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Adriane Galisteu conta sobre as maravilhas de ser mãe do pequeno Vittorio

Apresentadora, atriz, modelo, empresária, youtuber... Adriane não para nunca! Mas o seu melhor papel, sem dúvida, é o de mãe do Vittorio, que vem desempenhando com muito aprendizado e ternura

Texto: Patricia Afonso Publicado em 15/06/2016, às 13h33 - Atualizado em 22/08/2019, às 01h40

Adriane Galisteu conta sobre as maravilhas de ser mãe do pequeno Vittorio
Adriane Galisteu conta sobre as maravilhas de ser mãe do pequeno Vittorio - Danilo Borges
Com 43 anos recém-completados e mais de duas décadas de carreira na TV, Adriane Galisteu mostra, a cada aparição, que está mais bonita e realizada do que nunca. O segredo, além da relação cordial que mantém com a passagem dos anos, ela garante: é a maternidade. Adriane simplesmente se derrete cada vez que fala do pequeno Vittorio, 5 anos, fruto do casamento com o empresário Alexandre Iódice, 45 anos. 

“Ser mãe é o melhor e mais importante papel da minha vida. Tanto que tenho desejo de ter outro fi lho. Estou negociando com o Alê, vamos ver!”, diz. A estrela garante que vive o momento mais pleno de sua trajetória. “Seu eu tivesse um pedido para realizar seria parar o tempo, do jeitinho que as coisas estão agora. Queria segurar o Vittorio e a minha mãe na idade em que estão, curtir mais essa fase do casamento tão gostosa...”, revela. Confira o bate-papo exclusivo que a apresentadora teve com a MÁXIMA.

Você começou a trabalhar cedo, aos 9 anos. Foi uma boa experiência?
Sou da época em que havia muitos comerciais de brinquedo na TV. E eu não podia comprar nenhum. Isso me ajudou a entender, desde pequena, que eu teria que batalhar muito. Apesar de não ter brincado tanto quanto minhas amigas, não trocaria nada. Não me faltou o amor que desejo passar ao Vittorio. 

Como foi perder seu pai com apenas 15 anos?
Sofri para caramba. Quando você tem um pai, consegue administrar as relações afetivas de outra maneira. Na falta dele, confunde as expectativas. Eu acabei metendo os pés pelas mãos, algumas vezes. Perdi meu pai, o Ayrton (Senna) e meu irmão (vítima de HIV), todos mais ou menos ao mesmo tempo. Fiz análise para me entender e, hoje, sei que ter uma figura masculina próxima é importante. Foi exatamente isso o que me faltou. 

E sobre a sua mãe, o que dizer?
A dona Emma (74 anos) é minha referência de força. Nada do que eu já experimentei se aproxima à dor que ela sentiu ao perder o filho. Agora, que sou mãe, consigo entender isso. Seguimos unidas e, depois que o Vittorio nasceu, nos aproximamos ainda mais. Preciso dela como mãe, avó, amiga e conselheira. Ela me ensinou a ser resistente, a ter valores e dar importância dos amigos. 

Quando sentiu que era com o Alexandre que iria construir a sua família?
Não senti, aconteceu. Eu já o conhecia havia mais de 12 anos. A primeira campanha que eu fiz, quando comecei a modelar, foi da grife Iódice. Depois, continuamos a nos encontrar socialmente. Mas tudo o que eu planejo na minha vida parece que não dá muito certo. Então evito, deixo acontecer. Foi algo natural que construímos juntos. 

De onde vem todo esse desapego?
Eu era muito possessiva com as minhas coisas, agora não ligo tanto. Mas sou ciumenta, corro atrás do Vittorio e do Alexandre o tempo todo — e eles nem me dão bola! Também gosto de ficar em cima das pessoas que trabalham comigo. 

Qual foi a sensação quando descobriu que estava grávida?
De felicidade plena, no entanto rolou um conflito do tipo “queria, mas acho que não agora”. Por mais que seja algo desejado, na hora em que você realmente constata, bate um desespero de não estar preparada. E cá entre nós: preparada a gente nunca está. Aprende dia após dia. 

A sua gestação teve complicações. Deu para curtir ou foi só tensão?
Tive um encurtamento do colo do útero e precisei fazer repouso absoluto desde o quinto mês. Foi difícil, mas como o amor começa a brotar muito cedo, mesmo assim eu estava radiante. 

