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Famosos / Autoestima e autoconhecimento

Teresa Santos fala sobre autoestima e autoconhecimento durante e após o Miss Brasil

A cearense, que foi coroada em 2021, abre o jogo sobre a pressão estética no mundo da moda

Máxima Digital Publicado em 10/05/2022, às 18h00

Teresa Santos fala sobre autoestima e autoconhecimento durante e após o Miss Brasil - Divulgação
Teresa Santos fala sobre autoestima e autoconhecimento durante e após o Miss Brasil - Divulgação

A rotina de uma candidata ao Miss Brasil, sem dúvidas, reúne uma série de cuidados para que o resultado no concurso seja satisfatório. A estética, claro, está entre os principais. A vencedora da edição de 2021, Teresa Santos, contou que, para ela, o processo foi de muito foco e disciplina.

“Para tudo na vida precisamos de foco e disciplina para alcançar qualquer objetivo. No meu caso, era ter a melhor versão de mim mesma. Graças a Deus a sociedade evoluiu muito no quesito padrões de beleza, mas isso não muda o fato de querermos alcançar nossa melhor forma para que possamos nos sentir confiantes. Isso ajuda, pois não há aquela pressão de medidas obrigatórias como antigamente. Hoje o concurso busca por atributos muito além de somente estética e beleza, mas, também, sobre personalidade e propósito”, disse ela.

Numa época em que se fala muito sobre a aceitação de corpos, o chamado “body positive”, os padrões de beleza ainda resistem. Teresa pontua que apesar disso, há uma certa mudança sobre o olhar estético.

“Mesmo que ainda exista uma certa hipocrisia em determinadas situações onde ser magro é uma obrigação, acredito que a sociedade seja mais tolerante aos diferentes tipos de corpos. Por outro lado, acho que estamos no meio de um processo de desconstrução de algo que foi criado por muitos anos e é necessário ter paciência e conscientização”, explicou.

E ao falar sobre o ponto de vista sobre o próprio corpo, ela foi categórica: "Gosto de enxergar como uma questão de saúde e ter um corpo que não só me ajude em uma rotina cheia, mas seja saudável. Não olho para medidas, mas, sim, para a forma como me sinto”.

A Miss, que já realizou duas cirurgias plásticas, disse que apesar de não ser contra os procedimentos, acha importante a conscientização e a não-banalização quanto as mudanças.

“Fiz uma cirurgia de prótese mamária e otoplastia. Sinceramente, não sei se eu faria novamente porque hoje em dia tenho outra maturidade com relação a este assunto. Sempre tive seio, mas na época eu havia emagrecido e acabei perdendo e minha orelha também não era algo que me incomodava tanto ao ponto de fazer uma cirurgia, apenas em trabalhos na moda onde às vezes teria que prender o cabelo e me incomodava. Quando participei do Miss Brasil 2018, não havia feito os procedimentos, mas ao trabalhar com a moda, acabei tendo vontade. Não me arrependo, mas não sei se faria hoje em dia. Por muito tempo ouvi de pessoas que eu deveria fazer rinoplastia e cheguei até ir em consulta, mas, depois de um momento de reflexão, percebi que eu iria fazer por opiniões alheias e não por um desejo ou incômodo meu. Penso que antes de realizar qualquer procedimento invasivo, devemos refletir sobre o real motivo para querer mudar algo no nosso corpo e aprender a valorizar os nossos traços e características únicas, desde que estejamos felizes com elas”, pontuou.

A saúde mental também é outro fator que, segundo Teresa, não deve ser dispensado por uma candidata, mediante tantas cobranças.

“Em qualquer área, devemos cuidar da nossa mente. Hoje em dia todas as profissões estão imersas na era da tecnologia e isso nos afeta consideravelmente. Na moda, a comparação, transtornos alimentares, ansiedade e outros problemas, são altíssimos. Por isso, o processo de psicoterapia é tão importante, porque além de nos ajudar com os desafios do dia a dia, também nos leva ao autoconhecimento. Sempre costumo dizer que é o primeiro passo para trilhar uma vida mais plena. Trabalhar com moda não é fácil, mas saber quem você é te ajuda a seguir um caminho prazeroso, pois suas escolhas se tornam mais assertivas”, garantiu.

A cearense, além de modelo, também é estudante de Psicologia e, de certa forma, isso lhe ajudou a enfrentar os desafios do Miss Brasil. Porém, ela explicou que isso não a isentou de ter momentos de insegurança.

“Costumo dizer que quem é da área da saúde, não está imune a problemas de saúde. O mesmo se encaixa para profissionais da psicologia. Claro que o conhecimento nos ajuda a entender mais sobre determinados assuntos, mas quando se trata de emoções, somos todos iguais. Participar de um concurso como este ou atuar no mundo da moda é um desafio constante, principalmente para a mente. Em alguns momentos me senti vulnerável e um tanto frágil psicologicamente falando. Por isso, faço terapia e procuro ter um estilo de vida que me ajude. No final das contas, só você pode se ajudar e mais ninguém pode fazer isso. Hoje, me vejo uma pessoa saudável, que sabe dos seus limites e, por isso, os respeita. Acredito que isso me ajudou muito, durante o processo de preparação para o concurso. Busquei me blindar psicologicamente ao máximo, antes de participar”, disse.

E para quem deseja ingressar nesse universo, ela deu conselhos para que as etapas sejam saudáveis e proveitosas.

“Busque o autoconhecimento e saiba o propósito pelo qual você quer participar. Ao entrar nesse mundo, somos bombardeadas com cobranças e julgamentos. É extremamente necessário saber muito bem quem você é. Assim, as críticas passam a não nos abalar tanto e as cobranças se tornam mais leves. Isso gera autoconfiança, que nos mantém firmes no propósito, por além da autoestima, pois esta é momentânea”, finalizou.

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