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Saúde e Bem Estar / Atividade física e endometriose

Entenda o porquê praticar atividades físicas é importante para evitar casos de endometriose

O ortopedista Nemi Sabeh Jr. e o ginecologista Mauricio Abrão explicaram a relação dos dois

Máxima Digital Publicado em 02/01/2022, às 16h00

Entenda o porquê praticar atividades físicas é importante para evitar casos de endometriose - Freepik
Entenda o porquê praticar atividades físicas é importante para evitar casos de endometriose - Freepik

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cerca de 150 minutos semanais de atividade física leve ou moderada (cerca de 20 minutos por dia) ou, pelo menos, 75 minutos de atividade física de maior intensidade por semana (cerca de 10 minutos por dia).

"O sedentarismo faz aumentar dores, piora a postura e as pessoas podem ter mais problemas de saúde", esclareceu o cirurgião ortopedista Nemi Sabeh Jr., coordenador médico das Seleções Femininas de Futebol.

A necessidade de se movimentar para manter o corpo com baixa quantidade de gordura e forte é importante para a saúde do envelhecimento de todos.

"Podemos mudar algumas coisas em nossas vidas, outras, não, como o envelhecimento e a hereditariedade. Por isso, invista em atividade física", afirmou o especialista, que é idealizador da On, centro integrado de evolução corporal.

Esse movimento também é importante para melhorar os sintomas da endometriose, considerada pela OMS, em maio de 2021, um problema de saúde pública, já que interfere na qualidade de vida da mulher por conta das dores incapacitantes que provoca e da infertilidade. Somente em 2019, 11.790 brasileiras precisaram de internação por causa da endometriose, sendo que 7 milhões de brasileiras sofrem com o problema.

O estrogênio pode alimentar o crescimento da endometriose e aumentar os sintomas. Então, algumas maneiras de minimizar esse hormônio é utilizando método anticoncepcional, perdendo peso (se estiver acima) e praticar atividade física.

"E a atividade aeróbica libera endorfina e, por seu efeito vasodilatador e analgésico, diminui os níveis de estrogênio desacelerando o crescimento dos focos de endometriose", revelou o ginecologista Mauricio Abrão, professor de Ginecologia da FMUSP, vice-presidente da Associação Americana de Ginecologia Laparoscópica (AAGL) - primeiro médico de fora dos EUA a assumir a posição global - e Coordenador do Setor de Ginecologia Avançada da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Aliás, o ginecologista é o idealizador da nova classificação da endometriose. Até este ano era utilizada a denominação da Sociedade Americana de Reprodução Humana (ASRM), mas era incompleta para os tipos de lesões encontradas em procedimentos cirúrgicos.

"Elaboramos um questionário com perguntas para graduar com diferentes notas a complexidade de cada sítio da pelve envolvido na endometriose. Isso foi passado para especialistas na doença, como médicos da Harvard Medical School, Mayo Clinic, Cleveland Clinic, Université de Paris, Universitat de Barcelona, Stanford University", relembrou Mauricio Abrão.

O especialista concluiu: "A tabela foi preenchida com pontos com relação ao tamanho de cada lesão em cada órgão da cavidade abdominal que está acometido pela doença, tais como lesões que comprometem os ovários, intestinos, bexiga, ureter, entre outros. São pontos anatômicos que vão predizer a complexidade cirúrgica, se é maior ou menor. Disso, surgiu uma nova forma de classificação e com os recursos de imagem, especialmente ultrassom de preparo intestinal, que consegue no período pré-operatório estimar o estágio da doença, vai facilitar muito o trabalho sobre as expectativas e extensão do procedimento para a paciente".

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