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Famosos / Adoção

Franklin David abre o jogo e fala sobre adoção

O apresentador Franklin David revelou que abriu mão de ser pai

Máxima Digital Publicado em 30/12/2021, às 09h00

Franklin David abre o jogo e fala sobre adoção - Divulgação
Franklin David abre o jogo e fala sobre adoção - Divulgação

O apresentador Franklin David abriu jogo e falou sobre um assunto de sua vida particular.

Ele disse que tinha muita vontade de ser pai, mas abriu mão da paternidade e resolveu investir na adoção de gatos.

O apresentador, que namora o turismólogo Vitor Vianna, já desistiu do antigo sonho, disse que não tem mais esse sonho e escolheu outro modo de acalentar seu coração.

"Eu tive essa vontade logo após o meu avô materno falecer. Ele foi meu pai, porque o meu pai biológico fugiu quando eu tinha 9 meses. Então, com a partida do meu avô, eu fiquei com um vazio e queria dar continuidade à família. Por um momento, achei que fosse a solução para aquela dor, queria ser para alguém o que ele foi para mim. Mas, por outro lado, sabia que tomar essa decisão me traria uma paternidade solo, porque nunca tinha me apaixonado para querer fazer isso junto com alguém, sabia também que apesar de trazer felicidade e uma possível cura para essa dor do luto, ter um filho me traria muita limitação em relação a minha paixão por viajar, espaço em casa, despesas, preocupações com saúde, escola, educação, caráter, enfim, definitivamente seria uma responsabilidade que eu de fato não quero pra mim.", disse. 

Franklin relatou que a possibilidade de ser pai veio movida por um vazio e pela dor do luto. Com a superação do luto, ele canaliza o amor fraternal com seus 5 gatos.

"Eu realmente tenho o compromisso de ser feliz, de alcançar as minhas metas que é viajar o mundo e aproveitar muito o meu encontro com o Vitor nessa vida, que é algo que até os meus 33 anos eu nunca imaginei viver. A verdade é que a gente pensa igual nesse assunto, ele também não quer ter filhos, ama viajar e ama bicho. Então os filhos que eu terei, que nós teremos, serão os bichos. Eles suprem qualquer lacuna que poderia vir a existir sobre esse assunto. O amor que sinto por bichos, principalmente gatos, é incondicional. Sou capaz de tudo para proteger os meus filhos peludos e acho que a paternidade funciona dessa forma", falou.

O apresentador falou sobre o amor que sente pelos seus 5 felinos: Zion, Petter, Gaia, Hildinha e Woody. Ele chegou a ter 7 animais em casa.

"Mas infelizmente perdi o Simon e o Lucky nesses últimos 6 meses. Uma dor e saudade que venho tentando superar. Eu tive o meu primeiro gato com um ano de vida incentivado pela minha avó. Desde então eu não consigo ficar sem eles. Eu venho do interior da Bahia, cidade pequena e lá a gente tinha galinha, porcos, cabra, todo tipo de animal, então esse contato com bicho é algo que faz parte da minha vida, está na minha essência. E o gato em especial tem personalidade, eles são imponentes, fortes, e, ao mesmo tempo, tem muito amor para dar. Os felinos realmente me encantam", comentou.

Cada gato de Franklin tem uma história especial. Um chega a ter uma trajetória comovente. Ele apareceu no topo de um túmulo miando bem alto no velório da avó do apresentador.

"O Zion que foi o meu primeiro morando em São Paulo, meu parceiro de uma vida, eu paguei R$500,00 reais, mas porque foi aquele encontro inesperado, paixão à primeira vista e também porque ele tinha mais três irmãos e esse dinheiro seria usado para os gastos com os que ficaram. E estou falando isso justamente para mostrar que depois dele, que hoje tem 11 anos, eu tomei consciência do quanto esse mercado de compra e venda de animal é cruel e hoje todos são adotados. O Simon, que faleceu esse ano, eu adotei em 2015 de um resgate feito de uma acumuladora de gatos", contou ele.

O apresentador ainda explicou como os animais chegaram na vida dele em um dos momentos mais delicados.

"O Petter e a Gaia já eram do Vitor e adotei para mim. O Lucky resgatei recentemente, era um bebê com muitas complicações e infelizmente não resistiu a uma anemia e infecção profundas. O Woody foi o último a ser adotado através de uma ong aqui no RJ. E deixei a Hildinha por último, porque a história dela é de arrepiar, de emocionar. Como falei, a minha avó foi a incentivadora para que com 1 ano de vida eu tivesse meu primeiro gato. Então em 2018, quando levei minha mãe da Bahia para tratar o câncer em SP, a minha avó foi junto para que eu e minha irmã cuidássemos das duas. Acontece que logo após a chegada delas, a minha avó faleceu", relembrou.

E continuou: "No velório dela, quando subimos com o caixão, do nada um gatinho apareceu no topo de um túmulo miando bem alto, como se quisesse chamar a atenção e fosse um sinal dela, da minha vó, dizendo que apesar de sua partida, ela estava ali com a gente. Então naquele momento de dor, olhei para minha irmã e sentimos um conforto inexplicável. 7 dias depois, minha família, que é grande parte católica, fez a missa de sétimo dia. E acredite, no momento da missa em que o Padre mencionou o nome da minha vó, entrou pela porta da frente da Igreja um gatinho miando desesperadamente, caminhou até o altar parando a missa, tendo a certeza que estava sendo visto e logo saiu. Nesse momento eu me debulhei em lágrimas, porque sabia que seria muita coincidência diante de tudo".

Franklin revelou o ponto quando tomou a decisão de ficar com os animais: "No fim da missa, eu que estava segurando minha mãe que estava debilitada por conta da radioterapia e quimio, pedi minha Irmã e primos para tentarem achar o gatinho, pois eu tinha decidido naquele momento da missa que o levaria comigo. Enquanto eu aguardava com minha mãe e ninguém o encontrava, do nada ele apareceu na nossa frente e veio caminhando em nossa direção, como se tivesse vindo realmente ao nosso encontro, como se fosse mais uma vez a minha vó dizendo: 'Eu estou aqui, meu filho!'. Eu não segurei a emoção, era a minha vó presente através de uma gata, que era um bicho que ela me ensinou a amar".

O apresentador contou sobre a escolha do nome dessa dessa gata em especial e disse: “O nome da gatinha não poderia ser outro senão Hildinha, já que a minha avó se chamava Hilda. O vazio do luto foi amenizado com a chegada dela, até porque muita gente vai achar que é loucura, mas a Hildinha mesmo sendo um gato, tem comportamentos que lembram a minha vó. Um exemplo deles é que quando eu chamava a minha avó em casa, ela respondia: ‘Hum’, como quem diz ‘O que foi?’ Ou ‘Estou aqui’”.

Por fim, Franklin ainda comentou sobre a relação que tem com a gata e reencarnação. “Hildinha, quando eu a chamo, ela responde da mesma forma, com o “Hum”. A primeira vez eu fiquei em choque. Além disso, a minha vó, já pela idade, tinha a mania de esfregar a mão suja de gordura de algo que ela comia na parede do corredor. A Hildinha faz o mesmo, no mesmo lugar, mas com as patas quando corre horizontalmente pela parede. (risos) É algo que parece surreal, mas é como se a gata fosse a reencarnação da minha vó. Fico feliz pelo espaço de poder dividir essa história tão particular e especial", finalizou ele.

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