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O poder da amizade

Os amigos verdadeiros podem melhorar a nossa vida sob todos os aspectos, trazendo mais saúde e motivação ao cotidiano, além de leveza e diversão

Texto: Patrícia Affonso / Foto: Shutterstock Publicado em 03/03/2016, às 11h05 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

O poder da amizade
O poder da amizade - Shutterstock
Quem tem amigos tem tudo — não é assim que se diz? Pode acreditar, é bem por aí mesmo. Há anos a ciência vem se desdobrando para comprovar o que o nosso coração já sabe por experiência: amigos são grandes aliados da felicidade e do bem-estar. E até a saúde e a longevidade entram no leque de vantagens de contar com essa rede de apoio. Estudos apontam que o fato de possuir bons amigos pode prolongar a vida em até dez anos e prevenir uma série de doenças. Mais: pessoas acima dos 70 anos têm 22% mais chance de chegar aos 80 se mantiverem relações de amizade ativas. Conheça outros benefícios que a relação oferece.

Parte de algo maior 

Para viver bem e em equilíbrio com as próprias emoções, é indispensável contar com uma autoestima bem estruturada. Os vínculos que criamos com as nossas amizades ajudam a construí-la em bases firmes. “Crescemos com a necessidade de pertencer a grupos, de sermos aceitos pelos nossos semelhantes — o que é observado até mesmo entre os animais. 

Sofremos quando nos sentimos diferentes e excluídos”, explica a psicóloga comportamental Letícia de Oliveira (SP). Cá entre nós, não existe sentimento melhor do que ser acolhida e ter os próprios interesses, opiniões e pensamentos validados. As amizades nos colocam em contato com o melhor e o pior de nós mesmos, os defeitos e as qualidades, e vão nos ensinando quais comportamentos são adequados e relevantes na nossa trajetória pessoal. Mais importante: diferentes das ligações familiares, que muitas vezes carregam um peso hierárquico e de obrigatoriedade, amigos são pessoas que escolhemos para conviver por pura afinidade.

Horizontes expandidos

Se você acha que amiga que é amiga concorda com tudo e tem opiniões e gostos iguais aos seus... está na hora de rever os seus conceitos! Uma das principais funções dessa relação é mostrar outras visões de mundo, lugares, emoções... Trata-se de uma ferramenta para exercitar a nossa flexibilidade e combater o engessamento (comum com o passar dos anos) e a intolerância. “Como há uma identificação prévia, se um amigo traz um novo ponto de vista, estamos mais dispostos a considerá-lo e, assim, nossa perspectiva se amplia”, diz o psiquiatra e coach Frederico Porto (BH).

Vida saudável 

Pessoas com menos amigos apresentam quase o dobro de chance de morrer de doenças cardiovasculares. “A ansiedade e o stress são responsáveis pelo desenvolvimento de várias doenças. Por isso, quem possui amigos tem uma chance maior de se manter saudável emocional e fisicamente”, observa Letícia. É que a ocitocina, hormônio que estimula o vínculo entre as pessoas, age como um antagonista da adrenalina, acalmando os nossos ânimos. Com a pressão arterial controlada, o coração e os vasos sanguíneos ficam protegidos.

Defesas fortalecidas 

Segundo o psiquiatra George Vallian, da Universidade de Harvard (EUA), amigos são o principal indicativo sobre a saúde e o bemestar de uma pessoa, na frente até mesmo de genética, alimentação, hábitos e riqueza. Uma das bases para a afirmação? Na presença de afeto, o nosso organismo promove a descarga de substâncias, como as interleucinas, que reforçam o sistema imunológico. “Pessoas felizes têm mais anticorpos, imunoglobulinas que protegem o corpo de invasores nocivos”, garante Frederico. E completa: “O filósofo francês Jean Paul Sartre estava, em parte, errado quando disse que o inferno são os outros. Na verdade, o céu também são os outros. Nenhum homem é uma ilha”.

Apoio mútuo

Um peso, quando é dividido, torna-se menor e, portanto, mais suportável. É assim que um ombro amigo reforça o seu valor: oferecendo a sua força ao notar que algo sai do eixo e estamos frente a dificuldades. “Amigos funcionam como um colete salva-vidas: nos auxiliam a voltar à superfície e recobrar o ar em momentos de crise ou de grandes perdas”, compara a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil. Mesmo para aquelas pessoas que preferem não fazer confidências, o fato de saber que existe alguém disponível alivia a pressão. Há vezes em que as palavras são mesmo dispensáveis: basta estar na companhia daquela pessoa querida para se distrair e desviar um pouco do contexto problemático.

Amigos na era digital

Facebook, WhatsApp, Twitter... Essas redes são mesmo funcionais e sedutoras, mas não devemos perder a noção de limites. Nenhum post ou mensagem substitui o contato pessoal, o poder de um abraço e o prazer de compartilhar um momento com quem se gosta. Portanto, tente equilibrar vida real e virtual. Faça-se presente! “Lembre-se que a tecnologia afasta quem é próximo e aproxima quem é distante. Mas são os próximos que nos fazem bem de verdade”, destaca Frederico.








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