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Mulher que acusa Neymar de estupro depõe em São Paulo

Cercada de fotógrafos, Najila Trindade cobriu a cabeça ao chegar na Delegacia

MÁXIMA Digital Publicado em 07/06/2019, às 13h03 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

Najila Trindade Mendes de Souza
Najila Trindade Mendes de Souza - Reprodução/SBT

Najila Trindade Mendes de Souza, que acusa Neymar Jr. de estupro, chegou para prestar depoimento na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo.

Na porta do local, a mulher foi cercada por fotógrafos e jornalistas. Ela entrou na delegacia com a cabeça coberta.

Na noite da última quinta, 6, foi a vez de Neymar depor. O jogador foi até a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) por causa do vazamento de fotos íntimas da acusadora.

Machucado desde o último jogo da Seleção Brasileira, ele chegou com seus advogados e foi encurralado pela imprensa.

Após quase 2h na DRCI, Neymar falou com os jornalistas, segundo a Agência Brasil: "Eu só quero agradecer as mensagens de apoio que todo mundo mandou, meus amigos, fãs, todo mundo que está acompanhando. Agradecer, obrigado pelo carinho, dizer que eu estou me sentindo muito amado. Só agradecer o carinho de todos."

Fotos: Francisco Cepeda/AgNews

ENTENDA O CASO

Neymar foi acusado de estupro na última sexta, 31. Uma mulher fez um Boletim de Ocorrência em São Paulo, afirmando ter sofrido abuso do jogador em Paris, no dia 15 de maio.

Na noite do último sábado, 1º, ele se pronunciou na web.

Ele afirmou que jamais faria algo desse tipo, pediu desculpas à família pela exposição e expôs diversas mensagens trocadas com a mulher: "Espero que a Justiça olhe as mensagens e veja o que aconteceu. É com muita tristeza e dor no coração que faço esse vídeo, que explico isso, uma situação bem chata não só pra mim, como pra minha família. Peço perdão a eles por colocá-los nessa situação, eu não queria e fui induzido a isso. Foi uma armadilha e acabei caindo. Mas que isso sirva de lição."

Com as mensagens, é possível ver que eles mantiveram contato antes e depois de se encontrarem e que, na visita, ele estava bêbado. Também há fotos íntimas. 

VERSÃO DA MULHER

O 'Conexão Repórter', programa do SBT apresentado por Roberto Cabrini, recebeu, com exclusividade, Najila Trindade, a mulher que acusou Neymar Jr. de agressão e estupro.

Durante a entrevista, a moça reafirmou que foi vítima de estupro e de agressão. Najila detalhou a noite em que tudo aconteceu. “Sou uma pessoa comum, que trabalha, estuda, sou modelo, estudante de Designer de Interiores, que gosta de esportes, dança, sou filha, mãe e sou comum. E fui vítima de estupro, agressão juntamente com estupro”, começou ela.

COMO TUDO COMEÇOU

A modelo conheceu o craque pelo Instagram: "Mandei uma imagem para ele, mas não foi nude. Ele respondeu, e começamos a conversar. Um tempo depois, ele pediu meu whatsapp e eu passei".

Questionada por Cabrini como a conversa se desenrolou, ela disse que sempre teve desejo em ter relações sexuais com o jogador: “Conversei com ele como uma pessoa comum, com intuito sexual, era um desejo meu e ficou claro pra ele isso”.

ATO

Ao chegar no hotel, o atacante do PSG e a estudante de Design trocaram carícias, e ela perguntou se ele tinha preservativo. Ele respondeu que não, e os dois continuaram se acariciando.

Segundo a loira, instantes depois, Neymar a virou de bruços e “cometeu o ato” enquanto “batia na minha bunda violentamente”, mesmo com ela pedindo, por diversas vezes, para que parasse.

ADVOGADO QUE LARGOU O CASO

“O advogado não estava acreditando totalmente em mim e senti preconceito da parte dele. Porque ele disse pra mim que ‘vai ter que cortar a unha’. Deu a entender: ‘você não foi estuprada, fez porque você quis, então vou isentar essa parte. Vou usar agressão porque tenho as provas que são as fotografias’. Acho que ele só acreditou em mim porque ele viu a foto que o próprio Neymar mandou pra mim”, contou ela.

CONVERSAS PÓS CRIME

Najila Trindade alegou ter continuado as conversas após o estupro para que pudesse provar o que aconteceu naquele quarto de hotel:
"Continuei conversando para que ele não parasse de falar comigo, e assim eu conseguisse provar tudo que ele fez. Eu quero justiça".