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LGBT / AVANÇO

Presa nua pela luta 'Não binarie', Indianarae Siqueira comemora o reconhecimento civil e prepara filme

Indianarae Siqueira celebrou o reconhecimento civil ‘não binárie’

Máxima Digital Publicado em 07/02/2022, às 14h40

Presa nua pela luta 'Não binarie', Indianarae Siqueira comemora o reconhecimento civil e prepara filme - Divulgação
Presa nua pela luta 'Não binarie', Indianarae Siqueira comemora o reconhecimento civil e prepara filme - Divulgação

A ativista TransVestiGenere como se intitula Indianarae Siqueira, líder da CasaNem, comemora o reconhecimento civil ‘não binárie’. Ela, que foi detida e presa pela luta da causa, fala da produção do filme Em Nosso Nome que conta a história da luta de travestis , trans e ‘não bináries’ no país.

O filme contará sobre a luta de transvestigeneres no início dos anos 90 pelo uso do nome social. Em 1995, Indianarae teve os seios expostos por Jovana Baby em cima do trio da primeira parada LGBTQIA+ em Copacabana. O filme vai ser lançado no dia do orgulho LGBTQIA+, celebrado no dia 28 de Junho.

No mesmo ano ela fundou e passou a presidir o Grupo Filadélfia de Travestis e Liberados, passando a brigar oficialmente pela causa. Foi algemada a um poste em protesto e sofreu ameaças ao ponto de precisar deixar a cidade de Santos -SP e o Brasil em 1998.

Em 2010, em uma audiência pública na ALERJ sobre as agressões na parada LGBTQIA+ de Copacabana, o deputado Carlos Minc pediu atenção ao assunto depois dos questionamentos de Indianarae sobre falta de nome social no RJ . A reivindicação tornou-se um decreto de “Nome Social” no Rio de Janeiro.

Agora, com a não marcação de gênero nos documentos, os pais não são mais obrigados a declarar gênero as crianças nascidas no Brasil. O que abre caminho de inclusão para as pessoas intersexo uma das alegações de Indianarae que comemora mais esse marco na luta pelos direitos LGBTQIA+.

"O movimento está lutando há 3 décadas pelo reconhecimento social das pessoas transexuais, travestis, não bináries e intersexo; as mais esquecidas da comunidade LGBTQIA+. Estivemos na linha de frente da luta pelos direitos LGBTQIA+ levando porrada na cara e sofrendo ameaças", disse Indianarae, umas das pioneiras da manifestação a favor do reconhecimento por lei e direito.

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