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BBB20: Após ser eliminado, Felipe Prior é acusado de estupro, diz revista

A revista Marie Claire divulgou os depoimentos das três vítimas que acusaram o ex-BBB

Máxima Digital Publicado em 03/04/2020, às 17h42 - Atualizado às 19h56

Após ser eliminado, Felipe Prior é acusada de estupro, diz revista
Após ser eliminado, Felipe Prior é acusada de estupro, diz revista - Instagram

Nesta sexta-feira, 3, a web ficou chocada após a revista Marie Claire divulgar uma investigação contra Felipe Prior. O veículo teve acesso exclusivo a um documento que acusa formalmente o ex-BBB de estuprar mulheres.

Três vítimas denunciaram o arquiteto neste ano e compartilharam relatos com a revista sobre os episódios criminosos que aconteceram nos anos de 2014 e 2018, no InterFAU (jogos universitários entre alunos de Arquitetura e Urbanismo de algumas universidades).

O primeiro caso teria acontecido em 2014 quando duas amigas teriam aceitado uma carona de Prior ao final do evento "pré-InterFAU". Segundo o relato, as duas estavam bastante alteradas após terem consumido bebida alcóolica. Ao deixar a primeira passageira em casa, Felipe teria parado o carro na rua, desligado o motor e se lançado sobre Themis (por proteção, pseudônimo dado a vítima).

Segundo depoimento, o ex-BBB teria tirado a roupa de Themis, e mesmo depois da vítima deixar claro que não queria ter relações, ele teria sido agressivo e forçado o ato estuprando-a. Devido a penetração forçada, Themis teve sangramento e começou a chorar por conta da dor, o que fez Prior parar. Após ver a quantidade de sangue, o arquiteto perguntou se ela não queria ir ao médico, mas Themis negou e disse que queria ir para casa.

Após ser deixada em casa, a vítima foi levada ao hospital pela mãe e segundo o documento médico ela possuía "um corte de cerca de três dedos de comprimento na região genital, profundo o suficiente para chegar até o músculo". Além disso, Themis precisou vestir uma fralda geriátrica para conter o sangramento e passou a vivenciar crises de pânico após o ocorrido. Ainda assim, a vítima não quis relatar o motivo da lesão na hora.

"Tudo para mim se resume a uma grande agonia no peito. Simplesmente coloquei a violência que sofri debaixo do tapete por seis anos. Achei que não lidando com ela, sumiria em mim. Atrasei dois anos da minha faculdade por causa do estupro. Tranquei todas as matérias do curso porque vê-lo todos dias era torturante. Ele é um cara impulsivo, agressivo. O que mostrou no BBB não chega perto do que é na vida real. Tenho medo do que pode fazer, mesmo diante de uma acusação formal, com advogada e tudo. Mas não posso mais guardar esse mal para mim”, relatou Themis à Marie Claire.

O segundo caso foi uma tentativa de estupro que teria acontecido em 2016, durante os jogos universitários. Segundo relato de Freya (também pseudônimo), Prior a persuadiu a entrar em sua barra para terem relações sexuais, mas ao perceber que o rapaz estava sem preservativo, negou o sexo. Ainda assim, o arquiteto teria usado força física para consumar o ato, mas Freya o empurrou usando os braços e pernas e conseguiu fugir.

"Quando começou o BBB, vi um tuíte de uma garota que dizia que o Felipe tinha fama de assediador no Mackenzie. Foi quando entendi que a violência que sofri não era única. Mandei uma mensagem para garota e disse a ela que se aparecessem mais vítimas, me manifestaria. Dessa forma encontrei Themis, que me contou que além do estupro, tinha um boletim médico comprovando a laceração em seu genital", contou Freya a revista.

O último caso aconteceu em 2018, também nos jogos da InterFAU, quando Prior teria estuprado Ísis (também pseudônimo). Segundo depoimento da jovem, o ex-BBB insistiu para que ela entrsse em sua barraca onde inciaram relações sexuais até então consentida. Ao perceber que Felipe estava agindo de maneira agressiva, Ísis pediu para ele parar, mas o pedido não foi consentido. O documento revela que Prior teria desferido tapas no rosto e por todo o corpo de Ísis, mesmo depois de ela dizer que estava sentindo dor e por diversas vezes avisar que queria interromper o ato.

A vítima relatou que chegou a chorar e que ele dizia repetidas vezes que não a deixaria sair. Prior teria colocado a Ísis deitada de barriga para baixo e se posto sobre seu corpo, de forma que ficasse imobilizada no chão. Naquela noite, duas testemunhas que estavam na barraca ao lado contaram que ouviram a vítima chorar e pedir para que Prior parasse. "Uma voz feminina chorando. A voz dizia 'Para, tá me machucando' e continuava chorando", contou uma das vítimas no documento de acusação. 

"As meninas que moram comigo gostam de assistir BBB. Imagina ter que ver a cara dele todo dia?  Mas ao mesmo tempo foi importante para que eu pensasse no passado. Eu achava que ia superar através do esquecimento. E vê-lo na TV me despertou muitos gatilhos e medo de me relacionar com homens", disse ísis à Marie Claire.

 

 

 

 

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