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Comportamento » Relacionamentos

Relacionamento ioiô, abusivo e desgastado: psicólogo explica a diferença entre cada um deles

Cleo Holanda falou sobre cada um desses tipos de envolvimentos amorosos

Gabriele Salyna Publicado em 07/05/2021, às 16h17

Relacionamento ioiô, abusivo e desgastado: psicólogo explica a diferença entre cada um deles
Relacionamento ioiô, abusivo e desgastado: psicólogo explica a diferença entre cada um deles - Freepik

Relacionamento ioiô, abusivo e desgastado. Envolvimentos amorosos são delicados. Cada um tem suas particularidades, suas características e seu modo de ser. 

Para eles, possuímos algumas classificações. Às vezes, elas se misturam e confundimos em qual deles estamos. 

Conversamos com o psicólogo Cleo Holanda para entendermos melhor quais são as diferenças de cada tipo de relacionamento. 

Começando pelos relacionamentos ioiôs, que são aqueles que terminam e voltam várias vezes. O psicólogo explicou que essa é a principal característica deste tipo de envolvimento. 

"Este primeiro tipo de relação, marcado por um verdadeiro 'vai e volta' acontece, muitas vezes por pessoas que podem sofrer de um transtorno de personalidade dependente, conhecido no senso comum por dependência emocional, pessoas que possuem muita dificuldade de tomar decisões, de se projetar, pois sofrem de falta de confiança e acabam adotando um comportamento passivo diante das situações, além disso, sentem extrema necessidade do outro e não assumem responsabilidades diante de decisões importantes (isso afeta diretamente a relação, estabelecendo o vai e volta toda hora), ficando à mercê do posicionamento de terceiros.", disse. 

Cleo falou sobre como essa situação pode ser prejudicial ao indivíduo: "Essas características trazem consequências disfuncionais na vida do indivíduo, fazendo com que ele tenha medo do abandono e de ficar sozinho, o tornando refém de relações ruins, a tal ponto que são capazes de permanecerem e voltarem para relações ruins, mesmo sabendo que elas não são aquilo que desejam para suas vidas, pois o medo do abandono e de ficar só é maior que qualquer situação imaginável. Este tipo de relação causa muito sofrimento e uma sensação de impotência significativa. O comportamento funcional é reconhecer sua vulnerabilidade diante da relação e trabalhar a autonomia emocional, assim como, o desenvolvimento de uma autoestima saudável.".

O psicólogo comentou sobre o relacionamento abusivo. "Um segundo tipo de relacionamento, que infelizmente é muito comum nos dias atuais são os relacionamentos abusivos. É sabido que o abuso pode ser estabelecido de três formas: emocional, sexual e físico. Estes tipos de relacionamentos acabam trazendo muitos danos à pessoa que sofre desse comportamento no relacionamento.", disse.

"Ao estudarmos, percebemos que pessoas que entram em relacionamentos abusivos podem ter sofrido no seu passado, em sua maioria, um abandono familiar, rejeição e até mesmo abusos, com isso, desenvolveram um domínio esquemático mental que denominamos de rejeição e desconexão, pois devido à falta de necessidades básicas não atendidas como, afeto, vínculo seguro e proteção, o indivíduo vai em busca dessas necessidades e os 'abusadores', em um primeiro momento se oferecem e suprem exatamente essa necessidade.", continuou. 

"O indivíduo acredita que encontrou o 'amor de sua vida' e conforme o tempo passa os conflitos vão surgindo e tudo começa a mudar, pois o indivíduo que sofre o abuso possui suas demandas emocionais e mediante um movimento de briga, separação, a vítima entra em desespero e acaba se resignando e 'aceitando tal abuso'. A maneira funcional de sair de relacionamentos abusivos, além de uma busca de ajuda profissional é desenvolver aceitação e pertencimento (família e amigos), buscar relação com vínculos seguros e ressignificar sua história de sofrimento e abuso.", explicou. 

Por fim, ele comentou sobre algo muito comum que os relacionamentos estão passando durante a pandemia: o desgaste. 

"É sabido que a pandemia causou diversos prejuízos emocionais em inúmeras pessoas, não somente pela morte de entes queridos, perdas de emprego, mas o término de namoros, noivados e casamentos.", esclareceu. 

"Muitos se perguntam os motivos que ocasionaram tais episódios, ao buscarmos mergulhar neste assunto, seria irresponsável de nossa parte afirmar que 'tal situação' foi a determinante, pois cada relacionamento possui uma história e suas demandas, porém, podemos relatar que entre tantas situações houve inúmeros 'gatilhos' que levaram as relações ao fim como, aumento dos níveis de estresse e ansiedade, distanciamentos ou convivências intensas, insegurança quanto ao futuro, pouca habilidade social nas relações interpessoais (comunicação, empatia e assertividade), e além de atravessamentos com muitas perdas pessoais e materiais.", finalizou o especialista. 

 

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