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6 cuidados com a alimentação dos pets durante a Páscoa

Veterinário explica como alguns alimentos podem ser perigosos para cães e gatos de estimação

Redação EdiCase Publicado em 06/04/2023, às 10h00

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Chocolate possui substância tóxica para cães e gatos (Imagem: Ezzolo | Shutterstock)
Chocolate possui substância tóxica para cães e gatos (Imagem: Ezzolo | Shutterstock)

A Páscoa é um momento especial para reunir familiares, amigos e pets. Normalmente, nessa data, as pessoas fazem almoço com comidas típicas e trocam chocolates, um dos produtos mais consumidos nesta época do ano. No entanto, se você é o tutor de um animal de estimação, deve evitar oferecer alguns destes alimentos a ele, pois podem prejudicar a saúde e a segurança dele. A seguir, o médico veterinário Flavio Lopes elenca os principais cuidados com a alimentação dos animais durante a comemoração. Confira!

1. Chocolate não deve ser oferecido ao pet

Segundo Flavio Lopes, o alimento mais tóxico para cães e gatos presente na Páscoa é realmente o chocolate, e os cachorros são mais sensíveis quando comparados aos felinos. O chocolate é composto por uma substância tóxica para os pets, conhecida como teobromina (encontrada também no café e no açaí). Ela pode causar intoxicação mesmo quando consumida em pequena quantidade. “Quanto mais amargo o chocolate, maior a concentração de teobromina”, salienta o veterinário.

Mesmo com os cuidados dos tutores, os pets podem acabar comendo chocolate longe da presença deles, por isso é importante ficar atento a algumas reações gastrointestinais como vômitos, que podem conter ou não sangue, poliúria (aumento na frequência urinária), além de sinais neurológicos como movimentos desarmônicos ao caminhar e convulsões. Quando há uma ingestão grande do produto, o caso pode se tornar ainda mais grave, com o pet apresentando sinais de contração muscular mais rígida, aumento da frequência respiratória e temperatura corporal baixa.

2. Fique de olho no almoço

Não é apenas o chocolate que traz risco para o bichinho. É preciso ter muito cuidado com outros alimentos servidos no almoço da Páscoa, como bacalhau, alho e cebola, pois contêm substâncias que podem causar danos às hemácias (células do sangue), causando anemia no pet, que pode ser aguda ou crônica. “Muitos desses alimentos que estamos acostumados a consumir na Páscoa são tóxicos e fazem muito mal para os animais”, afirma Flavio Lopes.

O especialista orienta que a informação deve ser obtida sempre com o médico veterinário de confiança, para explicar quais são as consequências de oferecer alimentos que podem acarretar reações adversas. Mas, segundo ele, pedaços de carne crua também podem ser perigosos pelo risco de estarem contaminados com bactérias, protozoários ou helmintos.

3. Preste atenção nos pets em tratamento

Os animais que fazem uso de alimentos coadjuvantes precisam de alguns cuidados extras. Não deve ser oferecido nada além do alimento prescrito. “Se já temos que ter cuidado com animais sadios, os que estão recebendo alimentos terapêuticos precisam ser monitorados ainda mais de perto. Como eles estão se alimentando de uma dieta prescritiva, ela deve ser seguida à risca”, explica Flavio Lopes.

Conforme evidencia o veterinário, esses alimentos contêm níveis nutricionais e ingredientes que são específicos para a enfermidade do animal em tratamento. Caso algo saia do controle, qualquer outro produto comestível que for oferecido pode agravar a enfermidade ou fazer não surtir o efeito desejado da dieta terapêutica.

4. Cuidado com as embalagens

Além dos alimentos, outro cuidado importante que o tutor deve observar são as embalagens e os pequenos brinquedos ou componentes desses embrulhos que podem ser engolidos pelos pets, principalmente os filhotes. Alguns ovos de Páscoa contêm brinquedos que possuem peças muito pequenas, podendo gerar curiosidade ao animal, que usa a boca como forma de entender o que é o objeto. “Isso representa um perigo maior para filhotes, pois eles são, por natureza, mais curiosos, e a chance de eles engolirem algo é muito maior”, avisa o veterinário.

Se o tutor desconfiar que o bichinho ingeriu um pedaço de embalagem ou de um brinquedo, Flávio Lopes orienta levá-lo ao médico veterinário, que poderá indicar ou não a realização de exames de imagem, como um raio x. Dependendo do caso, o pet poderá passar por uma cirurgia para retirar o corpo estranho, visto que ele pode obstruir o trato gastrointestinal ou, até mesmo, perfurar algum órgão.

Gato comendo petisco
Oferecer petiscos ajuda a evitar que os pets comam alimentos impróprios para eles (Imagem: Irina Vasilevskaia | Shutterstock)

5. Ofereça petiscos próprios para os animais

Hoje existem, no mercado brasileiro, petiscos próprios para os animais que remetem ao nosso costume de oferecer chocolate na Páscoa. Flávio Lopes cita os chocolates próprios para cães que não possuem teobromina na composição e que podem ser oferecidos. Alerta, ainda, que a ideia é sempre utilizar alimentos e brinquedos que sejam destinados ao bicho.

A prevenção e a conscientização orientadas pelos veterinários são os melhores caminhos para evitar intoxicações. “O profissional deve ser sempre acionado pelo tutor quando surgir qualquer dúvida sobre qual alimento pode ou não ser oferecido. Se não tem certeza, não ofereça”, ressalta o especialista. Uma alimentação completa e balanceada contém todos os nutrientes essenciais ao pet e, caso queira dar algum petisco, não se deve exceder 10% da quantidade diária de alimento.

6. Observe os animais de estimação

Se o tutor notar um comportamento fora do habitual, será mais fácil de entender se há algo de errado. De acordo com Flavio Lopes, a falta de apetite pode aparecer, caso haja algo de estranho com o bichinho, visto que deixar de comer, normalmente, é o primeiro sintoma. Fezes disformes ou vômitos também podem ser facilmente observados, pois não são condições comuns. As fezes precisam ser bem formadas, sem que haja ressecamento ou muito úmidas. Por fim, andar cambaleando é outro sintoma fácil de se identificar, mas sempre há necessidade de avisar ao médico veterinário que seja de confiança da família.

Por Alex Cabral

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