Alguma lembrança especial desse período?
Ficava maravilhada ao ver a barriga crescer e sentir o Vittorio se mexendo. Também pensava: “Meu Deus, em algum momento ele vai ter que sair!”. Aí, me dava receio. Falo até hoje: “Menino, vem aqui que vou te engolir de novo”. 

Você gostou de ter tido filho mais tarde?
Eu acho que poderia ter engravidado antes. Esse é o meu único arrependimento... Provavelmente, há cinco anos, já estaria chegando o segundo filho. 

Quais lições aprendeu com a sua mãe e reproduz, hoje, com o Vittorio?
Ela me chama a atenção sobre o uso do não. Ela diz que se for para negar algo, tem que ser firme e ponto! Porque minha tendência é dizer “não” e depois acabar cedendo, amolecendo. 

Uma característica marcante do Vittorio...
Ele é muito independente. Brinco, questionando: “Gente, quando vai chegar aquela hora na qual eu vou ter que sair escondido dele, que ele vai se agarrar nas minhas pernas para me impedir?”. Quanto mais eu cerco e tento grudar, mais ele cria asas (risos). 

O que gostam de fazer?
Conhecer lugares. Quando viajamos, tudo o que faço é por ele. Aqui em São Paulo, por mais que eu me dedique, não é sempre que conseguimos estar juntos. Pela manhã, eu saio e ele ainda está dormindo. Quando volto, já está cansado, quase indo se deitar. Daí não vejo a hora de chegar o fim de semana para botarmos o pé na estrada ou pegar um cinema, teatro... Também gostamos de ficar em casa de pijama, brincando de carrinho ou vendo desenho. 

Com esses desencontros, rola culpa?
Não! Vivo combatendo esse peso. Falo para o Vittorio, desde que ele era bebê, que eu saio de casa para trabalhar com gosto, pois amo o que faço. Explico que para ser boa mãe eu preciso estar feliz. Às vezes não temos quantidade de tempo juntos, porém a qualidade compensa. 

Mas teve algum momento em que você se sentiu culpada?
Uma vez eu tive que faltar numa das apresentações dele, na escolinha. O Alê filmava e mandava para mim via celular. Eu estava voltando do aeroporto e tentando, sem sucesso, chegar para assisti-lo. Fui o caminho inteiro chorando! 

Qual é o seu maior medo, Adriane?
De qualquer coisa que mexa com a saúde — a minha e a da minha família. Porque aí você não tem controle. Você aciona os botões possíveis, se cuida, mas tem uma parcela que foge das suas mãos.

São 8 anos de relacionamento com o Alexandre. Qual é o segredo da união?
Admiração e confiança. Além disso, somos muito parceiros. Ele tem me ajudado a colocar a minha vida profissional nos trilhos. Ah, anota aí mais uma coisa: beijo na boca. Sem esse carinho, o casal deixa de namorar e vira amigo, cúmplice, irmão... Qualquer coisa, menos marido e mulher. Lá em casa existe uma regra: tem que parar e beijar direito. Nada de selinho ou bitoca na testa. 

Você sempre se manteve vaidosa?
Sim, mas mudou muito a minha relação com a vaidade ao longo dos anos. Antes, se tinha que perder peso, fazia dietas malucas, sem pensar duas vezes. Agora, me cuido pensando na saúde. 

Quais são os cuidados?
Pratico corrida desde 1994 e nunca parei. Minha alimentação é saudável e como pouco. Mas confesso que é difícil ficar sem chocolate. Faço promessa para não comer, senão devoro o equivalente a um ovo de Páscoa, dos grandes, todos os dias. Verdade! 

Você lançou um canal no YouTube. Conta pra gente...
É uma alegria! Gravo vários vídeos com a hashtage #Galisteusemfiltro, porque eu posso falar sobre o que eu quiser, do meu jeito. 

Está com outros projetos em andamento?
Tenho muita vontade de voltar aos palcos. Por isso, estou estudando dois textos lindos para o teatro. Além disso, tenho diversos produtos licenciados, o programa Papo de Cozinha com Dri e Alê, no Discovery Home & Health, e o meu site, que é um sucesso. Para ficar perfeito, só falta mesmo um espaço na TV aberta.

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