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Comportamento » Dica de profissional

Coronavírus: Especialista comprova que quanto maior o estresse, maior a chance de ser contaminado pelo vírus da pandemia

A Dra. Roselene Espírito Santo Wagner pediu para que todos evitem o pânico e apontou que corpo e mente estão interligados no fortalecimento do sistema imunológico

Máxima Digital Publicado em 12/03/2020, às 11h58

Neuropsicóloga Dra. Roselene Espírito Santo Wagner mostra que o emocional pode afetar no sistema imunológico
Neuropsicóloga Dra. Roselene Espírito Santo Wagner mostra que o emocional pode afetar no sistema imunológico - Vagner Souza

O número de casos confirmados do coronavírus ultrapassou a marca do 70 nesta quinta-feira, 12 de março.

Ainda ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia de Covid-19 -- não mais epidemia, depois do vírus chegar em mais de 114 países, e o diretor-geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu para todos os países "redobrarem" o comprometimento contra a doença.

Diante de todo o alerta feito não só no Brasil, mas no mundo todo, a neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner, mais conhecida como Dra. Leninha, fez questão de falar sobre o assunto e garantiu que, além do álcool gel e das medidas de prevenção mais conhecidas, as pessoas podem tentar ficar bem emocionalmente para evitar que sejam contaminadas.

O QUE AS EMOÇÕES TÊM A VER COM O CORONAVÍRUS?

O sistema imunológico é nada mais, nada menos que um “um sistema eficaz de defesa contra microrganismos que penetrem no organismo ou contra a transformação maligna de células", disse a Dra. Ele que defende o corpo de muitas doenças -- neste caso, do coronavírus.

E estar bem com o sistema imunológico vai muito além de algo físico. A mente é responsável por muitas ações dentro do nosso corpo e a especialista explicou um pouco como isso acontece: “Na relação saúde e doença, a mente e o corpo estão interligados de forma interdependentes. Por isso que conflitos de etiologia emocional provocam inúmeras reações ao indivíduo, sendo uma delas o aumento dos hormônios adrenalina e noradrenalina que afetam diretamente o sistema imunológico, levando ao surgimento de doenças e vice-versa.”

A especialista aponta que quanto maior as emoções negativas compartilhadas, o alarme, o medo, pior se tornam as consequências para o corpo: “Sobre o coronavírus, o pânico provocado por “fake news” causa baixa no sistema de defesa do organismo, deixando nosso corpo vulnerável às doenças infectocontagiosas. O sistema imunológico tem indubitavelmente um 'caráter emocional'. Quanto maior o nível de estresse, menor a competência orgânica para combater agentes deletério à saúde.”

EMOCIONAL X FÍSICO
 
Segundo a Dra. Roselene Wagner, é impossível dissociar o corpo da mente: “É importante compreender que o organismo se comporta como um todo unificado e não como um conjunto de partes. O corpo e a mente não são entidades separadas, e nem mesmo a mente é constituída por faculdades ou elementos independentes. O organismo é uma só unidade; o que ocorre em uma parte afeta o todo. Existem ligações entre as emoções e o corpo físico. Um efeito físico pode chegar a refletir um efeito mental ou emocional e vice-versa, pois as funções das partes se definem pelo conjunto. A mente cheia de ideias nocivas atua como um estímulo criador de emoções que afetam o corpo de forma negativa, fazendo com que sejam desenvolvidos problemas na saúde".
 
Cuide de sua mente, de sua saúde emocional

A Dra. Roselene Espírito Santo Wagner apontou maneiras de fortalecer o seu sistema imunológico através do cuidado com a saúde mental: “Se você se sente estressado, deprimido, ansioso, instável emocionalmente, com sofrimentos secretos por conteúdos internos não compartilhados, procure um profissional da saúde mental. Um mente adoecida, baixa o nível de combate do sistema imunológico, deixando o corpo sujeito a ataques de doenças infectocontagiosas.”

SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

Os principais sintomas dessa doença são: febre, tosse, dor muscular, cansaço, falta de ar e início de pneumonia.

Os primeiros sintomas costumam aparecer cinco dias após o contato com o vírus.
O grande perigo acontece devido aos sintomas serem muito parecidos com os da gripe comum. Dessa forma, a pessoa demora para procurar um hospital e a pneumonia pode se agravar, dificultando a possibilidade de tratamento, podendo levar o paciente a óbito.

Os cuidados básicos: lavar frequentemente as mãos, utilizar lenços descartáveis, cobrir a boca ao espirrar e tossir, manter ambientes bem ventilados e evitar multidões e contato com pessoas gripadas. Essas são atitudes fundamentais no momento.