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Diástase

O afastamento dos músculos do abdômen atinge cerca de 30% das mulheres gestantes (entre elas, famosas como Giovanna Antonelli, Sandy e Thaís Fersoza). Saiba como conseguir o diagnóstico e como é feito o tratamento

Diane Neubuser Publicado em 17/06/2017, às 10h23 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

Giovanna Antonelli, Sandy e Taís Fersoza tiveram diástase durante a gravidez
Giovanna Antonelli, Sandy e Taís Fersoza tiveram diástase durante a gravidez - Fotos Reprodução Instagram

O afastamento dos músculos da parede abdominal causa uma espécie de vão tornando a barriga mais protuberante e diminuindo as curvas da mulher. “Na maioria das vezes, a diástase tem início ainda durante a gestação, embora seja mais notável imediatamente após o parto. E, apesar de a separação entre os músculos começar a diminuir nos meses que se seguem ao nascimento do bebê, alguns centímetros de separação podem ainda estar presentes por muito mais tempo”, explica o cirurgião plástico Regis Ramos.

Uma das principais causas da diástase abdominal é a falta de fortalecimento dos músculos abdominais. "Outras causas são múltiplas gestações, idade superior a 35 anos, já ter dado à luz a um bebê com peso acima da média e gestação de gêmeos”, afirma o especialista. O cirurgião plástico ressalta que a diástase não é um problema somente estético. “Ele costuma causar dores na região lombar e nas nádegas e o surgimento de uma protuberância no meio do abdômen quando se faz algum tipo de esforço como tossir, sentar ou levantar”.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito através do ultrassom da parede abdominal, mas é possível descobrir o problema deitando-se no chão, flexionando o tronco levemente até ficar em um ângulo de 45 graus. “Quando estiver nessa posição, passe a mão sobre o abdômen e verifique a presença de um pequeno espaço separando os dois lados da musculatura abdominal. Um espaçamento de um a dois dedos pode ser considerado normal e muito provavelmente retornará ao padrão pré-gravidez com alguns exercícios específicos. Já uma distância de três a quatro dedos entre os músculos pode ser indicativa de diástase abdominal mais severa, situação que irá necessitar de uma atenção especial”, afirma Dr. Regis Ramos.

Se após seis meses de atividade física o problema persistir, é indicada a reparação do tecido muscular com a abdominoplastia. A cirurgia consiste em um corte transversal no abdome inferior (como se fosse uma cesariana) para realizar o descolamento do tecido até o nível do umbigo a fim de aproximar os músculos um do outro novamente. A cirurgia é indicada a partir de seis meses após o parto.