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Famosos / Mês das Mães

MÊS DAS MÃES: Mãe de uma estrela! Priscila Franco conta como são os bastidores com Any Gabrielly

Em um bate-papo exclusivo com a Máxima Digital, ela contou detalhes de sua vida com a cantora do Now United

Gabriele Salyna Publicado em 05/05/2021, às 16h54

MÃES DAS MÃES: Priscila Franco conta é ser mãe de Any Gabrielly - Divulgação
MÃES DAS MÃES: Priscila Franco conta é ser mãe de Any Gabrielly - Divulgação

Como será que é ser mãe de uma estrela? Priscila Franco sabe bem como é isso! Ela é mãe de Any Gabrielly e acompanha a filha em todos os passos tanto na vida profissional, quanto na pessoal. 

Em uma entrevista exclusiva com a Máxima Digital, Priscila contou detalhes de como são os bastidores de ser mãe de uma artista conhecida mundialmente

Estudos, cuidado e, principalmente, muito amor! Essa é a base que construiu a carreira da cantora do Now United e o laço forte entre ela e Priscila. 

MÁXIMA DIGITAL: Com tantos anos de carreira que a Any já apresenta em tão pouca idade, como é ser mãe de uma estrela?

PRISCILA FRANCO: Vejo que existem dois lados. Um deles é que tem que ter muita energia, uma cabeça boa e espírito forte para dar conta de tudo.

E tem o lado gratificante, como qualquer outra profissão, mas por ela desde muito nova estar em evidência, me alegra porque ela usa esta influência para ajudar quem acompanha o seu trabalho, dando voz para assuntos super necessários.

MÁXIMA: Você sempre percebeu que a Any era uma artista, qual foi o start inicial para perceber que a arte era o sonho dela?

PRISCILA: Sim, ela sempre foi muito dramática, então ela não chorava, ela fazia mesmo e para qualquer coisa que queria, era um drama de novela mexicana (risos).

O start foi com a Tia Laura Carolinah, que é cantora e observou que a Any era muito afinada e não tinha vergonha de se apresentar aos quatro anos. Desde então, foi aprimorando as suas técnicas e quando ela tinha sete anos, ao cantar um solo do musical 'Hair (aquarius)'.  Saindo do palco ela me falou: 'Mamãe hoje é o dia mais feliz da minha vida. Eu quero fazer isso pra sempre'.

MÁXIMA: Como foi o investimento para que a Any se tornasse uma das maiores artistas do Brasil?

PRISCILA: É sempre 50% grana e 50% dedicação. Como era muito complicado eu conseguir a grana na época que a Any era pequena, ela sempre foi bolsista na maioria das escolas, em troca eu limpava, trabalhava na recepção, levava alunos novos, dentre outras demandas.

E quando ela tinha um trabalho remunerado, este dinheiro voltava 100% em investimento de viagens, coaching, aulas de canto, piano, aulas de dança, inglês e tudo o que ela precisava para alcançar o objetivo de ser uma artista completa.

MÁXIMA: Você, sendo mãe, como enxerga a importância da educação para o crescimento de um artista adolescente?

PRISCILA: A base de tudo é a educação. Seja na vida artística, nas áreas de exatas, humanas ou biológicas. Não há como crescer, sem ter uma base firme e sólida.

MÁXIMA: A Any já comentou em entrevistas alguns casos de racismo que ela sofreu ao longo dos testes para musicais e outros projetos. Qual foi o seu papel nesse contexto como mãe e como amiga?

PRISCILA: Eu confesso que nunca tinha sofrido racismo, sempre ouvi falar, mas depois que a Any nasceu, eu senti como é cruel isso.

A minha parte amiga era sempre mostrar a ela que precisava se resolver sozinha e ser a melhor, porque o talento dela venceria qualquer obstáculo. Quando isso não funcionava, até porque ela sofreu desde muito pequena, eu intervia junto à instituição.

Porém, o racismo é sempre muito velado, já cheguei a escutar de um pai de um menino que certa vez jogou uma banana pra Any: "Eu sou médico e já salvei muitos negros baleados". Neste momento eu repliquei: “Você está sendo mais uma vez preconceituoso”.

Já a parte mãe só sabia abraçar e às vezes até chorar junto. Confesso que tem vezes que falta palavra, porque não consigo entender tanta crueldade.

MÁXIMA: Como é ver o sucesso da Any em tantos países? Há algo que você se preocupa com a exposição?

PRISCILA: É algo maravilhoso e até surreal às vezes, mas esperado porque ela sempre trabalhou para este alcance e a Any não para de estudar, o que mostra o quanto que a educação é essencial.

O que me preocupa em si são duas coisas: a segurança e as maldades de pessoas que ficam distorcendo o que de fato aconteceu.

MÁXIMA: Entre tantos compromissos com o grupo e várias viagens internacionais, como fica o coração de mãe ao ver a filha adquirindo cada vez mais independência?

PRISCILA: O coração fica mega apertado, porque a saudade só aumenta. Porém, estou feliz demais pela minha filha, a independência é algo que eu sempre instituí na vida dela, desde amarrar o cadarço sozinha quando bebê, até cozinhar e lavar suas próprias roupas.

MÁXIMA: Quando a Any está aqui no Brasil, qual o momento preferido de vocês duas?

PRISCILA: Nossa são vários, mas acredito que o melhor momento é quando eu cozinho e diga-se de passagem, eu amo cozinhar (risos). Nossa família se reúne na mesa e sempre é momento de muitas risadas.

Também gostamos muito de assistir um filme, geralmente um desenho, banhado à pipoca e muito chocolate. As coisas simples do dia a dia trazem a alegria que dinheiro algum pode comprar.

MÁXIMA: Por fim, o que o Dia das Mães representa para você?

PRISCILA: Parece clichê, mas o dia das mães é todos os dias. Mãe é quem cria e quantos pais, tias, avós e irmãos acabam sendo mães.

Mãe vem com manual de frases prontas: "Se eu for aí e achar...", "Vai cair", "Presta atenção", "Cuidado", "Leva o casaco", "Tira a toalha molhada de cima da cama".

O bom de ter uma data especial é para lembrar que sempre vai haver pessoas que dão todo o seu tempo, amor, carinho e ensinam um ser tão pequeno a ganhar asas para este mundo.

 

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