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Dieta e Saúde » Confusão

Nike decide expandir creche beneficente subsidiada pela marca e deixa funcionários furiosos

A famosa marca de tênis terceirizará o recurso e o pessoal não gostou muito do projeto apresentado

Máxima Digital Publicado em 07/06/2019, às 11h42 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

Funcionários da Nike ficam furiosos com ação beneficente
Funcionários da Nike ficam furiosos com ação beneficente - Getty Images

A sede corporativa da Nike, nos Estados Unidos, é um verdadeiro sonho. Funcionários vivem um misto de trabalho com vida pessoal no local repleto de trilhas, lagoas, ciclovias, sala de meditação, lanchonetes, loja exclusiva com produtos da marca e até treinamento esportivo para os que lá trabalham.

Mas, por incrível que pareça, o que a empresa tem de mais valioso no campus é o Programa de Desenvolvimento Infantil da Nike. Uma creche subsidiada que existe desde 1990, e que acomoda mais de 500 famílias, para os pais que trabalham por lá -- tem mais de 500 nomes da lista de espera. O benefício é bastante concorrido e mostra a importância que a marca dá para o âmbito familiar.

Porém, de acordo com o jornal Bloomberg, a Nike quer terceirizar esse serviço e isso sim tem deixado os pais furiosos, inclusive os que ainda estão na lista de espera. O novo local conseguiria abrigar muitas das crianças que estão aguardando para poder aproveitar o benefício e a empresa prometeu que o não ficaria a mais de 10 minutos do corporação. 

Movimento deveria ser positivo e gerou revolta

Apesar de prometerem que o projeto tinha o objetivo de deixar as famílias ainda mais felizes, em poucas semanas desde anunciado já havia uma petição com mais de 1.300 assinaturas para que ele não aconteça, sendo que 130 delas foram dos pais que ainda não têm seus filhos nas creches.

O motivo da revolta foi a empresa que cuidará do recurso. A Endeavor, rede nacional de creches e escolas com fins lucrativos, não passou a confiança que os pais desejavam. Ainda de acordo com o Bloomberg, que revisou tudo, os funcionários mandaram diversos e-mails para o diretor executivo Mark Parker pedindo para a mudança não acontecer. A cidade de Portland, que fica há 15km da Nike, carece de locais que se preocupem com o cuidado infantil e que tenham qualidade. 

Outro ponto que chateou foi o fato de que mais de 100 professores e cuidadores da Nike serão demitidos. Eles receberam ofertas altas para permanecer no quadro de colaboradores, mas perderiam alguns benefícios que têm hoje-em-dia, com a creche dentro do campus.

Resposta da Nike

A porta-voz da empresa, Sandra Carreon-John, garantiu que não querem "sacrificar o serviço, nem sacrificar a qualidade". "No final do dia, a Nike não é especialista em creches. Estamos trabalhando com pessoas que são", confirmou, justificando a escolha da Endeavor. 

Já o diretor-executivo da rede nacional de creches e escolas, Ricardo Campo, afirmou que deseja "preservar o máximo possível do programa". "Temos ampla experiência de ambientes de aprendizado adequados e inspiradores para o desenvolvimento, e estamos confiantes de que conseguiremos isso em colaboração com a Nike".

Em um e-mail analisado pela Bloomberg, uma vice-presidente que enviou dois de seus filhos para a creche da Nike pediu Parker e outros executivos, incluindo o diretor de operações Eric Sprunk e a chefe de RH Monique Matheson, para reconsiderar. Ela contou como o acesso ao Programa de Desenvolvimento Infantil da Nike ajudou-a em muitos momentos. Mesmo quando precisou amamentar, não tinha que se preocupar com sair do trabalho para isso.

A Nike está entre os 3% das empresas que fornecem serviços de atendimento infantil no local, de acordo com uma pesquisa da Society for Human Resource Management. "Mesmo quando pediram aos executivos da Nike para não avançar com as mudanças propostas para o NCDP, os funcionários reconheceram sua relativa boa sorte. Eles sabem que ter acesso a cuidados infantis de alta qualidade no trabalho é um benefício extraordinário. Eles descreveram isso como uma ferramenta poderosa para recrutamento e retenção - um incentivo para trabalhar na Nike e uma razão para se orgulhar da cultura da empresa", afirmaram os jornalistas Rebecca Greenfield e Eben Novy-Williams.

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