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MÊS DA MULHER: Nascida na periferia, aos 28 anos DJ Carola é reconhecida por DJ's internacionais e se torna inspiração para mulheres que querem seguir na carreira da música eletrônica

"Sendo mulher, você não pode só ser boa [...] você tem que ser incrível", pontua Carolina Alcântara; conheça essa história de superação e amor pela música

Marina Pastorelli Publicado em 22/03/2021, às 14h12

Nascida na periferia, aos 23 anos DJ Carola já foi notada por David Guetta e, recentemente, se tornou a primeira mulher do mundo a lançar pela STMPD, que é a gravadora do Martin Garrix
Nascida na periferia, aos 23 anos DJ Carola já foi notada por David Guetta e, recentemente, se tornou a primeira mulher do mundo a lançar pela STMPD, que é a gravadora do Martin Garrix - Divulgação

Você sabe qual é a sensação de receber o suporte do fenômeno David Guetta? Ou de ser a primeira mulher do mundo a lançar uma música na gravadora de Martin Garrix? Não, né? Pois a DJ Carola sabe. E muito bem!

Neste mês das mulheres na Máxima, convidamos Carolina Alcântara, a DJ Carola, que tem apenas 28 anos, para falar sobre a figura feminina no mercado da música eletrônica -- afinal, é comum ouvirmos falar sobre DJ's homens, brancos e famosos. Mas quantas mulheres são reconhecidas no meio? Fica a reflexão!

DJ CAROLA ENTREVISTA MÁXIMA

"Quando eu comecei, há 8 anos, não tinha gente igual a mim nesse cenário para eu poder me inspirar e me sentir representada, fico feliz que as coisas vão ser um pouco diferentes para galera que está chegando agora", disse a DJ durante nosso bate-papo.

Carola nasceu na periferia, em uma família muito pobre, quase desistiu da carreira artística, mas persistiu, já se apresentou no Estádio do Maracanã e hoje acumula mais de 100 mil plays em sua nova música, What They Want, lançada há apenas duas semanas pela gravadora de Martin Garrix.

 
 
 
 
 
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Confira a entrevista completa:

Carola, você é mulher, você é preta e você é DJ. Essas, ainda são três enormes barreiras para quem quer crescer e ter uma grande carreira. Como você se sente em saber que está quebrando muitos paradigmas e representando muitas mulheres, principalmente pretas e da periferia, no cenário musical?

Fico feliz com a repercussão do meu trabalho, mesmo sabendo que ainda existem muitas barreiras e obstáculos a serem superados. É muito massa olhar pro mercado eletrônico hoje e ver mais mulheres querendo fazer parte disso, então para mim é uma responsabilidade imensa representar tanta coisa. Quando eu comecei, há 8 anos, não tinha gente igual a mim nesse cenário para eu poder me inspirar e me sentir representada, fico feliz que as coisas vão ser um pouco diferentes para galera que está chegando agora.

Como o sonho de trabalhar com música começou?

Eu sempre soube que trabalharia com algo relacionado a arte, não sabia exatamente o que, mas quando conheci a música eletrônica com 14 anos, entendi que em algum momento aquilo ia fazer parte da minha vida de maneira mais expressiva. Eu já fiz de tudo dentro desse universo, desde organizar excursões para festivais até produção de eventos. Em 2012 comecei a discotecar e em 2015 iniciei os estudos de produção musical.

Como estamos no mês da mulher na Máxima, queremos saber: quais são as 3 mulheres que mais te inspiram?

Minha vó, Beyoncé e minha mãe (que já faleceu).

Você conseguiu algo que artistas do mundo todo tentam: o suporte de David Guetta. O que isso representa na sua carreira?

Acho que foi um passo muito importante para mim e também pra classe feminina da música eletrônica Brasileira. Eu fui a primeira produtora mulher do Brasil a ter uma musica tocada pelo David Guetta e recentemente a primeira mulher do mundo a lançar pela STMPD que é a gravadora do Martin Garrix. Acho que isso tudo só mostra o quanto eu estou no caminho certo e o quanto é possível vencer se você se dedicar e trabalhar da maneira certa.

Qual foi a maior DIFICULDADE que você enfrentou SIMPLESMENTE POR SER MULHER?

Acho que sempre foi a falta de credibilidade e de pessoas que lá atrás acreditassem que tudo o que eu queria construir poderia dar certo. Sendo mulher, você não pode só ser boa, principalmente no meu mercado de atuação. Você tem que ser incrível, e mesmo que você seja incrível, ainda vão existir pessoas para duvidar do quão profissional, inteligente e dedicada você é.

Qual é a mensagem que você quer passar para o mundo com a sua notoriedade?

Que é possível crescer independente do mercado que você queira se inserir, por mais que o mundo diga pra você que é impossível, com esforço e dedicação uma hora acontece.

Muitas mulheres desistem de seus sonhos por MEDO. Qual mensagem de incentivo você deixaria para elas?

Dediquem-se o máximo que vocês puderem independente de qual sejam seus sonhos ou objetivos. Nem sempre as pessoas vão acreditar que possa dar certo, mas o importante sempre vai ser vocês acreditarem em vocês mesmas.

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