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Eddy Jr deixa apartamento após ser vítima de ataques racistas e ameaças de morte: “Não fui o primeiro nem o último”

O artista compartilhou um vídeo onde uma mulher aparece fazendo várias ofensas e se negando a usar o mesmo elevador que Eddy.

Máxima Digital Publicado em 20/10/2022, às 10h10

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Eddy Jr deixa apartamento após ser vítima de ataques racistas e ameaças de morte: “Não fui o primeiro nem o último” - Instagram
Eddy Jr deixa apartamento após ser vítima de ataques racistas e ameaças de morte: “Não fui o primeiro nem o último” - Instagram

Eddy Jr, youtuber, músico e humorista, de 28 anos, deixou seu apartamento na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo após ser alvo de ataques racistas e ameaça de morte de dois vizinhos.

Em suas redes sócias, Eddy contou que sobre as ameaças mulher, identificada como Elisabeth Morrone e do filho desde abril porém, decidiu divulgar o vídeo em que a criminosa se recusa a dividir o elevador com ele.

O episódio do elevador aconteceu na última segunda-feira, 17, e o humorista publicou a gravação em suas redes sociais na última terça-feira, 18

“Ela não quis usar o mesmo elevador que eu. Ela falou que 'não sabe o que eu estava fazendo aqui', que esse tipo de gente 'não pode morar aqui' e que 'não sei como tem dinheiro para morar aqui'. Aí, eu gravei ela me chamando de macaco, começou a me chamar de urubu.”, explicou ele.

“‘Macaco, imundo, feio, urubu, neguinho, um perigoso que não merece morar aqui, uma pessoa que oferece riscos para os moradores desse condomínio', foi isso tudo que eu tive que ouvir ontem por ser preto…”, continuou.

“Pra finalizar tive que ficar dentro da minha casa sofrendo ameaça de morte e calúnias sobre mim novamente por ser preto…Ser impedido de entrar no mesmo elevador da moradora branca por ser preto também… Não sei descrever o sentimento que tô sentindo, venci fazendo as pessoas sorrirem e isso não vai mudar.”, falou.

“Vou continuar fazendo vocês sorrirem, porém agora vai ser um pouco mais difícil. Beijo pra todos que gostam de mim, espero que vocês compartilhem isso e façam essa mulher pagar pelo CRIME que ela cometeu.”, finalizou.

O humorista já tinha sofrido outras ameaças de morte, conforme mostra as câmeras de segurança do condomínio. Elisabeth e o filho já foram à sua porta com objetos cortantes, como facas e garrafas, em setembro.

“Acabei de prestar meu depoimento na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, gostaria de agradecer a toda equipe da delegacia pela sensibilidade na forma de conduzir o caso. Deixo também meu agradecimento aos repórteres que estão realizando uma cobertura sensível e tão importante desse caso.”, postou Eddy em seu Twitter na noite da última quarta-feira, 19.

“Como o dr. Martin Luther King disse: EU TENHO UM SONHO! De que ninguém passe por tudo o que estou passando. Obrigado equipe por cuidar de mim e  de todo esse processo para que eu possa continuar fazendo o que tanto amo que é fazer humor e música!”, postou.

“Não fui o primeiro e nem o último… Quero que fiquem em paz… vou continua fazendo meu humor minhas músicas e vou continuar vencendo…  Pela minha mãe pela minhas irmãs e por vocês que gostam dos meus conteúdos", continuou.

“Sabe por que eu não me alterei e não me exaltei no vídeo? Sabe o porquê da minha calma? Porque esse tipo de gente não merece nem isso de mim, vim pro mundo com um propósito, alegrar pessoas, e não é uma racista que vai fazer eu perder isso…", explicou.

“Hoje eu sofri uma das coisas mais tristes da minha vida, pensei mil vezes em não postar o vídeo por causa da minha mãe que é uma senhora de idade, por causa das minhas irmãs, fiquei pensando como ela iam se sentir vendo eu passar por isso…”, lamentou Eddy.

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