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Lázaro Ramos adere ao 'Blackout Tuesday' e reflete sobre o racismo: "Direito a vida''

O ator usou o Instagram para desabafar sobre o racismo

Máxima Digital Publicado em 02/06/2020, às 19h11

Lázaro Ramos adere ao 'Blackout Tuesday' e reflete sobre o racismo
Lázaro Ramos adere ao 'Blackout Tuesday' e reflete sobre o racismo - Instagram

Nesta terça-feira, 2, as redes sociais amanheceram com quadrados pretos postados pelos perfis que apoiam os protestos antirracistas e Lázaro Ramos foi uma dessas pessoas.

O ator, além de publicar o quadrado preto com a hashtag Blackout Tuesday, desabafou e refletiu sobre o racismo.

"Sobre o direito a vida. Quando eu tinha 15 anos de idade entrei para o bando de teatro Olodum. Lá conheci um espetáculo chamado Ó PAÍ Ó, que para além dos personagens carismáticos, linguajar diferente e o retrato de um pelourinho, tinha como tema central a denúncia do extermínio de crianças", começou a mensagem.

E continuou:"Hoje, com 41 anos de idade e depois de ter vivido na arte e nos palcos vários assuntos, um que não saiu nunca foi a denúncia do extermínio das nossas crianças. O que nós enquanto sociedade caminhamos? Ao falar sobre isso nas artes o ideário é que nos sensibilizemos e nos sintamos capazes de contribuir para a redução das violências", disse.

"Hoje, o que vejo por algumas pessoas é omissão e por vezes celebração ou normalização das mortes. Já me falta repertório pra falar sobre esse assunto. Poucas frases novas surgiram que sejam diferentes desses vídeos. Em meio a uma pandemia e em uma comunidade polarizada como a que estamos tudo piora. Infelizmente teremos que falar ainda mais. E as mensagens ditas quando eu tinha 15 continuam valendo. Mas precisamos acrescentar que isso junto com uma política do ódio, onde parece ser natural tantas morte e violência e a narrativa de que não há o que fazer ou o que falar que nada mudará, a angústia aumenta", acrescentou.

"É necessário repetir: Sim, a justiça é possível. Sim, valorizar a vida é necessário. Sim, é preciso se indignar. E sim, somos cidadãos desse país e assim temos que ser tratados. Através de um projeto que lute por uma comunidade mais justa para todos. Essa é a meta. Olhar pra todos. Me recuso a acreditar que o que nos sobrou foi a barbárie. E acabo este textão com arte. Passei a semana escutando Refavela, Realce e Refazenda. Três álbuns de Gil onde ele fala de revisões e reconstruções", escreveu.

E completou: "Nos meus delírios sensoriais, comecei a compor uma nova nação. O senhor me falava sobre Reconstrução, sobre um ReBrasil. Onde Resgatamos nossa capacidade de nos sentirmos parte do problema e da solução.Todo gesto é bem-vindo. Caminhemos pra um Rensacimento. Chega de mortes."

Confira a publicação:

 
 
 
 
 
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Sobre o direito a vida. Quando eu tinha 15 anos de idade entrei para o bando de teatro olodum. Lá conheci um espetáculo chamado Ó PAÍ Ó, que para além dos personagens carismáticos, linguajar diferente e o retrato de um pelourinho, tinha como tema central a denuncia do extermínio de crianças. https://m.youtube.com/watch?v=zEw4LgX6CRk Hoje, com 41 anos de idade e depois de ter vivido na arte e nos palcos vários assuntos, um que não saiu nunca foi a denuncia do extermínio das nossas crianças. https://m.youtube.com/watch?v=HMC_xJqNaM0 E https://m.youtube.com/watch?v=CsUox0KbVLc O que nós enquanto sociedade caminhamos? Ao falar sobre isso nas artes o ideário é que nos sensibilizemos e nos sintamos capazes de contribuir para a redução das violências. Hoje, o que vejo por algumas pessoas é omissão e por vezes celebração ou normalização das mortes. Já me falta repertório pra falar sobre esse assunto. Poucas frases novas surgiram que sejam diferentes desses vídeos. Em meio a uma pandemia e em uma comunidade polarizada como a que estamos tudo piora. Infelizmente teremos que falar ainda mais. E as mensagens ditas quando eu tinha 15 continuam valendo. Mas precisamos acrescentar que isso junto com uma política do ódio, onde parece ser natural tantas morte e violência e a narrativa de que não há o que fazer ou o que falar que nada mudará, a angústia aumenta. É necessário repetir: Sim, a justiça é possível. Sim, valorizar a vida é necessario. Sim, é preciso se indignar. E sim, somos cidadãos desse pais e assim temos que ser tratados. Através de um projeto que lute por uma comunidade mais justa para todos. Essa é a meta. Olhar pra todos. Me recuso a acreditar que o que nos sobrou foi a barbárie. E acabo este textão com arte. Passei a semana escutando Refavela, Realce e Refazenda. Três álbuns de Gil onde ele fala de revisões e reconstruções. Nos meus delírios sensoriais comecei a compor uma nova nação. O sonho me falava sobre Reconstrução, sobre um ReBrasil. Onde Resgatamos nossa capacidade de nos sentirmos parte do problema e da solução. Todo gesto é bem vindo. Caminhemos pra um Rensacimento. Chega de mortes. #vidasnegrasimportam #blackouttuesday

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