digital Publicado em 20/08/2021, às 11h40

Relacionamento abusivo x Relacionamento Tóxico: psicólogo explica a diferença entre eles - Freepik
Relacionamento abusivo x Relacionamento Tóxico: psicólogo explica a diferença entre eles - Freepik

Você sabia que relacionamento abusivo relacionamento tóxico não são a mesma coisa? O que eles têm em comum é que ambos fazem mal para as pessoas que vivenciam esses tipos de relações. 

Esses termos são bem populares e podem fazer com que as pessoas confundam sobre o que é "normal" e o que não deve ser aceito em um relacionamento. Como diferenciar um problema que pode ser resolvido de algo que se torna prejudicial à saúde mental?

Para entendermos melhor, o psicólogo Alexander Bez começou explicando a diferença entre os dois termos. 

"Relacionamento abusivo é moldado pelas agressões verbais, físicas e/ou sexuais. Independentemente se elas estiverem associadas entre si ou serem cometidas isoladamente. Agressão sempre será agressão, tem que ter a dor, a humilhação, o sofrimento mental e físico.", disse.

Ele continuou: "Relação tóxica é pela dimensão negativa da relação ao contrário da relação abusiva — na relação tóxica há o ingrediente da passividade e do distanciamento entre as esferas emocionais de ambos. Usualmente as relações tóxicas são dimensionadas pelas carências (afetivas, relacionais, sexuais, carinhosas, companheiras, etc.). Há uma dissociação entre os dois remetendo-os a um limbo. Relações tóxicas são todas aquelas que afastam a mulher da felicidade.".

O especialista em relacionamentos orientou como identificar uma relação abusiva: "Uma relação abusiva é caracterizada pelo sofrimento, angústia, medo e desespero. E se o relacionamento for marcado pelo controle, a situação se agrava. Caso esteja envolvida com uma pessoa e ela te faça passar por algum desses elementos, você está vivendo em um relacionamento abusivo".

As vítimas, muitas vezes, se sentem perdidas e não sabem como escapar de um relacionamento abusivo. Dr. Alexander orientou como sair desse tipo de relação.

"A primeira regra é não enfrentar o agressor, pois é totalmente prejudicial. A segunda é não tentar compreendê-lo achando que isso vai mudar. Não tente se consolar com falsas ilusões.", disse.

Ele continuou: "Não tente um diálogo, quando a relação chega a esse nível de desrespeito não há mais nada o que possa ser feito. As técnicas de esquiva, são as mais condizentes. Evitar o confronto, na medida do possível, é a melhor técnica, desvincular as emoções para que a vida possa fluir saudável e com felicidade.".

E até onde uma relação pode ser considerada conflituosa e quando ela passa a ser tóxica?

Ele explicou: "Uma relação conflituosa pode ser resolvida desde que haja um empenho dos envolvidos para que os conflitos sejam identificados, tratados e não se repitam. Lembrando que os conflitos fazem parte de qualquer relação, a questão é como eles serão tratados.".

"As relações conflituosas podem gerar uma 'situação tóxica temporária', mas não necessariamente estabelecer uma relação tóxica efetiva, basta apenas sanar as causas, após as mesmas serem isoladas. As relações tóxicas são classificadas pela 'extensa sensação de tortura – mental, ou psicológica'", continuou.

O psicólogo Alexander Bez também destacou: "A agressão é um processo mental intrínseco à própria personalidade da pessoa. Mudamos planos, objetivos, opiniões, gostos e estilos, mas, nunca o caráter que fora formado em nosso desenvolvimento infantil, formando, consequentemente, a personalidade.".

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