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Como evitar que seu cachorro puxe a coleira durante o passeio

Algumas dicas tornam esse momento mais proveitoso e tranquilo. Coloque-as em prática

Redação Publicado em 09/02/2017, às 13h00 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

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O dono deve mostrar ao cão que está no comando da situação - Shutterstock
O dono deve mostrar ao cão que está no comando da situação - Shutterstock

Não é raro observar nas ruas aquela cena clássica do cão que “leva” o dono para passear, tamanha a frequência e força com que puxa a guia. E esse hábito é uma das maiores reclamações dos donos de cães. A boa notícia, no entanto, é que é possível revertê-lo. “Antes de mais nada, é fundamental que o dono mostre ao cão quem é o líder, quem está no comando. O dono que leva o cão para passear deve conduzir o trajeto, não o contrário", explica Cleber Santos, adestrador e especialista em comportamento animal da ComportPet (SP).

Confira as dicas do expert:

  • Escolher bem a coleira. Existem vários modelos disponíveis e nem todos são adequados para todos os cães. “A coleira mais tradicional é a de pescoço, para a qual não costuma haver restrição de porte e raça. No entanto, é preciso tomar cuidado ao colocá-la para que não enforque o animal, e ao mesmo tempo não fique folgada o suficiente que o cão possa escapar”, explica. Outro tipo é a coleira peitoral e, segundo o especialista, ela não é indicada para cães que tendem a puxar o dono. "Nessa coleira, não há nenhum controle sobre a cabeça do animal e isso facilita que ele puxe mais ainda o dono. Em geral, são mais indicadas para cães de pequeno porte, que não têm a força física suficiente para deslocar o dono”, explica.Segundo ele, há ainda o enforcador, também chamada de coleira de obediência. “Pode ser uma opção para os cães de grande porte que puxam, pois uma vez que a coleira é tensionada causa um desconforto no animal, sem machucá-lo. No entanto, ele alerta que é preciso usá-la com cuidado e critério, para não haver risco de causar lesão. “Não sou a favor de seu uso constante. Ela só deve ser usada temporariamente e apenas com o acompanhamento de um especialista”, diz.
  • Mudar de direção.  O dono deve caminhar normalmente, incentivando o cão a passear ao seu lado. Se o pet acompanhar a caminhada sem puxar a guia, o tutor segue andando normalmente, recompensando-o com carinho ou petiscos durante o trajeto. Se o cão começar a puxar a guia, o condutor deve mudar de direção imediatamente, fazendo uma volta de 180 graus no sentido oposto. "Essa mudança impedirá que o cão chegue aonde deseja, consequentemente evitando que arraste o dono pela guia. Com o tempo, o animal vai aprender que, a cada vez que ele puxa a guia, o passeio muda de direção", explica Cleber.
  • Parar de caminhar. A cada vez que o cachorro puxar, o dono deve parar de caminhar e ficar parado. Não importa o quão forte o cão puxe, não deixe que ele siga na direção que quer. “Se o cachorro puxar e o tutor seguí-lo, ele aprenderá que puxar é uma maneira eficaz de ir a algum lugar, e passará a se sentir o líder”, justifica.
  • Usar o método da guia solta. A cada vez que o cão puxar, o dono deve parar de andar, aguardar a guia ficar folgada novamente e dar uma recompensa. "O importante é não puxar a guia de volta, o que é a resposta natural", comenta o especialista. Segundo ele, uma guia de 1,5 m de comprimento já é suficiente para esse treinamento. O tutor deve soltar a guia de forma que o cão possa caminhar a cerca de um metro de distância, recompensando-o com um carinho ou um petisco a cada vez que a guia ficar solta.