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Saúde e Bem Estar / Semana da saúde mental e física

MÊS DA MULHER: Síndrome da feiura imaginária; conheça a Disformia Corporal, seus sintomas e como tratá-la

A Dr. Daniela Generoso, psicóloga clínica, explica o distúrbio que faz seus portadores enxergarem sua imagem de forma retorcida e repleta de defeitos

MÁXIMA DIGITAL Publicado em 02/03/2021, às 12h48

Transtorno Disfórmico Corporal - FreePik
Transtorno Disfórmico Corporal - FreePik

Você sabe o que é Transtorno Dismórfico Corporal? Também conhecida como Disformia, esse transtorno, a síndrome da feiura imaginária, faz com que a pessoa se veja de forma distorcida, não enxergando sua forma física como ela realmente é. 

Nesta primeira semana do MÊS DAS MULHERES na Máxima Digital, decidimos explicar sobre esse distúrbio que acomete seus portadores que dão importância exagerada a defeitos pequenos que, apesar de imperceptíveis para outras pessoas, se manifestam de maneira intensa aos seus olhos. 

De acordo com a Psicóloga Clínica, Daniela Generoso, esse transtorno começa a se manifestar ainda na adolescência. “Podendo ser de forma repentina ou até mesmo gradativamente, pode também estar associado a um transtorno de personalidade”, afirma a especialista. 

“Alerta para pais: o adolescente passa horas diante de um espelho, mudança de comportamento ficando mais isolado, deixa de se alimentar, se compara o tempo todo e pede constantemente para mudar algo na aparência é necessária uma atenção maior”, explica. 

Apesar da possibilidade de surgimento na fase jovem, a Disformia pode ainda dar sinais na vida adulta a partir de algum gatilho emocional como um trauma ou bullying.

Sobre os sintomas, a doutora Daniela aponta sobre sinais de cautela. “O indivíduo se preocupa sem controle com sua aparência de forma geral e muitas vezes deixam de se relacionar ou fazer algo porque tem vergonha do próprio corpo. Gastam horas em seus cuidados pessoais para ‘ficarem mais bonitos’”, relata ela, que completa dizendo que a “ansiedade e depressão também podem ser sintomas.”. 

É possível tratar essa síndrome, porém com auxílio e acompanhamento médico. “Com ajuda de um psiquiatra, em que ele prescreve uso de antidepressivos e terapia, buscando o verdadeiro contato consigo mesmo, entendendo gatilhos e identidade”, conta a especialista. 

As redes sociais e a ditadura de uma perfeição irreal podem ser pontos de partida para o desenvolvimento deste transtorno. A Dr. Daniela, inclusive, acredita que os filtros tão utilizados online podem potencializar crises. “É uma ferramenta utilizada para ‘esconder os defeitos’. As pessoas estão cada vez mais procurando estar dentro de um padrão tido como o ideal e com os filtros elas conseguem esconder”, lamenta. 

COMO IDENTIFICAR A TDC

A avaliação é feita por um psicólogo ou psiquiatra onde são analisados os seguintes comportamentos, alerta a psicóloga: 

1) compulsão alimentar

2) preocupação excessiva com o corpo

3) deixar de se alimentar

4) não mede esforços ou consequências para atingir o padrão de beleza imaginário.


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