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LGBT / MÊS DO ORGULHO LGBTQIA+

MÊS DO ORGULHO LGBTQIA+: Após ser tema da Parada do Orgulho LGBT+ de SP, psicólogo fala sobre preconceito enfrentado por gays portadores de Aids

Em sua 25ª, o evento trouxe o tema HIV/Aids: Ame + Cuide + Viva + para ser discutido

Máxima Digital Publicado em 08/06/2021, às 15h14 - Atualizado às 15h15

MÊS DO ORGULHO LGBTQIA+: Após ser tema da Parada do Orgulho LGBT+ de SP, psicólogo fala sobre preconceito enfrentado por gays portadores de Aids - Freepik
MÊS DO ORGULHO LGBTQIA+: Após ser tema da Parada do Orgulho LGBT+ de SP, psicólogo fala sobre preconceito enfrentado por gays portadores de Aids - Freepik

A Parada do Orgulho LGBT+ de SP deste ano 2021 aconteceu no último domingo, 6, teve como tema uma discussão importante e necessária: HIV/AIDS: Ame+ Cuide+ Viva+.

Por décadas, o vírus do HIV foi taxado como uma doença relacionada à homossexualidade, um dos tabus que cercam o assunto no mundo.

Além de tudo, a fragilidade ocasionada após o diagnóstico desencadeia outras doenças como a depressão, que afeta em torno de 5,8% dos brasileiros.

O psicólogo Alexandre Bez falou sobre o preconceito enfrentado pelas vítimas da doença. 

"O preconceito em si é muito pior do que a própria doença, pois embora ainda não haja cura, há controle. E o preconceito que tem cura (que se faz através essencialmente da tolerância e do entendimento de que cada um tem o direito em seguir uma escolha de ser feliz, independentemente de qualquer coisa) não é utilizada.", começou. 

Ele continuou: "Os principais indicadores para quem tem preconceito é sem dúvida alguma a falta da própria capacidade em poder usar a compreensão, e assim contribuindo para uma sociedade melhor.".

"Para quem sofre do preconceito se tiver uma estrutura de personalidade mais fraca se sentirá mais atingido psicologicamente podendo acumular conflitos (que não precisariam existir) que podem também se transformar em várias psicopatologias psicossomáticas - doenças físicas que se iniciaram na mente.", declarou. 

O psicólogo explicou o motivo da falta de informação e os preconceitos interferem efetivamente o tratamento dos portadores da doença?

"São dois fatores negativos que só pioram o quadro criando mais preconceitos em cima de uma patologia já carregada de inúmeros preconceitos. Muitas pessoas entendem que a doença continua ainda por ter muitos portadores culpando-os pelos quadros endêmicos da doença — o que aumenta mais ainda a discriminação e o preconceito. Se colocar no lugar da pessoa portadora da doença pode ajudar como um exercício de reflexão pessoal e de redução do próprio preconceito no qual não se leva a nada.", disse. 

Ele falou sobre a importância do apoio nesse momento: "Inquestionavelmente fundamental para que a pessoa possa poder ter uma qualidade psicológica mais saudável e assim ter um convívio familiar ameno e tranquilo. É somente através dessas ações (apoio familiar, compreensão e entendimentos) familiares benéficas que a pessoa irá ter as emoções equilibradas, e tendo assim condições em lidar com todo o meio externo quando esse se fizer hostil, não se abstendo com quaisquer que sejam os comentários."

Como superar o preconceito? O psicólogo orientou: "Entendendo de que é uma ação fora da realidade, existe porque as pessoas permitem assim se proceder. Manter a consciência de que a tolerância e o respeito se fundem em duas potentes armas, já se abrem portas para uma diminuição da discriminação e consequentemente assim também diminuindo a carga idealizadora radical a qual nutre o preconceito.".

"Permitir-se aproximar do próprio estudo da virologia sobre AIDS também irá contribuir para a pessoa entender o funcionamento da doença e de como ela se transmite.
Os preconceitos têm suas bases fincadas em modelos sociais, familiares e culturais, geralmente criados pelos seus idealizadores ideológicos não ter conseguido conviver com qualquer tipo de outra situação/condição a qual não se encaixa perfeitamente na sua preconcepção ideológica.", continuou.

"Fatores inconscientes também são outros pontos a serem tratados, pois por criação (nunca confunda com educação) pode ter havido falhas e/ou orientações contra outras classes de pessoas. O antídoto do preconceito ainda se faz fundamental pela aproximação sempre constante compreendendo o quadro no geral pela compreensão de que nós temos ainda muitos fatores inexplicáveis.", disse. 

"A maior superação do preconceito é poder entender de que ninguém está incólume, sendo uma doença que atinge qualquer pessoa.", finalizou o profissional. 

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