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Anitta, Lexa, Valesca e Luísa Sonza rebatem fala de Rick Bonadio sobre vergonha de ter funk no Grammy

Produtor musical criticou Cardi B por usar trecho de música do DJ Pedro Sampaio durante apresentação no evento

Máxima Digital Publicado em 15/03/2021, às 15h05

Anitta, Lexa, Valesca e Luísa Sonza rebatem fala de Rick Bonadio sobre ter vergonha do funk no Grammy 2021
Anitta, Lexa, Valesca e Luísa Sonza rebatem fala de Rick Bonadio sobre ter vergonha do funk no Grammy 2021 - Reprodução/ Instagram

No último domingo, 14, Cardi B  fez uma apresentação no Grammy 2021 tocando a versão remix de 'WAP', produzida pelo DJ Pedro Sampaio. Rapidamente, o público ficou empolgado com o funk sendo tocado para o mundo inteiro. Vale lembrar o quanto o ritmo é marginalizado.

Contudo, nem todo mundo gostou. Foi o caso de Rick Bonadio. O produtor musical, recebeu mensagens de celebridades que não gostaram nada de sua opinião. Ele  disse que o Brasil precisa "exportar música boa", desmerecendo o funk como cultura popular brasileira.

"Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse "fica de quatro", escreveu o produtor, que recebeu uma resposta de Anitta e muitos outros artistas.

A cantora deu a melhor respostas ao produtor convidando ele a fazer o que ela fez: criar música, exportar para o mundo e fazer sucesso. "Escolhe um ritmo brasileiro à sua altura, faz uma música e exporta pro mundo. É facinho e rápido. E de uma hora para outra, claro, não dá pra começar com míseros segundos no Grammy. Quando você chegar lá, a gente comemora com você", disparou.

Em seguida, ela explicou que ele deveria fazer isso sozinho, sem pegar carona em sucesso de colegas da música ou com parcerias no projeto. "Não vale chamar um amiguinho pra unir forças e nem comemorar quando tem vitória de outro amiguinho. Aí, você conseguindo, eu vou faço uma campanha pra deixarem de ser meus fãs e serem seu", escreveu.

A cantora aproveitou para compar o funk com a bossa nova por surgir no Rio de Janeiro e não serem bem recebidos por quem se considera especialista da música. O discurso sobre o funk, por vezes, é extremamente elitista.

A cantora afirmou que as falas de Bonadio repetem a história. "2021? Não! Apenas um dos milhares de comentários pejorativos dos "entendedores" de cultura na época em que a grande Bossa Nova foi lançada. Será que já vi esse filme? Estudei, então já vi", escreveu.

Por fim, Anitta disse que o "nível" das músicas dizem respeito ao acesso à educação e que esse direito deve ser assegurado pelo Estado, não pela música. "Mesma batida? Você deve ter parado de pesquisar desde seu último álbum de sucesso. Mesmas letras? Aceito. Porém infelizmente cada um canta uma letra compatível com o nível educacional e cultural que lhe é oferecido. Nesse caso, pelo governo brasileiro para com suas comunidades", concluiu. 

Outras funkeiras também pediram mais respeito ao ritmo.

Valesca Popozuda, Lexa e Luísa Sonza também rebateram os comentários de Rick.

Uma das primeiras cantora e que levou o funk carioca para muitos locais do Brasil, Valesca afirmou que é preciso respeitar o ritmo, mesmo não gostando dele. "Dá pra aceitar sim, dá pra respeitar e dá pra você ignorar o ritmo, mas você escolheu 'criticar' e 'ofender'. Sim eu me ofendi, eu canto funk e proibidão mas eu gero empregos, pago imposto e mantenho a comida na minha casa com letras do proibidão", disparou.

Quem também falou foi a Lexa. A funkeira disse que desmerecer seu trabalho na música é desrespeitoso. Ela exigiu respeito ao movimento por parte do produtor. "O funk evoluiu e cresceu tanto que estava no Grammy ontem. É preciso respeitar nosso movimento. Tenho respeito pelo seu trabalho e esperamos o mesmo respeito. O funk é cultura, é música e está quebrando barreiras sim", pediu.

Sonza falou que Rick é 'ultrapassado' e que deveria estudar mais. "Ai não gnt, ngm merece EM 2021 ver produtor ultrapassado falando mal de funk NO GRAMMY", disse.
"Pensamento elitista, preconceituoso e burro. Eu estudei muito e conheço muito de música e é só por isso que digo com tranquilidade que o funk vai ser o maior ritmo brasileiro reconhecido em todo o mundo. Nunca visto antes aqui no Brasil. Quer vcs, “elite musical” queiram ou não.", finalizou.
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