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Ajude seu filho a lidar com grandes mudanças

Novas situações deixam as crianças ansiosas e, muitas vezes, inseguras. Saiba como ajudar os pequenos a passar por momentos de transformação com tranquilidade

Máxima Digital Publicado em 13/04/2015, às 15h45 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

mae e filho maxima
mae e filho maxima - Shutterstock
Dizem que as crianças têm uma capacidade enorme de adaptação. “Até os 3 anos elas lidam mais facilmente com as adversidades, como a perda de alguém ou a troca de escola, e se acomodam melhor do que pensamos. O que muitas vezes atrapalha essa adaptação são os pais, que não sabem lidar com as angústias dos filhos e com as suas próprias emoções”, diz Ana Paula Magosso Cavaggioni, psicóloga da Clia Psicologia, Saúde e Educação (SP). Isso sem falar dos pais superprotetores, que fazem de tudo para poupar os fi lhos de vivências desfavoráveis. Segundo especialistas, o ideal é que a criança resolva sozinha a questão. “A infância é uma fase muito dinâmica. Mudanças acontecem o tempo todo, graças ao crescimento e desenvolvimento dos pequenos. A criança já está acostumada com esse cenário, no qual tem que se adaptar constantemente”, defende Katia Mendes, especialista em psicanálise infantil (RJ). 

Conversa aberta 
Alguma novidade está por vir? Antes que ela se instale, explique claramente para o seu filho o que vai acontecer. “Esclareça de forma que ele entenda o motivo, bem como o impacto que isso terá na vida familiar. É bom ressaltar sempre os aspectos positivos da situação para minimizar a ansiedade e possibilitar a construção de uma perspectiva mais otimista”, ensina Ana Paula. Procure explicar tudo de modo simples e objetivo, respondendo com sinceridade. Demonstre compreensão quanto às reações e dúvidas. Para algumas crianças, a variação na rotina é encarada com mais naturalidade, pois elas vivenciam, no dia a dia, experiências construtivas. Um exemplo são as que estudam em escolas que fazem um rodízio anual de turmas. Os experts em educação dizem que, quando os alunos estudam juntos por anos, os grupos que se formam ficam fechados e as panelinhas predominam. As crianças assumem papéis que acabam se tornando permanentes e marcantes. Quando as turmas são desfeitas a cada ano, o fato gera tristeza e insegurança no início, no entanto, possibilita descobertas por parte do aluno, como novas amizades e a adoção de um outro perfil. 

Muitas emoções 
Mas o que fazer quando os filhos não aceitam a mudança? Em primeiro lugar, seja compreensiva. “Evite críticas, broncas e atitudes rígidas”, alerta Katia. “A recusa pode ser um sinal de que a criança não desenvolveu estratégias para lidar com o diferente e, assim, tende a permanecer naquilo que é familiar. É como se ela acreditasse que é incapaz de conseguir dar conta do que a espera”, esclarece Ana Paula. Por isso, os pais precisam afirmar que o filho tem condições de administrar a nova situação, sim! O correto é reconhecer a angústia e cuidar do sofrimento que ele está sentindo, mostrando caminhos para enfrentar o novo. É necessário ajudar a diferenciar pensamentos realistas de fantasiosos, que acabam surgindo com a ansiedade. Mesmo com todos os cuidados, pai e mãe necessitam ainda ficar atentos à intensidade da recusa. Se for muito forte, pode sinalizar dificuldades relacionadas à autoestima e maturidade psíquica — daí é o caso de procurar ajuda profissional.

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