Sexualidade na gravidez

Salvo em casos de recomendação médica, a mulher grávida pode manter a sua vida sexual ativa. Desvende os principais mitos sobre o assunto e tire as suas dúvidas

Diane Neubüser

Salvo em casos de recomendação médica, a mulher grávida pode manter a sua vida sexual ativa. | <i>Crédito: Foto Shutterstock
Salvo em casos de recomendação médica, a mulher grávida pode manter a sua vida sexual ativa. | Crédito: Foto Shutterstock
Veja a lista elaborada pela ginecologista e terapeuta sexual Mariana Maldonado com base nos principais mitos acerca do sexo na gravidez:

MITO 1: Relação sexual na gravidez não existe.

“Durante uma gravidez normal, ou seja, se não houver nenhuma ameaça de aborto, parto prematuro ou qualquer outra condição que represente uma ameaça eminente, não há motivo para não se ter relações sexuais. Se tudo estiver correndo bem com a mãe e com o bebê, é até bom que a vida sexual seja mantida. Já que faz com que o casal relaxe, aumente sua cumplicidade, alivie as tensões a ainda passe boas energias para o futuro bebê!”

MITO 2: Não é bom que a mulher tenha orgasmos na gravidez.

“Não há nenhum problema em a mulher ter um orgasmo. Pelo contrário, diversos estudos mostram que durante o orgasmo da mãe, a sensação de euforia, bem-estar e relaxamento é passada também para a criança. Além disso, durante a gravidez, muitas mulheres atingem o orgasmo em novas posições, o que torna a relação sexual ainda mais interessante para o casal. Portanto, essa é uma fase para se experimentar novas posições e formas de se ter prazer. É um momento de transformação!”

MITO 3: A penetração pode machucar o bebê.

“Há quem pense que durante a penetração vaginal, o pênis pode chegar tão fundo a ponto de ‘machucar o bebê’; que a ejaculação pode atingi-lo; ou ainda que as contrações uterinas provocadas pelo orgasmo da mãe podem ser capazes de desencadear o parto. Nada disso tem fundamento, é bobagem pura. Em uma gravidez normal e sem riscos, as contrações uterinas desencadeadas pelo orgasmo da mulher na gravidez são curtas e breves, não tem a intensidade suficiente para desencadear um trabalho de parto.  Se existir uma ameaça de aborto ou parto prematuro a penetração vaginal deverá ser evitada, mas ela pode ter outras formas de prazer.

MITO 4: A barriga atrapalha a vida sexual do casal.

“Determinadas posições ficam praticamente impossíveis no final da gravidez, como a clássica “papai e mamãe”. Mas não é por isso que o casal não vai mais transar. A gravidez exige que o casal se reinvente e que faça algumas adaptações no seu cardápio de posições sexuais para continuar se relacionando. Usar a criatividade ajuda muito!"

MITO 5: Mães são seres divinos e não devem ser desejadas.

“Que coisa mais antiquada! Mães são mulheres e, obviamente, sentem desejo sexual e querem sim que seus parceiros tenham atração por elas. Nesta fase, a mulher muitas vezes está com uma autoestima mais baixa e não se reconhece em seu próprio corpo. Então, cabe aos companheiros estimulá-las e a fazer com que a estética e as mudanças da gravidez sejam algo positivo e um diferencial na hora da relação sexual”. 

12/07/2017 - 10:00

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