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Museu Transgênero de História e Arte inaugura website e traz sua primeira exposição artística virtual

O MUTHA terá o maior acervo de artes trans do Brasil

Máxima Digital Publicado em 23/06/2021, às 10h57

Museu Transgênro de História e Arte inaugura website e traz sua primeira exposição artística virtual
Museu Transgênro de História e Arte inaugura website e traz sua primeira exposição artística virtual - Instagram

“Essa é a primeira organização trans de teias para memória no Brasil, o país que mais apaga essas existências e suas histórias do mundo, uma iniciativa que visa lutar contra injustiças epistêmicas, financeiras e sociais”, declarou Ian Habib, criador do Museu Trangênero de História e Arte – MUTHA, ao anunciar que o projeto ganhou seu website oficial. 

E as novidades não param por aí! O público poderá matar as saudades de curtir um momento ao lado da arte e continuar protegido.

Para inaugurar essa plataforma, o MUTHA ganhará sua primeira exposição artística virtual. 

Para acessar o site, é muito simples! Basta entrar em www.mutha.com.br e conferir todos os conteúdos disponíveis. 

SOBRE O PROJETO

A primeira exposição terá dois temas: Transespécie, que elabora fissuras em conceitos de espécie e de gênero, propondo criação de novos seres e mundos; e Transjardinagem, que utiliza a imagem da produção de jardins sobre paisagens em ruína como método na exploração de arquivos vivos para memória de existências que sempre viveram segundo catástrofes pandêmicas.

Serão visibilizados trabalhos artísticos de mais de 56 pessoas trans. São 25 pessoas, corpo e gênero diversos da Bahia. Além delas, a exposição visibiliza outras 23 pessoas convidadas, de corpo e gênero diversos de todo o país.

Em adição, o projeto curatorial contemplou 15 artistas em um processo de seleção, partindo de um incentivo às inscrições no nosso Arquivo Artístico de Dados. Finalizando, mais 6 artistas compõem uma seção denominada Conexões Globais, destinada a pessoas de outros países vivendo no Brasil e pessoas do Brasil vivendo em outros países.

Ela engloba todas as cinco regiões brasileiras e também conexões com mais seis países em quatro continentes; abarca zonas litorâneas, urbanas e rurais; valoriza a produção de vivências negras, amazônidas, indígenas, imigrantes, emigrantes, com deficiência e em diversas faixas etárias e classes sociais; leva em consideração todos os aspectos de precarização que permeiam os modos de criação dessas existências; abrange todas as identidades de gênero não-cisgêneras; alcança todas as linguagens artísticas: artes cênicas, dança, audiovisual, artes visuais, beleza, moda, literatura, artesanato, body art, dentre outras.

A exposição objetiva fortalece redes de empregabilidade cultural, visibilidade e mútua colaboração; alargar o mercado de trabalho para a população trans, com formação de ferramentas difusoras de criações, composição de publicações, venda de obras artísticas e organização de redes para produção e resgate histórico; formar arquivos trans para memória, que ainda não existem no Brasil.

SOBRE O MUTHA

O MUTHA foi criado e é produzido pelo pesquisador, artista e autor trans Ian Habib, e é um espaço nacional e virtual pensado como uma obra artística e como uma série de tecnologias transformacionais de construção de arquivos para memória e empregabilidade cultural trans brasileira.

O Museu Transgênero de História e Arte é um museu transformacional, ou seja, continuamente em transformação, que objetiva criar incentivos, ferramentas e alternativas à produção de dados sobre violências cotidianas às vivências transgêneras no Brasil, pretendendo sugerir caminhos artísticos, educativos, políticos e sociais alternativos; resgatar memórias e investir em (re)escritas históricas de processos que foram apagados desde o período colonial, suprimidos pela ditadura brasileira em outras configurações e perduram como tentativas de extermínio até os tempos atuais; investir na criação de um arquivo brasileiro sobre História e Arte transgênera; valorizar memórias e produções artísticas dessas existências, que não são ainda reconhecidas e visibilizados em espaços de produção cultural; discutir epistemologias corpo e gênero diversas nas artes; fomentar novos modos de vida em paisagens em ruína; celebrar a imaginação; destruir, por vezes, o que for preciso; produzir eventos e suportes para debates sobre diversidade de gênero e suas interseccionalidades, como processos étnico-raciais,

 

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