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Saúde e Bem Estar / Mês das Mães

MÊS DAS MÃES: Mix de sentimentos! Psicóloga explica sobre a dificuldade das mães em retornarem ao mercado de trabalho

Samantha Nobre comentou sobre todas as emoções que as mães passam nesse momento

Gabriele Salyna Publicado em 17/05/2021, às 16h29

MÊS DAS MÃES: Psicóloga explica sobre a dificuldade das mães em retornarem ao mercado de trabalho - Freepik
MÊS DAS MÃES: Psicóloga explica sobre a dificuldade das mães em retornarem ao mercado de trabalho - Freepik

Ser mãe já é um constante mix de sentimentos. Quando o assunto é retornar ao mercado de trabalho, eles se intensificam. 

Culpa, vontade, preocupação e muito mais. Tudo passa pela cabeça materna nesse momento. 

Conversamos com Samantha Nobre, psicóloga do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, para entendermos melhor o que se passa na cabeça das mamães que estão nessa situação.

Culpa é um dos principais sentimentos presentes nesse momento. A psicóloga falou sobre como lidar com ela: "Se conscientizando que seu filho estará seguindo a rotina dele enquanto você trabalha e principalmente que não importa o tempo que você fica com seu filho, mas a qualidade do tempo. Por exemplo, muitas vezes a mãe não trabalha, mas cuida o dia inteiro da casa e a criança apenas assiste Tv, essa mãe não teve qualidade de tempo com o filho e muitas vezes a mãe que trabalha quando chega, senta no chão, brinca, dá comida, dá banho, conta história e coloca para dormir, muitas vezes essa mãe teve mais qualidade do tempo, do que a outra que apesar de estar o tempo todo em casa não interagiu com a criança.".

A família ocupa um papel importante nessa situação. Samantha comentou sobre como a mulher pode conversar sobre o assunto. 

"Atualmente muitas famílias não têm a opção da mulher não voltar ao trabalho, após o nascimento do bebê, devido questões sociais/econômicas. E mesmo quando há possibilidade de escolha e a mulher opta por voltar ao trabalho, acredito que seja importante comunicar a família das suas necessidades, desejos e sonhos e principalmente que a família apoie e dê suporte para a mulher. As mulheres atualmente enfrentam, duas, três ou mais jornadas de trabalho, o bebe demanda muito fisicamente e emocionalmente da mãe é muito importante que a mulher tenha uma rede de apoio, para que não se sinta tão sobrecarregada e não desenvolva sintomas de ansiedade, frustração, exaustão, tristeza e culpa.", declarou. 

Preciso voltar e agora? "Encare como um processo natural, de forma leve e que terá benefícios para você, seu filho, sua família de uma maneira geral. A criança terá orgulho de você, e você ensinará para seu filho a importância do trabalho. É importante que a mulher tenha sua própria rotina, lembre-se que seu filho irá crescer e terá uma rotina, onde não dependerá tanto de você, que isso faz parte do processo de evolução natural do ser humano. E reforço lembre-se também que o importante é a qualidade do tempo que você oferece ao seu filho. A culpa faz parte do processo, mas não deixe que ela te domine, entenda que não tem como dar conta de tudo, agora as coisas são diferentes, a rotina mudou, não se cobre muito, faça seu melhor e entenda que isso é o suficiente, peça ajuda e aceite ajuda.", auxiliou a psicóloga. 

O mercado de trabalho está pronto para receber essas mulheres? A especialista explicou: "Infelizmente o mercado de trabalho cobra a produtividade, algumas empresas são um pouco mais flexíveis, por esse motivo é importante que a mulher tenha uma rede de apoio, que a deixe trabalhar tranquila, sabendo que o filho está seguro, protegido. Para as que precisam deixar o filho em escolas e creches, a dica que dou é: pesquise antes, peça referência, vá conhecer, para que você possa deixar seu filho e ficar tranquila.".

A psicóloga também orientou como pode ser a conversa com os filhos, caso eles sejam maiores e entendam sobre a situação.

"Se os filhos são maiores, faça com eles a analogia da escola, que assim como eles estudam, a mamãe trabalha, e que eles estarão juntos mais tarde. Crianças com dificuldade em se separar da mãe, a dica que dou é: faça um desenho na palma da mão da criança e diga que estará com ela, que sempre que sentir saudade pode olhar o desenho, ou pode também colocar algum objeto pequeno do bolso da criança para que ela sinta a mãe mais perto. Lembre-se que tudo é um processo de adaptação, as primeiras semanas/o primeiro mês é o mais difícil, aos poucos a rotina vai se estabelecendo e todos ficarão felizes.", orientou Samantha. 

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