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Modelo brasileira defende grife internacional acusada de assédio sexual

Modelo brasileira defende grife de lingerie acusada de assédio sexual

Máxima Digital Publicado em 09/08/2019, às 13h18 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

Modelos Victoria's Secret
Modelos Victoria's Secret - Getty Images

Nesta semana, a grife Victoria’s Secret teve seu nome envolvido em mais uma polêmica. A organização The Model Alliance, que trabalha por melhores políticas na indústria da moda, direcionou uma carta pública para o CEO da marca, John Mehas, pedindo que ele proteja suas modelos de condutas abusivas nos bastidores da moda. 

Um grupo de mais de 100 pessoas, assinou uma petição exigindo que a grife se posicione contra os casos recentes de estupro, assédio sexual e até tráfico de modelos e aspirantes à profissão envolvendo seus colaboradores e executivos. 

Um dos crimes mais recentes que foram associados a pessoas que tinham algum tipo de ligação com a marca, foi o do empresário Jeffrey Epstein, que se passava por um recrutador da Victoria’s Secret para aliciar meninas. Apesar de não trabalhar na grife, o homem tinha uma relação próxima com os dirigentes do grupo L Brands, dono da empresa. 

“Nas últimas semanas, nós soubemos de numerosas alegações de assédio sexual, estupro e tráfico de modelos. Enquanto essas denúncias podem não estar diretamente ligadas à Victoria’s Secret, é claro que a sua companhia tem um papel crucial em resolver essa situação. De manchetes sobre Jeffrey Epstein, amigo próximo do CEO da L Brands, Leslie Wexner, a acusações de má conduta de fotógrafos como Timur Emek, David Bellemere e Greg Kadel, é preocupante que esses homens tenham usado sua relação de trabalho com a grife para abusar e ludibriar de garotas vulneráveis”, diz um trecho da carta. 

“Todos os dias, marcas, editoras e agências criam as normas do que é aceitável ou não na moda. Se a Victoria’s Secret tivesse uma atitude contra esses abusos e se comprometesse a fazer mudanças significativas se juntando ao programa RESPECT, isso ajudaria muito a criar um novo caminho para o nosso setor”, finaliza a petição.

Apesar de toda polêmica, as modelos Sara Sampaio e a brasileira, Laís Ribeiro, se posicionaram a favor da marca. Ambas disseram em comentários no Instagram, que a VS sempre teve atitudes corretas e que as pessoas envolvidas nas denúncias faziam apenas pequenos trabalhos para a marca, e que não são mais contratadas.   

A empresa se posicionou sobre o assunto e emitiu um comunicado para a revista People. “Estamos sempre preocupados com o bem estar de nossas modelos e queremos continuar a dialogar com a Model Alliance e outros grupos para alcançar um progresso significativo na indústria”, disse um representante da grife.  

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