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LGBT / Relacionamento

Como fazer um relacionamento dar certo?

O escritor LGBTQIA+ Fernando Bertozzi deu dicas para manter um relacionamento LGBTQIA+

Máxima Digital Publicado em 10/05/2022, às 12h20

Como fazer um relacionamento dar certo? - Instagram
Como fazer um relacionamento dar certo? - Instagram

Fernanda Souza assumiu recentemente seu namoro com outra mulher. Após um casamento heterossexual com o cantor Thiaguinho, que também assumiu recentemente seu namoro com Carol Peixinho, a atriz mostrou que para o amor não importa o gênero e sim, o sentimento.

Mas em um meio de tanta discriminação, será que é fácil construir um relacionamento do zero? O escritor LGBTQIA+ Fernando Bertozzi, que lançou o livro “O irmão da minha amiga”, que conta a história de um jovem gay que passa por conflitos em relação a sua sexualidade em meio de um relacionamento conturbado com o irmão da sua melhor amiga, deu dicas para manter um relacionamento LGBTQIA+ .

Somos diferentes um do outro, será que vai dar certo?

"É necessário entender que são dois seres humanos diferentes, mas ao mesmo tempo precisam querer os mesmos objetivos na vida. Se um quer uma vida de balada, e o outro prefere ir ao cinema e tá tudo bem para os dois, ok. Mas se seu jeito o incomoda e você não quer mudar, não adianta porque uma hora pega fogo. Esse papo de “os opostos se atraem” nem sempre funciona. O diálogo é a base de tudo.", disse o autor.

Ele não é carinhoso comigo em público, será que não me ama?

"Andar de mãos dadas na rua pode ser algo ainda difícil no Brasil. Beijar em locais públicos, pior ainda. E mesmo que tenha lugares que LGBTs são aceitos, o preconceito e o medo ainda é muito grande. Se ele não quer grudar em público, não significa que ele não quer demonstrar o que sente, pode ser um medo que está dentro dele por conta do preconceito que vivemos ainda. Por isso é importante lugares para o público LGBT, pois assim podemos nos sentir à vontade e sem julgamentos.", pontuou ele.

Ele é muito ciumento, será que vai dar certo?

Fernando ponderou: "Ciúmes é bom, pois prova que a pessoa sente um carinho por você, mas não pode se tornar excessivo. Por exemplo, sentir ciúmes só porque você está conversando com outras pessoas, não é saudável. É necessária uma conversa sincera e expor o ponto de vista. Eu uso a teoria que 'ninguém é dono de ninguém', o ser humano é livre. É necessário ter respeito e confiança. Se não respeita e não confia, já era."

Na primeira briga, ele já ameaça terminar?

"Olha, falta maturidade na pessoa. Relacionamento é parceria, é querer dividir a vida com outra pessoa. Se toda briga, a pessoa começar ameaçar um término, é sinal que ela não entende o que é um relacionamento. É necessário conversar e expor os pontos de vista.", disse ele.

A família dele não aceita, e isso está afetando nossa relação.

"Nem sempre a realidade de um é a realidade do outro. Por esse motivo, muitos LGBT saem de casa cedo atrás de liberdade. Neste caso, é necessário os dois entenderem a situação um do outro. Ele pode ter passado por conflitos com a família no passado, e você precisa entender que seu tempo é diferente do dele. E claro, ele entende que isso está te prejudicando e querer avançar para que possam ser felizes juntos.", falou.

Cansado de levar chifre, ele nunca muda.

Fernando disse que solução é o término: "E nem vai mudar. Fim. Levou mais de dois chifres, ele não te merece. Se valoriza, gay!"

O boy quer uma relação aberta, o que faço?

"Você não tem que fazer nada que não queira. Neste caso, voltamos na resposta da primeira pergunta. 'É necessário entender que são dois seres humanos diferentes, mas ao mesmo tempo precisam querer os mesmos objetivos na vida.' Se uma relação aberta não dá pra você, conversem e fale o que sente. Mas há pessoas que conseguem viver dessa forma, e é super normal. Primeiramente, os dois precisam querer.", disse.

O relacionamento esfriou, o que faço?

"Olha, uma viagem às vezes dá certo. Mas nem sempre, dependendo da situação. Há um conflito na relação e você precisa descobrir qual é para tentar consertá-lo. Às vezes, você imagina algo dele e depois percebe que não é. Nós temos a mania de desenhar uma pessoa perfeita e depois com o convívio percebemos que não é aquilo que queríamos que fosse. Mas neste caso, dá jeito sim", pontuou.

Relacionamento a distância dá certo?

"Eu poderia dizer para você que não, mas queimei minha língua. Acho que neste caso, depende da disponibilidade de cada um. Uma hora, os dois teriam que se ver. Eu por exemplo, vivo um relacionamento onde meu namorado mora há aproximadamente 70km da minha casa. Agora, uma distância de um estado para o outro, já não sei. Depende de cada um, né.", comentou o escritor.

O boy namorava uma mulher e agora está comigo. Será que ele é realmente gay?

O autor disse: "Acorda, gay! Você acha que o B de LGBT é de Beyoncé? Existe bissexualidade, onde a pessoa sente atração por homens e mulheres. Por isso, se ele está com você é porque gosta de estar contigo. Amanhã ou depois, caso não dê certo a relação de vocês, ele pode namorar uma mulher e está tudo bem. Isso é a bissexualidade, poder amar ambos os sexos. Então, desprenda-se disso!"

Após as dicas, Fernando orientou: "Em meio de tanta discriminação, é possível sim manter uma relação gay. Embora a sociedade ainda coloque modelos de relacionamentos, o amor é muito mais importante do que rótulos e preconceitos. Por isso, vá fundo e seja feliz!".

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