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Alerta: Febre amarela em São Paulo

Um macaco encontrado morto, infectado com o vírus da doença, deixou a cidade em alerta. Veja tudo o que você precisa saber para identificar e prevenir a contaminação

Diane Neubüser Publicado em 01/11/2017, às 10h22 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

Vírus da Febre Amarela é identificado na cidade de São Paulo
Vírus da Febre Amarela é identificado na cidade de São Paulo - Shutterstock

O vírus da febre amarela, que não era identificado no estado de São Paulo desde 1942, foi encontrado em um macaco morto do Horto Florestal, parque da zona norte da capital. Apesar de não haver motivo para pânico, a cidade entrou em estado de alerta. Tire suas dúvidas sobre a doença com as respostas da infectologista Rosana Richtmann, do Hospital e Maternidade Santa Joana:

Como a doença é transmitida?

Por meio da picada dos mosquitos Haemagogus, Sabethes ou Aedes Aegypti (o mesmo da dengue, do zyca vírus e da chikungunya). Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

Qual é a melhor forma de prevenção?

A principal medida preventiva é a imunização por meio da vacinação, que é altamente eficaz.

Quais são os sintomas provocados pela febre amarela?

Febre alta de início súbito, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. Apesar de menos frequente, a forma mais grave da doença pode causar cansaço intenso, insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados) e hemorragias, podendo levar a morte.

Qual é o tratamento para a doença?

Ainda não existe um medicamento que atue diretamente no vírus, por isso, o paciente diagnosticado deve ser hospitalizado para tratar os sintomas com reposição de líquidos e monitoramento da atividade hepática e renal.

Quem deve tomar a vacina na cidade de São Paulo?

Nesse primeiro momento, a atenção está voltada para a população da Zona Norte da cidade, onde há maior possibilidade de contato com os mosquitos que transmitem a doença. As ações de prevenção devem ser aumentadas progressivamente ao longo dos próximos meses.

Existe alguma restrição?

Por se tratar de uma vacina de vírus vivo atenuado, existe um risco de complicações em pacientes mais vulneráveis. Fazem parte desse grupo:

  • Gestantes
  • Mães que amamentam bebes com menos de 6 meses de idade (pois existe risco de transmitir o vírus pelo leite)
  • Bebês com menos de 9 meses
  • Pessoas imunodeprimidas em razão de doença ou tratamento (quimioterapia, radioterapia, por exemplo)
  • Alérgicos à proteína do ovo

De que forma as gestantes e demais pacientes vulneráveis podem se proteger?

Como primeira medida de segurança, esse grupo deve evitar as áreas de mata da cidade, especialmente a região do Horto Florestal. Caso isso não seja possível, existem algumas outras formas de se proteger:

  • Optar por roupas claras, pois cores vibrantes atraem o mosquito;
  • Usar manga comprida e calça comprida, cobrindo principalmente as pernas e os pés (pois os mosquitos costumam voar baixo);
  • Evitar o uso de perfumes – esse é outro fator que pode atrair os insetos;
  • Usar repelente diariamente 
  • No caso de bebês com menos de dois meses, quando o uso de repelente não é indicado, a recomendação é usar um mosquiteiro em volta do berço e manter o ambiente fechado e fresco;

Quem já é vacinado precisa repetir a dose?

Não é necessário. Segundo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil adotamos a dose única da vacina.

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